18 jan

A crise econômica que já afeta a Europa não deverá abalar o mercado de seguros de forma intensa, especialmente o brasileiro. A não ser que as seguradoras (principalmente as internacionais) invistam seus ativos financeiros de forma equivocada. No caso do Brasil, a chance de maus investimentos desse tipo é ainda mais remota, uma vez que não há incentivos a essa modalidade de investimento. As afirmações foram feitas pelo consultor econômico Francisco Galiza durante encontro organizado pela Sociedade Brasileira de Ciências do Seguro (SBCS) nesta quarta-feira, 11 de janeiro.
Segundo Galiza, é possível fazer essas afirmações baseando-se na crise econômica de 2008. “A principal seguradora internacional que teve problemas foi a AIG, não por causa de sua carteira ou sinistros, mas sim devido a seus ativos financeiros mal aplicados. O Brasil não terá esse problema por dois motivos. O primeiro é que a Susep nunca incentivou a aplicação de ativos. Por outro lado, as seguradoras nunca se estimularam a investir também, devido aos altos juros. O setor nunca teve essa demanda”, argumentou. O consultor ainda frisou que justamente com a “queda” da AIG que os governos internacionais começaram a reagir e criar mecanismos para estimular a fiscalização.
Ainda analisando os efeitos da crise de 2008, Galiza explicou que houve uma certa queda de rentabilidade no mercado brasileiro, mas durou apenas 4 ou 5 meses e voltou ao normal. “Hoje o mercado de seguros vive um bom momento que eu não via há tempos. Poucas empresas estão em situação de solvência baixa”, garantiu. Segundo ele, o mercado tem mantido taxa de crescimento histórica que gira em torno de 13% a 15%. Além disso, eventos como Copa, Olimpíadas e PAC podem não render tanto quanto as pessoas imaginam, mas promove o Brasil em termos de marketing. “A Copa representaria aumento de 14% a 20% dos prêmios de seguro Auto no ano. Não é muito, porém é um evento que atrai os olhares de investidores estrangeiros”, destacou.
Com isso, não só as seguradoras aumentam sua rentabilidade, mas os outros integrantes do setor também: como corretores e securitários. Galiza ainda destacou que o corretor deve ir atrás das oportunidades. “É um cenário otimista e o mercado não deve estar concentrado apenas nas seguradoras ou em um ramo de negócios. Há vários campos potenciais. Cabe ao corretor ver qual ramo se identifica profissionalmente e a partir daí montar uma estratégia”, finalizou.

Fonte: Revista Apólice

Popularity: 1% [?]



About the Author: renato




Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>