24 jun

O aumento de 27,1% no volume de furtos e roubos de veículos em Sorocaba nos primeiros quatro meses deste ano preocupa a população não só pelo temor de ter seu bem levado pelos ladrões, mas também pela expectativa do aumento nos valores dos seguros de automóveis pelas companhias seguradoras. Os corretores confirmam que a situação deve influenciar no custo final, porém destacam que esse é um dos fatores que pode ocasionam o aumento – ou até mesmo a queda – dos preços praticados.

Diretor regional do Sindicato dos Corretores de Seguros e de Empresas Corretoras de Seguros no Estado de São Paulo (Sincor-SP), Gilson Domingues de Morais Filho considera que os seguros de veículos em Sorocaba poderão sofrer mudanças significativas de preço caso o aumento do número de carros furtados registrado pela polícia nos primeiros quatro meses deste ano – 741 ocorrências frente a 583 do mesmo período do ano passado – persista pelos próximos meses. A adequação do cálculo é feita mês a mês e considera os índices de sinistro, que envolvem desde roubos até colisões, nos doze meses anteriores à renovação da apólice. Por enquanto, esse aumento de roubos recente está diluído , explicou.

O corretor destaca, porém, que a mudança de valor só pode ser aplicada por ocasião da renovação do seguro e que os custos das apólices não necessariamente aumentam, mas podem permanecer iguais de um ano a outro ou até sofrer quedas. Até a região onde o dono do carro mora influencia nessa conta. Sorocaba, por exemplo, já é uma das cidades onde o valor do seguro de automóveis costuma variar de acordo com a rua onde o proprietário mora. São esses fatores, além de perfil, sexo e faixa etária que contam. Mas muita gente não entende e acha que pelo motivo de não ter feito uso do seguro ou porque o carro está mais velho, pagará menos. Não é bem assim.

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Carros mais visados

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Apesar da atuação no setor, Morais aponta que o Sincor-SP não tem estatísticas que apontem os modelos de carros mais visados, os mais roubados e o volume de reajustes dos seguros de automóveis nos últimos anos, pois estes variam de acordo com as seguradoras, que possuem, cada qual, seu próprio índice de sinistro, com informações sobre modelo, marca, cor e características dos carros que foram as vítimas , entre seus clientes. Esses índices, inclusive, podem discordar em relação aos dados da segurança pública, pois as estatísticas apontam todos os veículos roubados e furtados, independente de serem ou não segurados. Hoje, no Brasil, estima-se que apenas 36% da frota tem seguro.

Apesar da individualidade dos dados do setor, algumas situações se repetem, seja qual for o prestador do serviço. O Gol, por exemplo, realmente é um dos carros mais roubados e tem o seguro mais caro em quase todas as seguradoras , explicou. A questão é meramente matemática, se a companhia tiver mais prejuízo com o ressarcimento, terá que arrecadar mais para cobri-lo. Se aumenta o número de roubos e furtos, todo mundo que tem seguro participa pagando parte dessa fatia .

Nem a Superintendência de Seguros Privados do Ministério da Fazenda (Susep) possui dados atualizados. O último levantamento, de junho de 2009, aponta entre os carros mais roubados no Brasil o modelo Parati, da Volkswagen, com potência superior a 1.0 – frota de 45 mil unidades, em média, com índice de roubo e furto de 2,11%. Em segundo lugar estão Gol acima de 1.0 e o Santana, também da VW, com índice de 2,015%.

Data: 24.06.2010 – Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul Online | Sorocaba | SP

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