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Reservas funcionam como seguro nas crises internacionais, afirma Tombini

Antes de ser questionado pelos senadores, o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, respondeu a uma crítica constante à decisão brasileira de supostamente manter elevadas reservas internacionais. Ele observou que, em momentos de crise, predominam “a aversão ao risco e a fuga para a segurança”. Nesses casos, acrescentou, as reservas internacionais funcionam como um seguro.

Na crise financeira internacional de 2008, o Brasil detinha US$ 205 bilhões, montante que o presidente do Banco Central considerou suficiente para evitar o contágio. O dinheiro foi usado para assegurar aos exportadores brasileiros a liquidez que havia sido interrompida bruscamente em âmbito internacional.

Tombini comparou as reservas brasileiras – de US$ 310 bilhões, ou 15% do produto interno bruto (PIB) – com as de outras economias emergentes. Veja os números citados:

Reservas internacionais (% do PIB)

China

49%

Coreia do Sul

32%

Rússia

33%

Índia

21%

Hong Kong

116%

Cingapura

105%

Djalba Lima / Agência Senado

Fonte : Por Agencia Senado

Consumidor recorre menos a serviço da Susep para reclamar

Dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep) indicam que 25.904 consumidores recorreram ao órgão para reclamar ou obter esclarecimentos sobre alguma modalidade de seguro, de janeiro a novembro. O número foi 17,5% menor que o contabilizado em igual período de 2009, quando foram atendidas 31.421 pessoas.

O seguro obrigatório de veículos automotores (Dpvat) esteve envolvido em 56,3% do total dos atendimentos feitos pelos técnicos da autarquia no período de 11 meses de 2010. Apesar da expressiva participação, a demanda diminuiu de 18.035 notificações, em novembro de 2009, para 14.595, em outubro último. A queda foi de 19,1%. O Dpvat, contudo, foi responsável por 151dos 671 processos administrativos abertos pela Susep no período, 22,5% do total.

Sobre novembro de 2009, os processos contra esse seguro subiram 37,3%.

Entre as grandes carteiras de seguros, a de veículos foi a única a seguir direção oposta à queda generalizada no atendimento ao consumidor observada até novembro último. O seguro de automóvel apareceu na vice-liderança em queixas, com total de 4.664, o que implicou no avanço de 18,7% sobre janeiro a novembro de 2009. Entretanto, os processos administrativos abertos entre os períodos comparados, na faixa de 80 (12,5% do total), permaneceram estáveis.

Em outra grande carteira, a de vida, as contestações caíram 11,3% em 11 meses, para 3.054 registros. Em contrapartida, continuou sendo o ramo com mais processos abertos: 198 (29,5% do total), número que na verdade diminuiu significativamente sobre ao cumulado até novembro de 2009. A queda foi de 42,3%. A busca de informações sobre as seguradoras do mercado, por sua vez, caiu 33,5%, diminuindo de 1.745 para 1.149 atendimentos.

Em meio à queda das reclamações dos consumidores, o segmento da corretagem de seguros foi outro que andou na contramão. Os dados da Susep apontam aumento de 19,4% até novembro último, para 1.697 atendimentos, contra 1.421 em igual período de 2009. Os planos de previdência complementar aberta estiveram igualmente fora da mão, com as queixas passando de 1.482 para 1.865 entre os períodos comparados. O aumento foi de 25,8%.

Já o setor de títulos de capitalização seguiu a tendência de queda verificada nos ramos de seguros de janeiro a novembro. As reclamações dos consumidores contra as empresas recuaram de 349 para 305. Foram 12,6% menos ocorrências.

Fonte: Jornal do Commercio

Data: 03.01.2011 -

Ocupação do Complexo do Alemão diminui roubo de carros e deixa seguro mais barato

Motoristas cariocas podem chegar a economizar 20% em 2011

O sucesso da operação da polícia e do Exército no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro, no final de novembro, não inibiu somente o tráfico de drogas naquela região. O local, que também funcionava como base para todos os tipos de crime, hoje atravessa momentos de transformação, com projetos de cidadania e qualidade de vida. As consequências da expulsão dos criminosos do complexo poderão ser sentidas, inclusive, no bolso. Com a redução de 60% do índice de roubo de veículos em toda cidade do Rio de Janeiro, segundo dados da Polícia Civil, as seguradoras anunciam já para o ano que vem uma queda no valor dos seguros de carros. De acordo com Neival Rodrigues Freitas, diretor executivo da Fenseg (Federação Nacional de Seguros Gerais), essa redução pode chegar a 20%.

O alto índice de roubo e o intenso tráfego de veículos nas ruas da cidade têm estimulado a procura por seguros pelos motoristas. Segundo dados da FenSeg, entre janeiro e agosto de 2010, houve um crescimento de 15% na arrecadação de seguros em todo o país, referente ao mesmo período do ano passado.

E apesar do índice de roubo de veículos no Rio de Janeiro apresentar uma queda de 60%, ter o carro segurado é uma necessidade de proteção que não custa pouco e os cuidados devem começar antes mesmo de adquirir um carro novo, uma vez que o tipo do veículo é um forte determinante para definir o preço de um seguro.

Segundo Freitas, os modelos mais visados pelos bandidos, assim como veículos pertencentes às regiões onde o índice de assalto é maior, costumam ter o seguro mais caro.

- Existem, no entanto, outros fatores analisados pelas seguradoras que determinam o valor da indenização, como por exemplo, o perfil do segurado. Jovens entre 18 e 25 anos pagam um valor maior, pois são considerados menos experientes no trânsito do que as demais categorias. Da mesma forma, mulheres pagam menos do que homens, por serem consideradas mais cuidadosas.

Mas para chegar ao valor final, deve-se ainda levar em conta as despesas de comercialização e os gastos administrativos da própria seguradora.

Desta forma os valores dos seguros podem variar tanto de seguradora para seguradora, como de região para região e dependem do cruzamento de todos os fatores citados. Um segurado com a apólice totalmente paga, por exemplo, pode ter uma grande surpresa caso ele precise mudar de endereço. Dependendo da situação, a seguradora contratada pode exigir reajustes consideráveis, como afirma o corretor de seguros Cláudio Côrtes.

- Uma apólice feita em uma cidade do interior de São Paulo, por exemplo, provavelmente sofrerá um forte reajuste, caso o segurado mude para a capital.

Para se ter uma ideia desta análise, um carro popular, modelo 2005, teve o seguro avaliado em R$ 1.800 em Sorocaba, município do interior de São Paulo. Esse mesmo carro, avaliado posteriormente na cidade do Rio de Janeiro, onde os índices de assaltos e acidentes são maiores, teve o valor da apólice avaliada em R$ 3.800, um reajuste de mais de 110%.

Orientações

Para proteger o veículo o cliente deve, inicialmente, procurar por um corretor de seguros, que irá fazer a primeira coleta de informações. Mas, de acordo com Freitas, essa escolha deve ser cautelosa, uma vez que existem empresas que não são regularizadas junto ao órgão competente. Se um cliente contratar uma destas empresas, o segurado corre o risco de não ter o patrimônio indenizado, em caso de sinistro.

Ainda segundo Freitas, o interessado deve responder ao questionário de risco de forma genuína, pois se for necessário acionar o seguro, a empresa irá investigar as condições do roubo ou do acidente. Caso seja identificada qualquer irregularidade, provavelmente o prejuízo não será coberto. Um exemplo disso é a troca de papéis entre vítima e culpado durante um acidente. Se a fraude for descoberta, a seguradora não irá se responsabilizar pelas despesas.

Após responder ao questionário de risco, o corretor irá consultar diversas seguradoras e repassar as propostas ao cliente. Cabe então ao futuro segurado fazer a escolha que melhor atende às suas necessidades e ficar atento no momento de assinar a proposta.

Uma resposta do Estado

A operação no Complexo do Alemão faz parte da reação da polícia à onda de violência que tomou conta do Rio de Janeiro em novembro, quando dezenas de carros foram incendiados em vários pontos da cidade e houve ataques a policiais.

A ação dos criminosos foi vista pelo governo estadual como uma resposta às UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) instaladas nos dois últimos anos em comunidades antes dominadas pelo tráfico.

Para conter os ataques, a polícia, com apoio das Forças Armadas, realizou uma grande ofensiva no dia 25 de novembro na Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha, forçando a fuga de centenas de traficantes para o vizinho Complexo do Alemão, onde foram cercados nos dois dias seguintes.

Na manhã de 28 de novembro, as polícias Civil e Militar, com ajuda da Marinha e do Exército, fizeram a ocupação do Complexo do Alemão e, simbolicamente, fincaram a bandeira nacional no alto do morro, devolvendo à população o território antes ocupado pelo tráfico.

As buscas por armas e drogas continuam desde então. De acordo com registros da Polícia Civil, foram apreendidos ao menos 36,6 toneladas de drogas, 496 armas de diversos tipos e 58 explosivos. O levantamento indica ainda 133 suspeitos presos e 440 carros recuperados.

Fonte: R7

Data: 03.01.2011 -

Lucro da Porto Seguro sobe para R$ 203 milhões

A Porto Seguro registrou lucro líquido de R$ 203 milhões no terceiro trimestre, o que corresponde a um salto de 177% em relação aos R$ 73,3 milhões reportados de julho a setembro do ano passado, mostrou o balanço divulgado hoje pela seguradora, que inclui os números do Itaú Seguros Auto e Residência.

O bom desempenho é atribuído, principalmente, ao crescimento de 45,9% dos prêmios auferidos (valor pago pelo segurado), que somaram R$ 2 bilhões. Na análise por segmento, 68% correspondem a seguros de autos; 9% ficam com saúde e 7,6% referem-se à área patrimonial. Também contribuiu para o forte desempenho a queda de 2,2 pontos percentuais do índice de sinistralidade.

As despesas administrativas e tributos e as de comercialização de seguros também recuaram, respectivamente, 1,7 ponto percentual e 0,9 ponto percentual.

Sem considerar o Itaú Seguros Auto e Residência, o lucro líquido da empresa foi de R$ 139,1 milhões e os prêmios auferidos alcançaram R$ 1,57 bilhão, crescimento de 90% e 12%, respectivamente, na mesma base de comparação.

De acordo com o balanço, a rentabilidade sobre o patrimônio (ROAE) correspondeu a 23,3% no segundo trimestre, o que representa um incremento de 9,6 pontos percentuais sobre o índice de um ano antes.

Fonte : IG