24 jun

O mercado de seguros está com a faca e o queijo nas mãos. É com esta expressão que o superintendente da Susep, Paulo dos Santos, define o que ele chama de “momento mágico” do setor. Para 2010, as expectativas dele é que a indústria de seguros atinja expansão entre 14% e 15%, apesar da autarquia trabalhar com índices menores de crescimento. “No primeiro quadrimestre deste ano, tivemos incremento de 20% perante o mesmo período do ano passado, reflexo da retomada da economia. O desempenho anual será um pouco abaixo disso, com todas as carteiras com perspectivas positivas”, afirma ele. “Os dois extremos da pirâmide – grandes obras e seguros populares – são os ramos com maiores chances de aumento em 2010″. Além disso, as carteiras de automóvel, vida, prestamista, residencial, que tem ganhado maior popularização nos últimos anos, e seguros de viagens também devem apresentar bons resultados neste exercício.

O interesse de grupos nacionais e, principalmente, internacionais no mercado de seguros brasileiro sustenta as projeções otimistas do superintendente. Segundo ele, além das companhias que estão em processo de análise para obter o aval da Susep, mais seis seguradoras contataram o órgão regulador para obter informações sobre a burocracia do setor, praticamente uma por semana. Algumas não são mundialmente conhecidas, mas têm operação focada em um determinado país no exterior. “Recentemente, recebemos a visita de uma comitiva de Israel com interesse em seguros massificados. Dessas seis companhias, quatro estão de olho nesta carteira”, informa ele. Na opinião do superintendente, os seguros populares são um bom filão a ser explorado e ao que parece as seguradoras entenderam o recado. A Allianz Seguros já se prepara para operar em microsseguro no ano que vem, ramo do qual é líder global. A Bradesco Seguros tem projetos nas favelas da Rocinha (RJ) e do Heliópolis (SP). Até a CNSeg já faz uma espécie de laboratório no morro Dona Marta (RJ).

Na área de resseguros, a demanda é ainda maior. Desde a quebra do monopólio estatal – há dois anos -, 118 companhias, sendo 86 resseguradoras e 32 brokers, já aportaram no Brasil. “O número ultrapassa a quantidade de seguradoras”, raciocina Santos.

Sobre a Empresa Brasileira de Seguros (EBS), o superintendente, embora desconheça o projeto – a autarquia não foi chamada pelo Ministério da Fazenda para debater o assunto -, lembra que o tema está apenas em discussão e que caso a Medida Provisória que prevê a criação da seguradora estatal demore mais de seis meses para ser aprovada, poderá caducar. “Ela não pode ser mais reeditada infinitamente”, lembra ele. Foi o que aconteceu, no dia 1º de junho, com a MP 478/09, que discorre sobre a extinção da apólice do seguro habitacional do Sistema Financeiro da Habitação e muda a legislação tributária das regras de preços de transferências.

Fonte:Revista Apólice
23/06/2010

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