18 jan

O VGBL Saúde, plano de previdência destinado ao custeio de despesas com saúde, é a grande aposta do mercado de previdência privada para este ano. Em análise há mais de dois anos pelo governo e órgãos reguladores envolvidos no projeto – Superintendência de Seguros Privados (Susep), e Agência Nacional de Saúde (ANS) -, a expectativa da Federação Nacional da Previdência Privada e Vida (Fenaprevi) é que seja aprovado ainda este ano. “O VGBL Saúde vai ampliar o alcance dos planos de benefício, tanto entre participantes quanto em seguradoras”, acredita Renato Russo, vice- presidente da Fenaprevi.

Enquanto a aprovação pelos órgãos reguladores não sai, especialistas acreditam que os planos individuais ainda serão o carro-chefe do setor. “O alcance dos planos de previdência privada, inclusive em estratos da população de maior poder aquisitivo, ainda é baixo. Aproximadamente 10%. Isso denota o potencial de crescimento do setor”, afirma Russo.

Sérgio Rosa, presidente da Brasilprev, também diz que os planos individuais têm fôlego para crescer por muitos anos, mas enxerga nos planos empresariais grande potencial de crescimento. “A empresas têm observado a necessidade de adicionar mecanismos de retenção de talentos à política de recursos humanos. E, nesse sentido, a demanda por planos empresariais deve expandir, não só este ano, mas também nos próximos anos”, aponta.

A Bradesco Vida e Previdência encerrou o ano passado com receita 50% maior quando comparado a 2010. “Mais pessoas consumindo demandam mais das empresas que, por sua vez, contratam mais funcionários.

Além disso, a taxa de mortalidade de micro e pequenas empresas é menor se comparada à media dos últimos anos, tendência que também favorece o setor”, pondera Lúcio Flávio de Oliveira, diretor-presidente da seguradora.

Além do VGBL Saúde e dos planos empresariais, Osvaldo Nascimento, diretor executivo de produtos de investimento e previdência do Itaú Unibanco, diz que o avanço de produtos para empresas que recolhem imposto de renda (IR) pelo sistema de lucro presumido, além dos planos voltados paramenores de idade, podem puxar o avanço do sistema. “Esses nichos ainda são pouco explorados pelas seguradoras. Os planos para jovens, por exemplo, crescem aquém do potencial: 6 milhões”, afirma o executivo, lembrando que atualmente, o número de planos de benefícios nesse segmento não chega a 3 milhões.

Fonte: Segs

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