6 nov

Entrevista de Ariane Landim, executiva de marketing da Allianz no Brasi, à  Revista Voce S/A

A Fórmula 1 e o seguro

O circo já está todo pronto para o Grande Prêmio de Fórmula 1 no Brasil. Dia 6 temos treinos e dia 7 a grande corrida. Tantas emoções. A prova poderá definir o campeão mundial de Fórmula 1 de 2010. E tantos riscos. São 150 mil pessoas entre sexta-feira e domingo. Pilotos a uma velocidade próxima a 300 quilômetros por hora. Mais de 850 toneladas de equipamentos 3 mil toneladas de arquibancadas. E tudo tem de estar desmontado logo após o fim da corrida para seguir para os Emirados Árabes, onde acontecerá a próxima disputa.

Por isso, o principal evento automobilístico é um ambiente propício para as seguradoras aprenderem e ensinarem sobre gerenciamento de risco para que tudo dê certo nesse grande show. A alemã Allianz tem o seu nome estampado em várias partes do circuito. “Desde 2000 patrocinamos a F-1, quando começou a parceria com a  AT&T Williams F1 e em 2007, a Allianz  tornou-se parceira mundial oficial da Fórmula 1, com maior foco em segurança”, diz Ariane Landim, executiva de marketing do grupo no Brasil. Veja abaixo os principais trechos da entrevista concedida ao blog SEGURO SA.

Blog Seguro S/A: Qual a relação entre seguro e Fórmula-1?
Ariana Landim: A Fórmula 1 é a categoria máxima do automobilismo mundial. É uma categoria de alta performance e ao mesmo tempo, muito segura. Os carros chegam a mais de 300 km por hora e mesmo assim a taxa de acidentes é baixa e quando eles acontecem, os pilotos quase sempre não sofrem ferimento graves. A F1 é uma grande pista de teste para equipamentos de segurança que depois são adotados pela indústria automobilística em geral. Ou seja, tem tudo a ver com o seguro, pois o conhecimento gerado nas pistas é de alguma forma incorporado nas ruas, e ajuda a prevenir e minimizar sinistros, ou acidentes. Vejamos o exemplo dos cintos de segurança, o uso de áreas de escape nos traçados, etc.

S. S/A: Por que a Allianz apoia a Fórmula-1?
A.L.: Acreditamos que esse esporte seja uma das maneiras mais efetivas de atrair atenção para o assunto da segurança nas estradas e no trânsito, e contribuir para modificar o comportamento dos motoristas em escala global. A F1 acontece em 20 países e tem uma audiência global. Ou seja, é uma grande vitrine pra esse tema. Afinal, temos 50 milhões de motoristas segurados em todo o mundo e consideramos a Fórmula 1 a plataforma ideal para comunicarmos a importância da segurança automotiva.

S. S/A: Mas a proposta vai além do marketing, acredito.
A.L.: Sim. Para se ter uma idéia, nas estradas brasileiras, a cada 25 acidentes uma pessoa morre, segundo dados da Polícia Rodoviária Federal. – Mas esse não é um problema do país. Por dia, mais de 3 mil pessoas morrem no mundo em acidentes automotivos e, para especialistas no assunto, as estatísticas tendem a se agravar se não houver uma conscientização do quanto é necessário priorizar a segurança nas estradas e nas vias públicas. Como somos do mercado segurador, convivemos diariamente com os índices de acidentes automobilísticos. Por este motivo, não é possível adotar uma postura passiva e a maneira como a F1 gerencia o risco traduz perfeitamente a proposta da Allianz.

S.S/A: Há quanto tempo a Allianz se dedica a prevenir riscos?
A.L.: A Allianz faz pesquisa de prevenção de riscos há mais de 70 anos, no seu Centro de Tecnologia Allianz. Ao criar a Divisão Automotiva do Centro em 1971, o Grupo Allianz passou a ter um foco ainda maior na parte de acidentes automotivos. Essas pesquisas e testes visam a auxiliar a indústria automobilística a detectar possíveis falhas a fim de aprimorar os itens de segurança dos veículos.

S. S/A: Mas este centro está ligado a F-1?
A.L.: Há compartilhamento de informações entre a F1 e o nosso Centro de Tecnologia. As pesquisas desse Centro são compartilhadas também com as subsidiárias como o Brasil e nosso próximo passo será intensificar essa relação a fim de contribuir de forma mais efetiva com a segurança dos mais de 750 mil segurados Allianz Auto em todo o território nacional e com a sociedade brasileira em geral.

S. S/A: O que temos de novo em 2010?
A.L.: Em 2010, mais uma ação de visibilidade voltada para o tema da segurança foi implementada. A partir do GP de Cingapura, O safety car e os veículos de socorro médico passam a ter a marca da Allianz, reforçando ainda mais a nossa relação com a prevenção de riscos.

S. S/A: Que tipo de seguros são contratados?
A.L.: Uma das coberturas mais comuns na área de grandes eventos é a de Responsabilidade Civil (RC) que, em geral, cobre danos materiais e corporais. No caso da Fórmula 1 há os seguros diretos: as coberturas incluem o “no show”, essa apólice cobre os custos, despesas e a perda de lucro caso um evento seja cancelado ou adiado por conta de uma ocorrência que fuja do controle dos organizadores. Além de danos causados aos equipamentos da corrida, responsabilidade civil,  danos a terceiros e acidentes pessoais.

S. S/A: Quem contrata os seguros?
A.L.: Os seguros são contratados pelos agentes organizadores e participantes dos eventos: organizações esportivas globais (como a Federação Internacional de Automobilismo), comitês organizadores locais, emissoras de TV, patrocinadores, contratantes de merchadising, companhias de viagens, hotéis, entre outros. Também estão disponíveis os seguros indiretos: além das coberturas de cancelamento e responsabilidade civil, são contratadas várias outras apólices, como de responsabilidade civil de administradores (D&O), patrimonial, seguro de equipamentos e de transportes.

S. S/A: Se um piloto morrer tem seguro?
A.L.: Sim, há o seguro de vida do piloto.

S. S/A: E se um pneu da Ferrari voar na arquibancada e machucar alguém?
A.L.: É acionado o seguro de responsabilidade civil contratado pelo próprio evento.

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Especialista em seguros (31)4103-4652




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