10 out

O crescimento e o fortalecimento da economia trouxe, além do aumento do consumo das famílias, uma outra tendência de mercado: o planejamento familiar. Para isso, são inúmeros os produtos disponíveis no mercado. Porém, não há um produto que tenha registrado tanto crescimento quanto os seguros para pessoas.

Segundo dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), somente no primeiro semestre deste ano, a venda de seguros cresceu 13,3% em relação ao mesmo período do ano passado, alcançando R$ 7,4 bilhões.

A região Sudeste é a maior responsável pela receita, 65,6%, seguida pela região Sul, com 17,3%, Centro-Oeste (8,5%), Nordeste (6,6%) e Norte (1,7%). Por modalidade, o seguro de vida individual bateu a marca de R$ 514 milhões, alta de 32,3% na comparação com os R$ 388,3 milhões registrados no mesmo período de 2009. “Foi o melhor resultado dos últimos seis anos”, disse o presidente da Fenaprevi, Marco Antonio Rossi. O levantamento não inclui o plano de caráter previdenciário, por possuir cobertura por sobrevivência.

“O maior volume de vendas de seguros de vida individual deve-se ao aumento de renda e oferta de crédito, principalmente para as classes C e D, que ascenderam e estão tendo mais acesso ao consumo”, disse Rossi. Um exemplo é da funcionária pública Beatriz de Lourdes do Nascimento, 31. Após conquistar a estabilidade no trabalho, ela adquiriu um seguro de vida para o pai, tendo como beneficiários toda a família. “Pago pouco por mês e, na falta do meu pai, não vou precisar me preocupar com dinheiro ou custos com velório”, disse.

A securitária Eliane Peluci, 43, convive com o mercado de seguros e há cinco anos paga seguro de vida para não deixar os filhos, atualmente com 20 e 18 anos, sem qualquer recurso para planejamento familiar pós-morte.

PROFISSIONAL. O consultor de seguros Guilherme Ciarrochi Ferreira, da Mongeral Aegon, disse que as pessoas entre 30 e 45 anos são as que mais contratam seguro de vida. Segundo ele, são pais de família que pensam em deixar recursos quando faltar, ou casais onde ambos trabalham e têm vida ativa, e os profissionais liberais que, aplicam recursos na iniciativa privada para garantir aposentadoria ou uma renda mensal.

No Brasil, a regulação dos seguros de vida é feita pela União. A idade mínima para aderir ao processo é 14 anos. Não há limite máximo, porém, de acordo com a operadora, há um tempo de carência que pode variar de meses há até dois anos. Entre os mais tradicionais tipos de seguro, há o comum e o resgatável. No comum, o pagamento mensal é menor e não há possibilidade de resgate. Já no resgatável, as contribuições são maiores e, indicado para quem pode pagar mais.

Para o economista Antonio Carlos de Azevedo Lobão, o mais importante na hora de contratar um seguro de vida é saber o perfil da seguradora, se tem liquidez e há quanto tempo atua no mercado. (AAN)

Mercado vai atingir a massa

As transformações no mercado de seguros de vida são constantes. Porém, nenhuma delas mexe tanto quanto à possibilidade de regulamentação dos microsseguros que, de acordo com a Superintendência de Seguros Privados (Susep), têm potencial para atingir um público estimado em 100 milhões de pessoas. Já existem algumas iniciativas pioneiras em seguros massificados. No caso da ACE Seguradora, foi criado seguros de baixos valores para moradores do Morro Santa Marta, em Botafogo, no Rio de Janeiro, que foram vítimas das chuvas. A Bradesco Vida e Previdência lançou também neste ano o “Primeira Proteção Bradesco”, que custa R$ 3,5 mensais e garante indenização de R$ 20 mil para cobertura de morte e invalidez. Segundo a assessoria de imprensa do banco, o produto já vendeu mais de 300 mil apólices no país. (AAN)

Fonte :Gazeta Ribeirao

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