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Porto quer oferecer microsseguro de automóvel

A Porto Seguro, líder em seguro de carro com uma carteira de R$ 1,82 bilhão em prêmios retidos, segundo dados da Superintendência de Seguros Privados de julho, adiantou ao BRASIL ECONÔMICO que estuda oferecer microsseguro de veículo. Em 29 de novembro, o Conselho Nacional de Seguros Privados sancionou a resolução que regulamenta o microsseguro — apólice de baixíssimo valor — sendo que até o início de 2012 a Susep ficou encarregada de editar atos complementares acerca do tema e, para isso, montou um grupo de trabalho para discussão.
No debate, a reivindicação da Porto Seguro em relação ao seguro de automóvel será a possibilidade de oferecer coberturas específicas em microsseguros — como somente garantia para casos de colisão ou de conserto do veículo. Além disso, a seguradora quer que seja permitido oferecer peças não originais aos clientes em caso de reposição. “Se pudermos atuar com outros tipos de peças de automóveis que não apenas originais, isso vai ajudar a baratear o seguro”, diz o vice-presidente de Produto Luiz Pomarole.

A medida tende a beneficiar usuários de carros antigos que não têm acesso à proteção por conta do alto valor cobrado. “O seguro fica entre 4% e 6% do valor do carro nos mais novos e, a partir de oito anos de uso, pula para 15%.” Por este motivo, o mercado ainda está concentrado em unidades novas.

Dados da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) mostram que 80% das apólices são de veículos de até seis anos.

Flávio Faggion, sócio da consultoria Siscorp, para o negócio ser viável, a apólice deve cobrir um valor baixo de sinistro.

“Cobrir a perda total, por exemplo, ficaria complicado, seria um seguro bastante restrito”, afirma ele, para quem mesmo assim esta modalidade é importante para disseminar a cultura do seguro no país.

A regulamentação do microsseguro é tida como um marco. Ela prevê a venda de bilhetes, no lugar de apólices, por celular e internet. Ainda será definido um teto do valor segurado que servirá de parâmetro para que o produto se encaixe em microsseguro. Qualquer seguradora ou corretor poderá atuar no segmento. No entanto, as microsseguradoras terão capital inicial de apenas 20% do valor exigido atualmente. Isso significa R$ 3 milhões para empresas com atuação regional e R$ 15 milhões para as com presença nacional. O texto criou ainda a figura do corretor de microsseguro e do correspondente, pessoa jurídica que ficará vinculada à seguradora.

Fonte: Brasil Econômico.

Seguros superam a média do País

O mercado de seguros de Manaus encerra 2011 com crescimento e perspectiva positiva em relação ao próximo ano. Com alta de 28% de janeiro a julho e formação de 40 novos corretores, o setor comemora também a instalação de três novas empresas na capital. Para 2012, a previsão é que mais uma empresa do segmento aporte na cidade. A Zurich Brasil Seguros será a próxima a se instalar em Manaus, segundo o presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros no Amazonas, Acre e Roraima (Sincor-AM/AC/RR), Gilvandro Guedes de Moura. “O presidente da seguradora disse que isso ocorrerá o mais breve possível, durante o Congresso Brasileiro de Corretores de Seguros, que ocorreu em novembro, em Brasília”, afirma.

OS NÚMEROS: 40 novos corretores foram formados este ano. De acordo com o Sincor, a categoria é composta por 500 profissionais no Amazonas, dos quais 350 atuam no seguro benefício, vida, previdência e saúde.

Neste mês, a multinacional suíça abriu uma unidade em Belém (PA). Durante o ano de 2011, três novas seguradoras incorporaram ao mercado de Manaus. Allianz, Ace e Liberty foram grandes empresas do ramo que abriram unidades na cidade. “Isso é mais um forte indicativo da expansão desse nicho de mercado aqui na região”, disse Gilvandro Moura . A formação de 40 novos corretores de seguros foi outro destaque do presidente do Sincor. “Temos hoje uma base no Amazonas, em torno de, 500 corretores, sendo que, em média, 350 atuam especificamente no ramo do seguro benefício, vida, previdência e saúde, e os demais em todos os ramos”, informa o dirigente. Baseando-se nesses índices, as perspectiva do dirigente para o próximo ano são positivas.

Gilvandro Guedes de Moura. Presid. do Sindicato dos Corretores “Isso é mais um forte indicativo da expansão desse nicho de mercado aqui na região”. Sobre a abertura de unidades locais de três grandes seguradoras.

“A projeção para 2012 é enormemente favorável, considerando o desenvolvimento do mercado de seguros na região Norte e, sobretudo, no Amazonas”, disse. Para Moura, a principal motivação desse otimismo é o crescimento registrado no comparativo dos índices deste ano e de 2010. De acordo com os últimos dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep), o volume de prêmios diretos arrecadados no Amazonas cresceu 28% de janeiro a julho de 2011 em relação ao mesmo período do ano passado. O índice é superior a média nacional, que registro alta de 12% a 16%, segundo o presidente do Sincor.

Fonte: Diário do Amazonas

Renovada a Apólice de Seguro de Vida em Grupo com a Bradesco Vida e Previdência

Renovada a Apólice de Seguro de Vida em Grupo com a Bradesco Vida e Previdência

Tendo em vista que o prazo de prorrogação da apólice atual (divulgado em julho deste ano) não foi suficiente para o cumprimento dos trâmites da licitação promovida pela Eletrobras e, visando à manutenção das coberturas dos riscos garantidos pela apólice de seguro de vida, a Eletros negociou com a seguradora Bradesco Vida e Previdência a prorrogação da apólice até a conclusão da licitação pela Eletrobras, garantindo a manutenção da taxa e das demais coberturas.

Entenda o Trâmite do Seguro De Vida em Grupo

O Seguro de Vida em Grupo é um produto oferecido pelas patrocinadoras Eletrobras, Cepel e Eletros a seus empregados, através de cláusula específica de acordo coletivo de trabalho, extensivo aos assistidos que manifestaram seu interesse pela manutenção na apólice no ato de solicitação de seu benefício. Este produto é contratado pela Eletrobras e administrado pela Eletros através de convênio de cooperação entre as patrocinadoras.

Em dezembro de 2010, a Eletrobras manifestou seu interesse em administrar, ela própria, a apólice de seguros para seus empregados e assistidos. Desde então, a pedido da patrocinadora, a Eletros vem renovando a apólice atual com a Bradesco Vida e Previdência até que a licitação tenha sido concluída e nova apólice estipulada.

Foi definido pela Eletrobras que a nova apólice será extensiva apenas aos seus empregados e assistidos. Os empregados e assistidos do Cepel e da Eletros serão cobertos por outra apólice licitada pelas próprias patrocinadoras, que substituirá a atual.

Fonte: Fundação Eletrobrás de Seguridade Social

Cada vez mais, brasileiros recorrem á previdência privada

A fisioterapeuta Cilene de Oliveira, 62 anos, não quer saber de pendurar as chuteiras. “Aposentar agora? Nem pensar”, trata logo de dizer, sempre que questionada sobre o assunto. Para ela, há muito o que produzir. “Até quero curtir a velhice viajando e indo a festas com os amigos. Mas ainda não chegou a hora. Decidi que só vou parar aos 70”, afirma.

A convicção é tanta que Cilene procurou seu banco e estendeu, por mais 10 anos, o prazo de pagamento de seu plano de previdência complementar. Em vez de resgatar o que poupou aos 60 anos, só botará a mão no dinheiro mais à frente. Ela também acertou que pagará, por mais tempo, o seguro de vida que fez para não deixar seus familiares na mão. Acredita que, como será longeva, o resgate dos recursos após a sua morte ainda demorará um bocado.

Cilene sintetiza o quadro mais evidente das mudanças captadas por bancos e seguradoras: como estão vivendo mais e adiando ao máximo as aposentadorias, os brasileiros decidiram estender a vigência dos planos de previdência. Mas não é só: várias pessoas com mais de 60 anos estão fazendo os primeiros aportes para o sistema que complementará o benefício pago pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), cujo teto é de R$ 3,6 mil por mês. Há uma década, esse movimento era impensável. Poupar para a aposentadoria quando se estava na idade de sair do mercado de trabalho parecia uma blasfêmia. “Felizmente, estamos aprendendo a envelhecer com dignidade, ao não ficarmos reféns do INSS”, assinala a fisioterapeuta.

Para as empresas, clientes como Cilene fazem a diferença. Motivo: como os planos de previdência e os seguros de vida estão sendo resgatados além do prazo previsto inicialmente, elas podem aplicar os recursos e embolsar uma parte da rentabilidade. Também engordam os cofres com taxas de administração que chegam a 5% ao ano. “As pessoas estão mudando o conceito e passando a entender que o chamado idoso está acima dos 70”, observa Lúcio Flávio de Oliveira, presidente da Bradesco Vida e Previdência.

Dados da Brasilprev mostram que 15,6% dos clientes de planos de previdência têm entre 51 e 70 anos e outros 3,2%, mais de 70. O valor médio desembolsado atualmente no país por contribuinte é de R$ 250 por mês, 13,3% mais do que o observado um ano atrás. O maior número de participantes do sistema de aposentadoria complementar está na região Sudeste, onde o gasto médio atinge R$ 272 mensais. Para Gustavo Lendimuth, superintendente-executivo da HSBC Seguros, esses números mostram um Brasil mais preocupado com o futuro e, sobretudo, reforçam a visão de que não é mais possível esperar que o governo faça tudo. Que o INSS garanta, sozinho, um benefício que não represente uma queda do padrão de vida quando a aposentadoria for realidade.

Apesar dos avanços, Lendimuth admite que ainda há muito por fazer, pois o hábito de poupar no Brasil não é tão expressivo quanto em outras economias. Em uma pesquisa mundial realizada pelo HSBC, observou-se que os brasileiros, no quesito “guardar dinheiro”, ainda estão atrás de 16 nações. Enquanto cerca de 60% dos entrevistados declaram guardar algum capital para a aposentadoria, nos demais países, esse índice chega a 88%. “O país evoluiu muito, mas ainda é pouco frente às necessidades existentes”, alerta.

Leonardo Rolim, secretário nacional de Política de Previdência Social, endossa as palavras de Lendimuth. Segundo ele, há 28 milhões de brasileiros, o equivalente a um terço da população economicamente ativa, sem nenhum tipo de proteção social, seja pública ou privada. Esse contigente corre o risco de vir a se tornar dependente de familiares e de uma ajuda mínima do Estado quando superar os 60 anos. “A maior parte deles é de trabalhadores informais”, explica.

O ex-servidor público Francisco Pereira, 68 anos, aposentado desde os 48, está longe dessa realidade. Para ele, parar de trabalhar foi a oportunidade de realizar um sonho, a compra de um táxi. Desde então, ele incrementa a renda com as corridas diárias, sustenta a esposa e um neto e ainda poupa. “Guardo um dinheiro todo mês. Não é muito, mas é uma proteção, pois, algum dia, terei que parar totalmente de trabalhar”, ressalta. Enquanto esse momento não chega, mantém a rotina de viajar, principalmente para pescar, e de confraternizar com os amigos.

Com esse novo Brasil que se desenha, torna-se cada vez mais comum no mercado privado de previdência a presença de profissionais especializados em orientar os investimentos dos que têm mais de 60 anos. Sandro Bonfim, gerente de Inteligência de Mercado da Brasilprev explica que, quando um cliente se aproxima da data programada para a “conclusão do seu projeto de vida”, um trabalho consultivo é feito.

Alguns meses antes da data marcada para o resgate do benefício, faz-se uma avaliação de como a pessoa quer receber o prêmio, se em forma de um salário até o fim da vida, ou um resgate completo de todo o valor para reinvestir ou iniciar um empreendimento. “Tentamos entender o momento da vida da pessoa e os objetivos do pós-carreira. O que temos observado é que a maioria quer se aposentar aos 60, mas, quando chegam lá, acabam postergando, muitos com a vontade de empreender o próprio negócio. Então, temos que dar um suporte”, relata.

Três perguntas para – Lúcio Flávio de Oliveira

Presidente do Bradesco Vida e Previdência

A previdência privada no Brasil ainda sofre com o fantasma da falta de planejamento? Poupar e ter cultura de longo prazo no país ainda é incipiente, mas a situação melhorou. Estamos vivendo um momento em que as pessoas começam a ter visão de longo prazo e a falar em sustentabilidade, a pensar no futuro. Quando entramos nos anos 1980, fomos atropelados pela hiperinflação e ainda temos uma memória muito viva desse período, uma época que deixou um pouco turvo o conceito do que é longo prazo. Não havia como planejar, todos só se preocupavam em se proteger no presente. Com a estabilização da economia, as coisas mudaram.

E essa necessidade de planejamento começa a se fazer mais urgente? Sim. Do início dos anos 1990 para cá, as pessoas perceberam que o país está envelhecendo. A situação da previdência pública é bastante complexa. Se o Estado, por meio do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), não tem condições de atender as necessidades do cidadão, a iniciativa privada precisa aproveitar essa brecha para cumprir sua função social. Uma previdência complementar, um plano de saúde e saber envelhecer se fazem cada vez mais necessários.

O Brasil está vivendo o bônus demográfico (mais gente na idade produtiva). Este não é o momento de arrumar a casa e preparar o futuro? Temos uma oportunidade fantástica que, para ser aproveitada, exige esforço de mudança de cultura. Temos de aprender que não existe a possibilidade de o Brasil não dar certo. Esse período do bônus favorece mudanças que nos permitem repensar o passado para criar uma coisa que é a cultura de longo prazo, da poupança. O momento não é só de ganhar de dinheiro, mas de planejar. Há cinco anos, quem investia em previdência privada era a população próxima dos 40 anos. Hoje, o movimento está disseminado. Fazemos planos para os que têm menos de 30 e para os que estão com mais de 60.

Fonte: PB Agora.