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empresas se mobilizam contra companhia estatal de seguros

Setor vai propor ao Ministério da Fazenda a criação de um fundo que serviria de limite adicional como alternativa

Entidades representativas das empresas de seguro e resseguro estão se mobilizando contra a tentativa do governo de criar uma seguradora estatal para garantir o cumprimento das obras do PAC.

Na semana que vem, a Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização vai propor ao Ministério da Fazenda, como alternativa, a criação de um fundo que serviria de limite adicional ao mercado.

O presidente da entidade, Jorge Hilário, disse estar perplexo com a possibilidade. “É um péssimo sinal para as empresas que já vieram para o Brasil. No mercado segurador, no mundo inteiro, não existem estatais. É jabuticaba.”

Ele rechaça a alegação do governo de que as seguradoras e resseguradoras não teriam capacidade de absorver os riscos de grandes obras de infraestrutura.

Fonte: Ig Economia

“Segurobrás” Criar mais uma estatal, no fim do governo, é um absurdo

A ideia do governo de criar uma estatal no ramo de seguros é horrorosa. O Brasil vinha reduzindo o número de estatais, porque provocavam o aumento do déficit público, distorções e nomeações políticas. No fim do governo, não é hora de inventar, mas resolver o que ficou pendente.

Há ainda uma questão concreta: o seguro existe para que? Para não ficar com todo o risco. O governo nas suas obras vai contratar um seguro com uma empresa dele mesmo? Todo o risco vai ficar concentrado e a vantagem de se fazer um seguro se perde, porque a ideia é dividir com outro, no caso o setor privado, o risco.

No governo Lula, houve o fim do monópólio do resseguro no Brasil, que foi um passo importante, modernizador. Isso permitiu que várias empresas estrangeiras viessem ao Brasil, o que é bom.

O governo está estatizando todos os empreendimentos e, agora, estatiza o seguro. Essa empresa vai atuar em segmentos atendidos pelo setor privado.

O estado tem de regular, não vender seguro. Mas na reta final, começa a tomar esse tipo de decisão controversa. O custo é invisível, mas existe. Vai se criar uma burocracia, que demandará recursos públicos.

Quem viu a tragédia da hiperinflação sabe o quanto essas decisões insensatas vão minando a economia do país. É muito arriscado criar no final do governo uma nova estatal. Impressionante o grau de insensatez deste período final do governo Lula.

Ser criada por medida provisória é um absurdo a mais, porque não há essa emergência. Por tudo, essa decisão é muito ruim.

Fonte: Globo.com

Expansão do seguro de vida depende de união de pares do mercado

Este quadro faz que haja desinteresse mesmo entre consumidores das classes A e B, que dispõem de renda para a aquisição, mas não são estimulados a comprar produtos. Em síntese, estas foram as principais mensagens saídas do 3º painel ¨Talk show com seguradoras e Sincor/SP”, que integra a programação do “III Seminário Internacional de Marketing & Vendas- Vida e Previdência, promovido pela FenaPrevi, em parceria a Mesa do Milhão de Dólares (MDRT), hoje, em São Paulo. Do painel participaram  os executivos Lúcio Flávio Condurú de Oliveira, presidente da Bradesco Vida e Previdência, Fabio Morita, diretor da Porto Seguro, Samy Hazan, superintendente da Marítima Seguros, Carlos Alberto Gadia Barreto, diretor da Zurich Brasil Seguros, e o presidente do Sincor/SP, Mário Sérgio de Almeida Santos.

Os preços caros das apólices individuais e os custos de comercialização elevados são dois outros gargalos na expansão do mercado. Além de ampliar a gama de produtos, como o universal Life, sugere Fabio Morita, e haver necessidade de ações mais proativas das seguradoras, corretores e legislador, acrescenta Carlos Alberto Barreto, também os corretores precisam ser melhor capacitados para operar os produtos, destaca Samy Hazan. Em contrapartida, as seguradoras que operam o ramo não podem mudar as regras do jogo, após a contratação dos produtos de vida, sob o risco de arranhar a credibilidade, afirma o presidente do Sincor/SP.

O consenso é de que, com o ajuste na sintonia fina do mercado, ou seja, com todos os deveres de casa feitos pelos seus pares, as perspectivas de potencial crescimento do seguro de vida devem se confirmar as poucos, levando o setor nacional a se assemelha mais com os principais mercados mundiais, em que há predomínio das apólices pessoais sobre as coberturas de patrimônio.

A carteira de seguro de vida é o carro chefe das vendas nas economias mais maduras. No Brasil, o segmento perde para o seguro de bens patrimoniais. Dos US$ 4 trilhões vendidos em seguros no mundo, mais de US$ 2,1 trilhões se referem a vida. Enquanto a média mundial de participação no PIB é de 4%, no Brasil é de 1,6%, considerando-se o VGBL, um produto de acumulação de renda. Sem o VGBL, o percentual de seguro de vida no Brasil é desprezível segundo as estatísticas mundiais da Swiss Re.

“Hoje, se tirarmos o VGBL, praticamente não temos crescimento real do volume de prêmios da carteira de vida. Há um grande universo, que precisamos aproveitar”, disse Carlos Alberto Gadia Barreto, diretor da Zurich Seguros. Segundo dados da Fenaprevi, as vendas de seguro de vida no Brasil até maio totalizaram R$ 13,3 bilhões. Se tirarmos o VGBL, considerando apenas o seguro de vida individual e coletivo, os prêmios totalizam R$ 6,2 bilhões.

Praticamente todos concordaram que o segmento vida é ínfimo no Brasil. “Tenho a crença de que muito mais do que aproveitar as oportunidades de aumentar share, temos uma oportunidade de gerar a cultura de seguros no Brasil”, diz Lucio Flavio Condurú, presidente da Bradesco Vida e Previdência e mediador do painel.

O principal desafio, segundo Fabio Morita, diretor da Porto Seguro, é a educação financeira. “Temos uma nova classe social emergindo que precisa ter cultura financeira para adquirir produtos de seguro”, diz. Ele relembrou que a venda de seguro de vida no Brasil é ínfima. O que temos é seguro coletivo. Ou seja, as pessoas têm seguro por meio das empresas e não por uma demanda individual”, ressaltou. Isso mostra que o mercado precisa levar o discurso da cultura do seguro para a população. “E neste ponto os corretores são um peça fundamental para o desenvolvimento da indústria”, acrescenta Morita.

Para Gadia, é preciso criar produtos mais adequados aos consumidores. Para isso acontecer, o órgão regulador tem de flexibilizar a legislação, as seguradoras têm de investir em tecnologia e assim ter produtos inovadores para facilitar que os corretores possam difundir a cultura de seguro de vida no Brasil.

O americano não tem predisposição para comprar seguro de vida e previdência. Tem de ser estimulado. Esta afirmação em um recente evento deixou Mario Sérgio, presidente do SIncor-SP, surpreso. Pensar que o cenário nos Estados Unidos, maior indústria de seguros do mundo, é igual ao brasileiro realmente surpreende. “A venda é estimulada pelos corretores. Então teremos nós de fazer o nosso papel”, diz o presidente do Sincor. “Precisamos de um corretor que estimule a compra.”[3]

Um detalhe, dito por ele, é que os corretores americanos contam com o apoio da Life Fundation, custeada por mais de 100 seguradoras. A fundação está focada apenas na divulgação institucional de seguros, estimulando os corretores na venda de vida. Segundo Samy Hazan, coordenador do evento, este modelo foi levado para ser debatido na esfera institucional do mercado, como Fenaprevi e CNSeg. “Estamos estudando um apoio maior na difusão da cultura do seguro de vida”.

Fonte: Fenaseg 11 de Julho de 2010

Maior procura por crédito favorece mercado de seguros

Vale lembrar que, de acordo com o Serasa, o número de consumidores que buscaram crédito no primeiro semestre cresceu 16,6% em relação ao mesmo período do ano passado.

Todas as faixas apresentaram avanço, mas o maior salto foi registrado entre os consumidores com rendimento abaixo de R$ 500,00. Nesse caso, a procura por crédito cresceu 26,6%. Não por acaso, a Região Nordeste foi a que registrou o maior crescimento (18,2%).

É exatamente esse público que vem alavancando o consumo dos seguros prestamista e de garantia estendida, os quais, não raras vezes, têm ligação direta.

Isso porque, ao obter o crédito para concretizar determinada compra, o consumidor vem se conscientizando da necessidade de ter a garantia de que a dívida será paga mesmo que ele adoeça, perca o emprego ou morra (prestamista).[2]

O seguro de garantia estendida é o passo seguinte, para assegurar um tempo maior de proteção do bem adquirido com muito esforço.Diante desse cenário, o seguro prestamista gerou receita da ordem de R$ 1,3 bilhão de janeiro a maio. Já no caso do seguro de garantia estendida, o volume de prêmios acumulado no período somou R$ 635,7 milhões.

Fonte : Cqcs