6 jan

Depois dos serviços tradicionais, banco aposta em oferta de apólices para proteção de bens novos. Caixa e Itaú também avançam no segmento

Após conquistar novos clientes em comunidades, com produtos tradicionais como conta corente e cartão, o Bradesco quer agora elevar a venda de seguros para esse público. Para isso, fez uma flexibilização em relação à exigência de documentos, criou novos produtos e iniciou o treinamento de corretores para atuar nessas áreas. “Já fizemos o treinamento de quatro profissionais na comunidade Dona Marta e iremos expandir para outras comunidades”, afirmou o presidente da Bradesco Seguros, Marco Antonio Rossi.

Com o aumento de renda e, consequentemente, do poder de compra, o executivo acredita que esse público está mais disposto a pagar para proteger as novas aquisições. Para isso, o banco desenvolveu uma série de produtos com pagamento mensal inferior a R$ 10, isso mesmo antes da regulação da lei do microsseguro. O interessado pode contratar um seguro contra incêndio ou vendaval mesmo que o imóvel não esteja regular (sem escritura), por exemplo.

Além do treinamento dos corretores, a instituição planeja fazer a venda de seguros por meio de “POS”, que são as maquininhas utilizadas para o pagamento com cartões de débito e crédito.

O objetivo é facilitar a venda de seguros. “Os corretores terão um POS e incluirão alguns dados, como CPF e a cobertura, e o cliente terá o resumo da apólice na hora”, explica.

O Bradesco estima que 31% de seus clientes integrem as classes D e E. Em 2010, foram concedidos para esse público R$ 1,87 bilhão em operações de crédito, uma expansão anual de 20,45%.

A primeira experiência do banco em comunidades carentes foi em 2007, com a inaguração de uma agência na Rocinha, no Rio. Depois, em 2009, passou a operar em Heliópolis, em São Paulo. Mais recentemente, abriu as agências de Paraisópolis, também na capital paulista, e, depois das pacificações, na Cidade de Deus, Rio das Pedras, Complexo do Alemão, Santo Cristo, Cantagalo, Turano e Dona Marta.

Outra instituição que aproveitou a pacificação de comunidades carentes no Rio para a abertura de novas agências foi a Caixa Econômica Federal. No ano passado, abriu uma agência e uma casa lotérica no Complexo do Alemão, logo após a retomada pela polícia da área antes com presença armada de traficantes.

Pacificação estimula negócios O banco público vai ter agências também no Vidigal e Rocinha.

Além dos serviços bancários tradicionais, a Caixa irá concentrar nessas agências o pagamento de benefícios sociais (abono salarial, seguro desemprego e Bolsa Família), crédito a empreendedores e acesso aos financiamentos do prómoradia.

Mesmo caminho seguiu o Itaú, que em setembro do ano passado inaugurou a agência no Complexo do Alemão. Segundo o banco, desde o início do ano, cinco quiosques com caixas eletrônicos foram instalados em comunidades com as unidades de pacificação.

A avaliação do Itaú é que o movimento comprova demanda da população por serviços bancários. Como exemplo, afirma que a média mensal de transações nos terminais da Cidade de Deus superou em 25% a média dos equipamentos que estão no Conjunto Nacional, na avenida Paulista. ¦ A.P.R.[2]

A média mensal de transações nos terminais do Itaú na Cidade de Deus, no Rio, supera em 25% a média dos equipamentos que estão no Conjunto Nacional, na avenida Paulista

Fonte: Brasil Econômico.

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