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VGBL Saúde é a grande aposta para este ano

O VGBL Saúde, plano de previdência destinado ao custeio de despesas com saúde, é a grande aposta do mercado de previdência privada para este ano. Em análise há mais de dois anos pelo governo e órgãos reguladores envolvidos no projeto – Superintendência de Seguros Privados (Susep), e Agência Nacional de Saúde (ANS) -, a expectativa da Federação Nacional da Previdência Privada e Vida (Fenaprevi) é que seja aprovado ainda este ano. “O VGBL Saúde vai ampliar o alcance dos planos de benefício, tanto entre participantes quanto em seguradoras”, acredita Renato Russo, vice- presidente da Fenaprevi.

Enquanto a aprovação pelos órgãos reguladores não sai, especialistas acreditam que os planos individuais ainda serão o carro-chefe do setor. “O alcance dos planos de previdência privada, inclusive em estratos da população de maior poder aquisitivo, ainda é baixo. Aproximadamente 10%. Isso denota o potencial de crescimento do setor”, afirma Russo.

Sérgio Rosa, presidente da Brasilprev, também diz que os planos individuais têm fôlego para crescer por muitos anos, mas enxerga nos planos empresariais grande potencial de crescimento. “A empresas têm observado a necessidade de adicionar mecanismos de retenção de talentos à política de recursos humanos. E, nesse sentido, a demanda por planos empresariais deve expandir, não só este ano, mas também nos próximos anos”, aponta.

A Bradesco Vida e Previdência encerrou o ano passado com receita 50% maior quando comparado a 2010. “Mais pessoas consumindo demandam mais das empresas que, por sua vez, contratam mais funcionários.

Além disso, a taxa de mortalidade de micro e pequenas empresas é menor se comparada à media dos últimos anos, tendência que também favorece o setor”, pondera Lúcio Flávio de Oliveira, diretor-presidente da seguradora.

Além do VGBL Saúde e dos planos empresariais, Osvaldo Nascimento, diretor executivo de produtos de investimento e previdência do Itaú Unibanco, diz que o avanço de produtos para empresas que recolhem imposto de renda (IR) pelo sistema de lucro presumido, além dos planos voltados paramenores de idade, podem puxar o avanço do sistema. “Esses nichos ainda são pouco explorados pelas seguradoras. Os planos para jovens, por exemplo, crescem aquém do potencial: 6 milhões”, afirma o executivo, lembrando que atualmente, o número de planos de benefícios nesse segmento não chega a 3 milhões.

Fonte: Segs

Previdência privada capta R$ 46,4 bi até novembro, aponta Fenaprevi Leia Mais: http://ultimoinstante.com.br/setores-da-economia/setor-seguros-previdencia/61654-previdencia-privada-capta-ate-novembro-aponta-fenaprevi.html#ixzz1jok05Gfj

13 de janeiro de 2012 – O mercado de previdência privada encerrou os primeiros onze meses de 2011 com arrecadação de R$ 46,4 bilhões, consolidando crescimento de 18,21% na comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo a Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi).

No período, os planos para menores cresceram 26,06% no acumulado do ano, com arrecadação de R$ 1,6 bilhão ante o mesmo período de 2010. Em seguida, vieram os planos empresariais, com arrecadação de US$ 5,8 bilhões, ganho de 25,40%.

Segundo a Fenaprevi, os planos individuais, por sua vez, fecharam o período com R$ 39 bilhões, alta de 16,91% frente aos R$ 33,3 bilhões de 2010.

Em análise por tipo de plano, o VGBL, que é utilizado para não-pagantes de imposto de renda, houve crescimento de 20,57%, com arrecadação total de R$ 38 bilhões. Já o PGBL, utilizado por declaradores anuais de ajustes do imposto de renda, arrecadou R$ 5,5 bilhões, crescimento de 13,31% comparado aos onze primeiros meses de 2010.

No quesito de carteira de investimento do sistema, em novembro, foram contabilizados R$ 265 bilhões, aumento de 22,19% ante R$ 216,9 bilhões contabilizados em outubro.

De acordo com a Fenaprevi, a carteira do VGBL registrou aumento de 29,09%, saindo de R$ 119,5 bilhões para R$ 154,3 bilhões. Já o PGBL elevou 16,55% passando de R$ 41,9 bilhões para R$ 46,2 bilhões.

Os recursos acumulados pelos participantes do sistema privado de previdência, as provisões, registraram aumento de 22,58% no período, comparado a 2010, saindo de R$ 208,7 bilhões para R$ 255,8 bilhões.

As provisões de VGBL apresentaram a maior alta, sendo esta de 29,10%, R$ 154,8 bilhões no mês. Já as provisões de VGBL avançaram 16,16% no período, para R$ 63,3 bilhões. As reservas de planos tradicionais cresceram 10,08%, para R$ 37 bilhões.

A Bradesco Vida e Previdência obteve maior arrecadação no acumulado de janeiro a novembro, com 32,01% do total. Em seguida estão Itaú Vida e Previdência (22,55%); BrasilPrev (22,31%), Caixa Vida & Previdência (7,48%); Santander Seguros (5,83%); HSBC Vida e Previdência (4,17%); Icatu Seguros (0,91%) e Sul América Seguros e Previdência (0,79%). As demais entidades somaram, no total, 2,65% da arrecadação.

Resultado mensal

Segundo a Fenaprevi, em novembro, os aportes previdenciários cresceram 7,46%, para R$ 5 bilhões, volume superior ao apurado em outubro. No mês, os planos para menores avançaram 56,97%, com R$ 213,6 milhões em aportes, seguidos por planos empresariais (R$ 606,7 milhões, +49,83%) e os planos individuais (R$ 4,1 bilhões, +1,68%).

Fonte: Último Instante.

 

Cada vez mais, brasileiros recorrem á previdência privada

A fisioterapeuta Cilene de Oliveira, 62 anos, não quer saber de pendurar as chuteiras. “Aposentar agora? Nem pensar”, trata logo de dizer, sempre que questionada sobre o assunto. Para ela, há muito o que produzir. “Até quero curtir a velhice viajando e indo a festas com os amigos. Mas ainda não chegou a hora. Decidi que só vou parar aos 70”, afirma.

A convicção é tanta que Cilene procurou seu banco e estendeu, por mais 10 anos, o prazo de pagamento de seu plano de previdência complementar. Em vez de resgatar o que poupou aos 60 anos, só botará a mão no dinheiro mais à frente. Ela também acertou que pagará, por mais tempo, o seguro de vida que fez para não deixar seus familiares na mão. Acredita que, como será longeva, o resgate dos recursos após a sua morte ainda demorará um bocado.

Cilene sintetiza o quadro mais evidente das mudanças captadas por bancos e seguradoras: como estão vivendo mais e adiando ao máximo as aposentadorias, os brasileiros decidiram estender a vigência dos planos de previdência. Mas não é só: várias pessoas com mais de 60 anos estão fazendo os primeiros aportes para o sistema que complementará o benefício pago pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), cujo teto é de R$ 3,6 mil por mês. Há uma década, esse movimento era impensável. Poupar para a aposentadoria quando se estava na idade de sair do mercado de trabalho parecia uma blasfêmia. “Felizmente, estamos aprendendo a envelhecer com dignidade, ao não ficarmos reféns do INSS”, assinala a fisioterapeuta.

Para as empresas, clientes como Cilene fazem a diferença. Motivo: como os planos de previdência e os seguros de vida estão sendo resgatados além do prazo previsto inicialmente, elas podem aplicar os recursos e embolsar uma parte da rentabilidade. Também engordam os cofres com taxas de administração que chegam a 5% ao ano. “As pessoas estão mudando o conceito e passando a entender que o chamado idoso está acima dos 70”, observa Lúcio Flávio de Oliveira, presidente da Bradesco Vida e Previdência.

Dados da Brasilprev mostram que 15,6% dos clientes de planos de previdência têm entre 51 e 70 anos e outros 3,2%, mais de 70. O valor médio desembolsado atualmente no país por contribuinte é de R$ 250 por mês, 13,3% mais do que o observado um ano atrás. O maior número de participantes do sistema de aposentadoria complementar está na região Sudeste, onde o gasto médio atinge R$ 272 mensais. Para Gustavo Lendimuth, superintendente-executivo da HSBC Seguros, esses números mostram um Brasil mais preocupado com o futuro e, sobretudo, reforçam a visão de que não é mais possível esperar que o governo faça tudo. Que o INSS garanta, sozinho, um benefício que não represente uma queda do padrão de vida quando a aposentadoria for realidade.

Apesar dos avanços, Lendimuth admite que ainda há muito por fazer, pois o hábito de poupar no Brasil não é tão expressivo quanto em outras economias. Em uma pesquisa mundial realizada pelo HSBC, observou-se que os brasileiros, no quesito “guardar dinheiro”, ainda estão atrás de 16 nações. Enquanto cerca de 60% dos entrevistados declaram guardar algum capital para a aposentadoria, nos demais países, esse índice chega a 88%. “O país evoluiu muito, mas ainda é pouco frente às necessidades existentes”, alerta.

Leonardo Rolim, secretário nacional de Política de Previdência Social, endossa as palavras de Lendimuth. Segundo ele, há 28 milhões de brasileiros, o equivalente a um terço da população economicamente ativa, sem nenhum tipo de proteção social, seja pública ou privada. Esse contigente corre o risco de vir a se tornar dependente de familiares e de uma ajuda mínima do Estado quando superar os 60 anos. “A maior parte deles é de trabalhadores informais”, explica.

O ex-servidor público Francisco Pereira, 68 anos, aposentado desde os 48, está longe dessa realidade. Para ele, parar de trabalhar foi a oportunidade de realizar um sonho, a compra de um táxi. Desde então, ele incrementa a renda com as corridas diárias, sustenta a esposa e um neto e ainda poupa. “Guardo um dinheiro todo mês. Não é muito, mas é uma proteção, pois, algum dia, terei que parar totalmente de trabalhar”, ressalta. Enquanto esse momento não chega, mantém a rotina de viajar, principalmente para pescar, e de confraternizar com os amigos.

Com esse novo Brasil que se desenha, torna-se cada vez mais comum no mercado privado de previdência a presença de profissionais especializados em orientar os investimentos dos que têm mais de 60 anos. Sandro Bonfim, gerente de Inteligência de Mercado da Brasilprev explica que, quando um cliente se aproxima da data programada para a “conclusão do seu projeto de vida”, um trabalho consultivo é feito.

Alguns meses antes da data marcada para o resgate do benefício, faz-se uma avaliação de como a pessoa quer receber o prêmio, se em forma de um salário até o fim da vida, ou um resgate completo de todo o valor para reinvestir ou iniciar um empreendimento. “Tentamos entender o momento da vida da pessoa e os objetivos do pós-carreira. O que temos observado é que a maioria quer se aposentar aos 60, mas, quando chegam lá, acabam postergando, muitos com a vontade de empreender o próprio negócio. Então, temos que dar um suporte”, relata.

Três perguntas para – Lúcio Flávio de Oliveira

Presidente do Bradesco Vida e Previdência

A previdência privada no Brasil ainda sofre com o fantasma da falta de planejamento? Poupar e ter cultura de longo prazo no país ainda é incipiente, mas a situação melhorou. Estamos vivendo um momento em que as pessoas começam a ter visão de longo prazo e a falar em sustentabilidade, a pensar no futuro. Quando entramos nos anos 1980, fomos atropelados pela hiperinflação e ainda temos uma memória muito viva desse período, uma época que deixou um pouco turvo o conceito do que é longo prazo. Não havia como planejar, todos só se preocupavam em se proteger no presente. Com a estabilização da economia, as coisas mudaram.

E essa necessidade de planejamento começa a se fazer mais urgente? Sim. Do início dos anos 1990 para cá, as pessoas perceberam que o país está envelhecendo. A situação da previdência pública é bastante complexa. Se o Estado, por meio do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), não tem condições de atender as necessidades do cidadão, a iniciativa privada precisa aproveitar essa brecha para cumprir sua função social. Uma previdência complementar, um plano de saúde e saber envelhecer se fazem cada vez mais necessários.

O Brasil está vivendo o bônus demográfico (mais gente na idade produtiva). Este não é o momento de arrumar a casa e preparar o futuro? Temos uma oportunidade fantástica que, para ser aproveitada, exige esforço de mudança de cultura. Temos de aprender que não existe a possibilidade de o Brasil não dar certo. Esse período do bônus favorece mudanças que nos permitem repensar o passado para criar uma coisa que é a cultura de longo prazo, da poupança. O momento não é só de ganhar de dinheiro, mas de planejar. Há cinco anos, quem investia em previdência privada era a população próxima dos 40 anos. Hoje, o movimento está disseminado. Fazemos planos para os que têm menos de 30 e para os que estão com mais de 60.

Fonte: PB Agora.

Seguro e previdência ajudam a reduzir taxa de desemprego

Em 2010, o setor bancário do País contratou 57,4 mil pessoas e demitiu outras 33,4 mil. De acordo com o Dieese, o emprego formal nos bancos cresceu de forma robusta.[7]

As mulheres ocuparam 53% das vagas criadas em 2010 no setor bancário, com 12.735 postos de trabalho, enquanto os homens foram responsáveis por 11.297 das vagas. No entanto, os salários delas continuam, em média, mais baixos.

Fonte: Jornal de Brasilia.