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Aprovada lei que obriga estacionamentos a possuírem seguros contra roubo de motos e bicicletas

Foi publicada no último sábado, 19 de junho, no Diário Oficial do Município de São Paulo a sanção integral do Projeto de Lei 19/2009 do vereador Chico Macena, que obriga estacionamentos com mais de 50 vagas a possuírem seguros contra furto e roubo de veículos, sejam eles autos, motos ou bicicletas.
A lei 15.200 determina que estabelecimentos enquadrados segundo o Plano Diretor, em uso não residencial com mais de 50 vagas se adaptem em 60 dias, sob o risco de serem multados em R$ 1.000 por dia, e vale para o estacionamento terceirizado destes locais.
A lei aprovada não altera a obrigação dos estabelecimentos de informarem ao cliente de forma visível e antes de entrar no estacionamento que estão segurados e os dados da apólice de seguros, sob pena da mesma multa diária, segundo a Lei 14.440.
O texto da nova lei revoga as anteriores 10.927 e 11.362, que tratam do mesmo tema, mas abrangia a obrigatoriedade do seguro apenas para automóveis. A lei atual acaba sendo uma atualização das anteriores.

O que muda na prática
Os estabelecimentos seguiam a legislação vigente que os obrigavam a possuir seguro contra furto e roubo apenas para automóveis. Veículos utilitários, motocicletas e bicicletas ficavam de fora.
Com a crescente utilização de motos, e principalmente bicicletas, muitos estacionamentos não permitiam a entrada destes veículos justamente por não possuírem seguros, ou quando permitia o estacionamento de bicicletas, obrigadas pela Lei 14.266, não dispunham de seguro para roubo ou furto, deixando os clientes e proprietários destes veículos o ônus judicial para recuperar o bem, ou muitas vezes, o prejuízo total.
Esta lei pretende ajustar a relação de consumo entre proprietários de diferentes veículos, e estes estabelecimentos, oferecendo o mesmo amparo a todos que utilizam seus estacionamentos.


Fonte: Revista Apólice

Seguros de motocicletas variam de 20% a 30% do valor do veículo

Quem compra uma motocicleta e pretende fazer uma apólice de seguro para proteger o veículo deve preparar o bolso. Entenda o porque:

De acordo com o presidente do Sincor-SP (Sindicato dos Corretores de Seguros), Mário Sérgio de Almeida, o custo de uma apólice para motos varia de 20% a 30% do valor do veículo, podendo ultrapassar este percentual, no caso das motos de baixa cilindrada.

Para se ter uma ideia do quão elevado é este valor, no seguro de automóvel, o preço da apólice fica em torno de 5% a 8% do valor do veículo.

Sinistralidade

Segundo Almeida, dentre os motivos para que o seguro de motocicletas seja alto, está o grande número de roubos e acidentes envolvendo este tipo de veículo.

“O seguro é baseado na sinistralidade e as motos possuem alto risco de sofrerem sinistros. No caso das grandes, o principal problema é o roubo e para as pequenas é o enorme número de acidentes, já que, neste caso, as peças de reposição são baratas”, diz.

Para tentar baratear o valor do seguro, o motociclista pode instalar um rastreador, que geralmente, informa o especialista, diminui em torno de 10% o custo da apólice. Por outro lado, diz ele, o equipamento também tem um alto custo para o consumidor.

Fonte: InfoMoney | Gladys Ferraz Magalhães