18 jan

Nem todas as apólices se responsabilizam por danos causados aos carros submersos; clientes precisam requerer essa cobertura durante a temporada de verão, muitas cidades são atingidas pelas fortes chuvas que causam diversas catástrofes, entre elas, as enchentes. Diante disso, não são poucas as pessoas que acabam perdendo seus carros, submersos nas águas das chuvas.

Além de todo o trauma psicológico, a maioria ainda tem que enfrentar problemas com seu seguro, que muitas vezes não cobre os danos ao carro.

Desde 2004, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) determinou que todos os contratos com cobertura total também tenham responsabilidade em caso de submersão total ou parcial em água doce. No entanto, os seguros podem recorrer de diversas formas, principalmente se o cliente se colocou em uma situação de risco, como tentando atravessar um alagamento.

Segundo Renata Reis, do Procon de São Paulo, “se a seguradora constatar que houve agravamento por parte do cliente, como os que tentam atravessar alagamentos, ela não tem a obrigação de cobrir os danos ao veículo.”

Por isso, é bom ficar atento. Quando as tempestades se iniciam, vale a pena conferir se o trajeto tem pontos de alagamento. Se você for pego desprevenido, fique atento ao nível da água, como aconselha a empresa Allianz Seguros. O motorista nunca deve passar caso a água ultrapasse a altura do centro da roda, já que, nessa situação, é impossível ver se existem buracos no caminho, sendo essa a causa de graves acidentes.

De olho na apólice

O advogado securitário Kleber Zanchim, da SABZ Advogados, diz que se a apólice tiver uma cláusula específica excludente sobre enchentes ou mesmo uma de “força maior”, é provável que a seguradora não se responsabilize pelos danos.

O especialista afirma que a melhor forma de se proteger é conversar com o corretor de seguros para analisar detalhadamente se a apólice inclui esse tipo de cobertura. Zanchim ainda aconselha aos clientes, que compraram um seguro, a enviar um questionário formal à seguradora perguntando sobre essa cobertura, “recebendo uma resposta formal o consumidor tem como provar as promessas da seguradora”.

Além disso, é preciso avisar a seguradora logo após a ocorrência, para que uma vistoria imediata seja feita, comprovando que o carro foi prejudicado pela chuva. “Mesmo que o carro esteja funcionando é necessário esse tipo de avaliação, porque se o prazo do sinistro acabar e o carro começar a mostrar problemas decorrentes da enchente, não há nada que se possa fazer” aconselha Zanchim.

Já os consumidores com seguro parcial na maioria das vezes têm que arcar com os gastos de conserto e higienização sozinhos e não têm possibilidades de recorrer se na apólice constar qualquer tipo de exclusão.

A situação também é preocupante para aqueles que não têm seguro. Os órgãos públicos não se responsabilizam por nenhum dano causado pelas enchentes aos carros, sobrando para o dono todo o prejuízo.

Fonte: Band.com.br

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