17 jul

Contratar um seguro e ainda ganhar o dinheiro de volta em vida parece pegadinha, mas não é. O mercado de seguradoras começa a oferecer modelos que permitem que, se o segurado não utilizá-lo no período contratual poderá receber o valor investido ou resgatar o dinheiro pago com ou sem correção monetária. Essa nova modalidade também será usada quando forem regulamentados no País os microsseguros — modalidade que terá apólices com preços baixos para pessoas excluídas do sistema financeiro.

Atualmente, o sistema de resgate somente pode ser feito no seguro tradicional. O segurado define o valor da indenização a ser paga em caso de morte natural ou acidental. No plano Multiproteção Bradesco, por exemplo, o cliente pode ganhar ao fim do contrato caso não sofra sinistro. A “cobertura por sobrevivência” depende da renda familiar do titular.

Se o consumidor quiser a quantia de R$ 100 mil no período de cinco anos, a prestação será calculada levando em conta esses dados. Antes do final do prazo e após 24 meses de carência, é possível pedir o dinheiro pago de volta. Nesse caso, o valor aplicado será devolvido corrigido. Sem cumprir a carência, o resgate será calculado apenas com base na prestação e no período pago.

POLÊMICA NO SETOR

Segundo o diretor-executivo da Bradesco Vida e Previdência, Eugênio Velasques, a regulamentação do microsseguro vai disseminar esse mecanismo. “Hoje, temos 20 milhões de clientes que pagam menos de R$ 20 por mês de seguro. Isso é a prova concreta que a modalidade já se popularizou”, comemora Velasques.

No setor, obstáculos à oferta de seguros baratos já são enfrentados. Para Luiz Pomarole, vice-presidente de produto da Porto Seguro, cobrança e carga tributária são os maiores empecilhos. “Custa caro imprimir carnê e enviar e débito em conta não serve para quem não é cliente de banco”, aponta. Para Luiz, a solução é embutir a fatura em contas de concessionárias de serviços públicos, como a Light, e cartão de crédito.

O executivo explica que produtos simples podem custar menos, mas o governo precisa adequar a legislação para descomplicar regras e reduzir tributos. Nelsinho Pipoka, empreendedor que entrega pipoca pedida por telefone, elogia. “Com preço baixo, dá para fazer seguro até para meus funcionários. Nunca sabe do amanhã”, afirma.

Contratos a partir de 1 dólar

Seguros de 1 dólar mensal são oferecidos na Índia pela Bajaj Allianz. Quem comandou esse processo foi o indiano Kamesh Goyal, que participou de um fórum internacional de Seguros, promovido pela Allianz Seguros em São Paulo. “São justamente as pessoas com menos recursos que estão mais expostas ao risco, portanto, as que mais precisam de seguro”, enfatiza Goyal.

Na Índia, cerca de 70% da população não tem acesso a nenhum produto financeiro: “É uma imensa oportunidade de negócios, tanto na Índia quando em outros países emergentes”, prevê o executivo indiano.

Seguro de R$ 2,86 por mês garante cobertura de R$ 7 mil

Depois dos seguros de garantia estendida e bala perdida, o mercado trabalha com cobertura para sequestro relâmpago. Por apenas R$ 2,86 mensais, é possível se proteger contra possíveis crimes ao utilizar o caixa eletrônico, por exemplo. A modalidade, do Bradesco Vida e Previdência, conta com cobertura de até R$ 7 mil. Nas contas de luz, aluguel, condomínio e cartão de crédito, também se pode pagar o seguro opcional — residencial ou de vida, por menos de R$ 10 por mês.

Para criar os seguros que cabem no bolso, as operadoras oferecem cada cobertura separadamente como um cardápio. O mercado tem feito pesquisa para identificar as principais preocupações desse público.

“A morte aparece em primeiro lugar. Em seguida, eles se preocupam em ficar sem eletricidade. Na década de 90, 40% das pessoas achavam que não precisavam de seguro. Hoje, o percentual caiu para 5%”, conta Eugênio Velasques, diretor-executivo do Bradesco Vida e Previdência, que tem o Primeira Proteção, por R$ 3,50 mensais e cobertura de R$ 20 mil. Já na Porto Seguro, há produtos a partir de R$ 4 mensais e a indenização chega a R$ 12 mil, com vários benefícios.

“O seguro traz tranquilidade para não deixar a família desamparada. Mesmo que seja um salário mínimo de renda, se faltar desestrutura. Socialmente, é de extrema importância”, diz Roberto Santos, diretor da Azul Seguros e vice-presidente do Sindicato das Seguradoras do Rio. Na Sinaf, a apólice mais em conta sai a R$ 6 mensais, incluindo assistência funeral.

No Rio, a Light oferece seguro residencial por R$ 5,30 mensal e cobre até R$ 20 mil de prejuízos. A Sul América, por exemplo, cobra R$ 3,30 mensais por seu seguro residencial ou R$ 40 por ano.

Fonte: O DIA

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