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Seguro-desemprego poderá ser depositado diretamente na conta

Trabalhadores brasileiros que têm direito a seguro-desemprego poderão receber as parcelas do benefício em depósito direto em conta-poupança ou conta simplificada da Caixa Econômica Federal (CEF). Resolução neste sentido foi aprovada pelo Conselho Deliberativo do FAT na última quinta-feira.Segundo o diretor de Políticas Públicas de Emprego do Ministério do Trabalho, Rodolfo Torelly, a nova metodologia traz mais comodidade ao trabalhador e segurança no pagamento do benefício.

“E também promove a inclusão bancária. O depósito em conta-poupança propicia aotrabalhador a facilidadede retiradadepequenosvalores, ao invés de sacaremorecurso de uma só vez, na boca do caixa”, explica Torelly.

Hoje, a Caixa possui cerca de 40 milhões de contas-poupança e sete milhões de contas simplificadas. De acordo com informações da CEF, até o momento um projeto-piloto desenvolvido nos estados deGoiás,AcreeEspíritoSanto já efetivou créditos em 315 mil contas-poupança e em 24 mil contas simplificadas.

O trabalhador também poderá receber o créditoemsua conta-corrente,semônus. Para isso o beneficiário precisafazer a opção na Caixa Econômica Federal, pois a opção pela conta-corrente não é automática.

Benefício Têm direito ao seguro-desemprego os trabalhadores dispensados sem justa causa, inclusive a indireta, que comprovem ter recebido saláriosconsecutivos no período de seis meses imediatamente anteriores à data da dispensa, de uma ou mais pessoas jurídicasoufísicas equiparadas às jurídicas; terem sido empregados de pessoa jurídica ou pessoa física equiparada à jurídica durante, pelo menos, seis meses nos últimos 36 meses que antecederam a data de dispensa que deu origem ao requerimento; não estarem recebendo qualquer benefício previdenciário de prestação continuada, excetuando o auxílio-acidente e a pensão por morte; e não possuírem renda própria de qualquer natureza suficiente à sua manutenção e de sua família.

Data: 31.08.2010 – Fonte: A Tarde | BA

Agricultor demanda novas coberturas

Próximo passo será produtor ter uma garantia de receita, quase como um hedge
A criação do Fundo de Catástrofes para o seguro rural também deve trazer benefícios indiretos para o mercado, como a criação de novos produtos e coberturas.Hoje, existem apólices que dão garantia de produtividade para ao produtor. O próximo passo é ter também uma garantia de receita

“É uma cobertura vinculada ao preço do produto, quase um hedge de mercado futuro”, compara Glaucio Toyama, diretor de agronegócios e seguros especiais da Mapfre.

Atualmente, as apólices de seguro agrícola garantem o custeio, ou seja, se o agricultor perder sua produção a seguradora paga o quanto ele gastou para produzir. Uma evolução disso seria cobrir também a renda que se perde com a falta de produção, dizWady Cury, diretor técnico da Aliança do Brasil. Ele explica, porém, que é difícil precificar esse tipo de risco. “Em uma super safra, não há indenização por perda de produção, mas há perda de preço de variação de mercado, já que produção grande faz os preços caírem. Já em uma catástrofe, há queda de produção, mas por outro lado os preços disparam”, explica Cury.

O fundo também serve de catalisador de novos produtos, pois prevê a criação do núcleo de estudos, órgão que será responsável pelo desenvolvimento de projetos de pesquisa na área, metodologia de avaliação de perdas e programas de especialização e formação de peritos, o que contribui para uma melhor precificação e tarifação do risco agrícola.

Data: 31.08.2010 – Fonte: Brasil Econômico | Finanças | BR

Fundo sustentará oferta de seguro agrícola

A área plantada brasileira que possui seguro cresceu quase 100 vezes entre 2005 e o ano passado: passou de 68 mil hectares para 6,6 milhões de hectares.O crescimento acelerado se deve ao subsídio que o governo federal passou a dar aos produtores há cinco anos. Isso significa que o volume financeiro segurado também cresceu em projeção geométrica, aumentando bastante a exposição de risco das poucas seguradoras que atuam no segmento de seguro agrícola.

Para sustentar esse avanço, o governo finalmente aprovou, na semana passada, o Fundo de Catástrofe do seguro rural, ao qual as seguradoras e resseguradoras (empresas comas quais as seguradores dividem o risco e o prêmio de seguro) poderão recorrer em caso de grandes sinistros decorrentes de eventos climáticos.

Além dos riscos agrícolas, o fundo também dará amparo às atividades pecuária, aquícola (pesca) e florestal.”Passamos de um capital segurado de R$ 127 milhões em 2005 para quase R$ 10 bilhões em 2009, que é o volume em risco que o mercado segurador está cobrindo”, quantifica Wady Cury, diretor Técnico da Companhia de Seguros Aliança do Brasil, a líder em seguro agrícola no Brasil.

Cerca de 11% da área plantada brasileira possui seguro hoje, que cobre perdas decorrentes de fenômenos meteorológicos, como incêndio, tromba d’água, ventos fortes, granizo, geada, chuvas excessivas, seca e variação excessiva de temperatura.

Em 2005, porém, esse percentual chegava a apenas 1%, lembra Cury. “O Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) fez o papel de fomentar a procura pelo seguro, pois os custos passaram a ser factíveis. Faltava um instrumento que sustentasse a oferta”, diz o diretor. No ano passado, o governo liberou R$ 260 milhões em subsídio.

Só o governo disponibilizará R$ 4 bilhões para o fundo – metade de imediato e a outra metade em até três anos – em moeda corrente ou em títulos públicos. Para administrar o fundo será criada uma empresa de propósito específico, que poderá ter como cotistas seguradoras, resseguradoras, empresas agroindustriais e cooperativas, que também vão fazer aportes. “Essa ferramenta (fundo) funciona em alguns países que são referência no seguro agrícola, como Estados Unidos , Espanha e Turquia”, diz Konrad Mello, subscritor de Agro da Munich Re do Brasil.

Metas e desafios Estimativas do Ministério da Agricultura para a safra 2019/20 preveem que cerca de 70% da área plantada tenha seguro.”Isso representa um crescimento de mais de 20%ao ano”, observa Mello.

Mais do que capacidade financeira para segurar toda essa área, entretanto, o mercado segurador tem de se adequar operacionalmente, avalia Glaucio Toyama, diretor de Agronegócio e Seguros Especiais da Mapfre.”A capacidade organizacional e estrutural de vistoria, aceitação de risco e liquidação de sinistro das seguradoras hoje pode não ser suficiente para atender uma grande catástrofe”, observa.

Toyama também observa que o crescimento da área segurada pode esbarrar nos menor volume de recursos que o governo tem liberado para subsidiar o seguro. “Desde o ano passado, o governo tem reduzido as liberações e não está claro se o crescimento será de forma sustentada”, diz o diretor. Para 2010, as seguradoras solicitaram R$ 460 milhões do PSR, mas só obtiveram R$ 238 milhões.

Apesar do acelerado crescimento de quase 100 vezes desde 2005, o seguro hoje cobre apenas 11% da área plantada no país.”O fundo vem trazer equidade entre a procura e a oferta do seguro rural, já que a subvenção fez o papel de aumentar a procura pelo seguro”

Data: 31.08.2010 – Fonte: Brasil Econômico | Finanças | BR

Faet busca ampliar seguro rural no Estado

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Tocantins (Faet), o deputado federal Junior Marzola (DEM), se reuniu ontem com a diretoria dos Sindicatos Rurais do Estado para discutir o seguro rural. A Faet elaborou um protocolo de intenções com a empresa Allianz Seguros, que tem a proposta de criar produtos específicos para o Tocantins, atendendo às necessidades de cada produtor e região do Estado.

Em matéria publicada pelo Jornal do Tocantins no último dia 7, foi mostrado que o seguro rural está distante da realidade tocantinense e que entre as modalidades ofertadas o seguro agrícola é o mais buscado. Mesmo assim teve, em 2010, somente 22 contratações, contra 123 em 2009, conforme dados do Banco do Brasil (BB). Para Marzola, esta baixa procura deve ser creditada ao alto custo do seguro e à dificuldade de acesso por parte dos produtores.

A partir daí, a entidade convidou a Allianz a apresentar os seus produtos. Na reunião de ontem a empresa ouviu dos presidentes dos sindicatos rurais do Estado as necessidades de cada município. (Maisa Lima, com Faet)

Data: 31.08.2010 – Fonte: Jornal do Tocantins | Economia | TO