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Gerou grande polêmica na comunidade do CQCS a notícia segundo a qual está avançando na Câmara o projeto de lei que proíbe as seguradoras de utilizarem o endereço residencial do consumidor como fator de risco para efeito de cálculo e estipulação do valor do prêmio do seguro de automóveis. A maioria dos comentários é contra a proposta.

Segundo o corretor Edmilson Geraldo Ferraz, antes de apresentar um projeto desse tipo, o deputado deveria aprofundar seus conhecimentos sobre o tema. “É um projeto populista e sem base técnica, além de ser retrógrado. Aos mais novos informo que há 20 anos era assim que o seguro funcionava no Brasil e evoluiu acertadamente para o modelo que temos hoje”, comentou.

Já Leonardo Umbelino dos Santos, entende que não é razoável a afirmativa do deputado para justificar sua proposta. “Particularmente, acho que algumas interferências do estado nos diversos mercados não beneficiam as relações comerciais. Muitas vezes até prejudicam. Neste caso, em especial, acho que os mais penalizados serão aqueles que hoje se beneficiam do desconto por morarem em uma área de menos risco. Ao invés de reduzir o custo dos que pagam mais pelo seguro de auto, a tendência é que se aumente o prêmio dos que pagam menos”, frisou.

Por sua vez, Rafael Lopes Ferreira, acredita que é, no mínimo, inoportuna a interferência do deputado nessa questão. “Há que se levar em conta todo o quadro do sistema de seguros que está  instalado no país, para se tomar alguma decisão quanto a possíveis mudanças, seja qual for a carteira a ser alterada. É utópico pensar que todos os riscos precisam ser iguais para atender aos preceitos constitucionais, mesmo porque a realidade não está no papel. Longe disso”, destacou.

Posição idêntica tem o corretor Edson Ianello, para quem os corretores não podem permitir qualquer exagero por parte das seguradoras. “Mas daí a achar que tudo é direito adquirido não tem sentido. Todos os dias tomamos conhecimento de novos projetos, alguns totalmente atípicos para o nosso mercado. Estamos correndo o risco das seguradoras retirarem a análise dos locais de maior risco, e nivelar as taxas por cima, ou seja, todos nós pagaremos pelo maior preço”, advertiu.

Outro profissional preocupa com as possíveis consequências da aprovação desse projeto é Ricardo Augusto Magalhães. Para ele, as seguradoras poderão passar a precificar uma cidade ou região pelo CEP mais caro, “independente de onde mora o cliente”.

Mais enfático foi o corretor Paulo Osvaldo Dias, segundo o qual “politico gosta de fazer proposta com pires dos outros”. Para ele, o mercado precisa de mudanças, mas não a proposta pelo parlamentar. “O que se precisa fazer é regulamentar o mercado, acabando com cooperativas, prepostos de pastinha e o registro de aluguel”, sugeriu.
Data: 17.06.2010 – Fonte: CQCS/Jorge Clapp

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