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Microsseguro residencial a R$ 22

Estudo da USP mostra que é possível oferecer proteção contra incêndio, raio e explosão de casas das classes C e D

O microsseguro tem mais um motivo para sair do papel. A nova modalidade do produto – com perfil especial para atender a clientes das classes C e D – foi analisada por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), que atestaram a viabilidade do modelo no Brasil, por R$ 22 anuais.

Para Luís Eduardo Afonso, professor da Faculdade de Economia e Administração da USP e autor do trabalho juntamente com Maria Pilar Varela, a criação de produtos que oferecem proteção social a baixos custos poderá dar lucro às seguradoras. Ele estima que a regulamentação da categoria vá alcançar 190 milhões de pessoas.

Com até 1% da renda total dessas famílias, é possível bancar um seguro contra incêndio, raio e explosão na residência. O exemplo da pesquisa inclui pagamento de três meses de aluguel para quem sofrer um desses incidentes.Usando métodos de formação de preço comuns no mercado, o pesquisador aponta que o valor ficaria em R$ 3,80 mensais. Em caso de sinistro, o prêmio pode passar de R$ 24 mil.

ACESSO A BENS DE CONSUMO

A assessora de Assuntos Institucionais da Confederação Nacional de Seguros (CNSeg), Maria Elena Bidino, aposta que essa é uma tendência em seguros voltados à nova classe média. “O consumidor vai ter que escolher quais coberturas terá e o que cabe no bolso. Não dá para incluir dezenas de proteções sem pesar”, explica.

Ela aponta que auxílio-funeral, seguro de vida e residencial são os mais importantes para a classe C. “As pessoas não tinham acesso a bens como celulares, televisão, geladeira. Agora, começam a pensar no longo prazo, em defendê-los”, diz Eduardo Afonso.

Contratos com linguagem simplificada

Cobertura mais objetiva, adaptação da legislação, contratos com linguagem simplificada e curtos. Para a Confederação Nacional de Seguros (CNSeg), essas são algumas das características obrigatórias para o microsseguro. A entidade defende que a regulamentação se limite mais às necessidades do consumidor e a redução de impostos para baixar o preço do seguro.

As diretrizes seguem o projeto “Estou Seguro”, no Morro Dona Marta, que forma moradores para atuarem como corretores e vender produtos. O projeto é uma forma de conhecer melhor o público. “É um novo universo de consumidores que terão cobertura de riscos”, diz Maria Elena Bidino.

Data: 31.08.2010 – Fonte: O Dia Online | Economia | RJ

MetLife atinge R$ 2 bilhões de ativos e obtém lucro de R$ 19,2 milhões no 1º semestre

A Metropolitan Life Seguros e Previdência Privada S.A – MetLife divulgou em seu balanço financeiro do 1º semestre de 2010 que superou a marca dos R$ 2 bilhões de ativo total, em 30 de junho de 2010. A empresa obteve um crescimento médio anual de quase 50% nos últimos quatro anos. O lucro líquido no semestre de R$ 19,2 milhões sobre o patrimônio líquido de R$ 362 milhões resultou em um retorno sobre o PL de 11% anualizado.

Os fundos de VGBL e PGBL acumularam, no conjunto, o montante de R$ 1,1 bilhão, um crescimento de 64% em relação ao ano anterior, um dos maiores apresentados no mercado durante o período, reflexo da criação de fundos mais adequados ao cenário atual de redução de taxas de juros. O volume de contribuição foi de R$ 103,7 milhões no semestre.

Os Prêmios Retidos totalizaram no 1º semestre deste ano R$ 299,8 milhões, representando um aumento de 10,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, que foi de R$ 271,3 milhões.

“Os fundamentos operacionais da companhia nos últimos quatro anos, principalmente relativos à subscrição de riscos e controle de despesas administrativas, apresentaram consistentes e significativas evoluções positivas e encontram-se atualmente em patamares estáveis. Este cenário permitiu aprovar junto à casa matriz uma das iniciativas estratégicas de crescimento da MetLife no Brasil e, desde o final de 2009, já foram investidos R$ 34 milhões no canal de afinidades, através de acordos de parcerias para ofertas de seguros individuais em empresas das áreas de telefonia, energia elétrica, cartão de crédito e de financiamento”, diz Hélio Kinoshita, Diretor Financeiro da MetLife.

Data: 31.08.2010 – Fonte: Funenseg

Unimed tem lucro líquido de R$ 26, 2 milhões

O lucro líquido consolidado da Seguros Unimed subiu 57,11% no primeiro semestre de 2010, para R$ 26,2 milhões, quase R$ 10 milhões a mais do que os R$ 16,7 milhões registrados no mesmo período de 2009.

O faturamento consolidado da Seguros Unimed, que representa os negócios da Unimed Seguradora e de sua controlada, a Unimed Seguros Saúde, cresceu 19,34% no primeiro semestre deste ano, em relação a igual período de 2009.

Foram, ao todo, R$ 379,9 milhões em prêmios, R$ 61,6 milhões a mais do que no primeiro semestre do ano passado. O crescimento mais expressivo ocorreu na Unimed Seguros Saúde, com 24,61%, de R$ 207,9 milhões, de janeiro a junho de 2009, para R$ 259,1 milhões em igual período de 2010.

Na Seguradora, o crescimento foi 9,40%, de R$ 110,4 milhões para R$ 120,7 milhões. Separadamente, o lucro líquido da Unimed Seguradora subiu 33,04%, chegando a R$ 15,4 milhões, ao passo que na Unimed Seguros Saúde o lucro aumentou 112,37%, totalizando R$ 10,7 milhões.

Data: 31.08.2010 – Fonte: DCI

Seguros movimentarão até R$ 89,1 bilhões em 2012, diz ACSP

A tendência em seguros é de crescimento: a estimativa do último Encontro Setorial da Associação Comercial de São Paulo é de que o segmento movimente R$ 89, 1 bilhões em 2012. O economista da Funenseg, Claudio Contador, revelou o volume de negócio nesta área no ano passado: foram R$ 75,7 bi. O economista da ACSP, Ulisses Gamboa, analisa que 75% do crédito concedido no Brasil é com garantia, ou seja, são as concessões que vêm do imobiliário, da aquisição de automóveis e outros bens duráveis, o que comprova disposição do consumidor para investimento de longo prazo, que é o caso das apólices de seguro.

Há outros fatores que contribuem para esta perspectiva: aumento da massa salarial e endividamento total das famílias, que ainda permite o acesso a produtos e serviços do setor. Entre consumidores de baixa renda, principalmente a classe C, o diretor do DataPopular, Renato Meirelles alerta que é preciso rever os hábitos desse perfil.

“As classes C e D são as que mais crescem no País, por isso as corretoras têm que dialogar com esse cidadão”. Para Meirelles, o aumento no consumo da classe C amplia a necessidade de seguros, como carros e maior garantia para eletrodomésticos: “58% dos veículos e 49% das lavadoras de roupa estão na classe C”, avalia.

Renato dá outros argumentos que comprovam como esta classe é relevante: “é a nova classe média brasileira. O cidadão C detém 63,6% de participação em seguro saúde no Brasil e 61,9% em seguros”, afirma.

Data: 31.08.2010 – Fonte: Agência IN