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Susep registrou 703 tentativas de fraudes até julho

A Susep registrou, de janeiro a julho deste ano, 703 denúncias de tentativas de golpes contra empresas e consumidores do mercado de seguros, previdência aberta e capitalização. Isso representa uma média mensal de pouco mais de 100 registros, ou acima de três por dia.

Contudo, em relação ao mesmo período do ano passado, foi apurada uma queda de 40,6% nas denúncias de tentativas de golpes.

Segundo estatísticas de atendimento ao público da autarquia, nos sete primeiros meses deste ano, foram feitas, no total, 28.343 consultas, denúncias e reclamações. Em comparação a igual período de 2009, houve redução de 14,6%.

A autarquia instaurou, até julho, 484 processos administrativos contra empresas do setor, 6,4% a menos do que nos sete primeiros meses do ano passado.

Data: 31.08.2010 – Fonte: CQCS | Jorge Clapp

Recurso do seguro não chega à lavoura

Na safra 2009/2010, cerca de 10% do total de área de cultivo no Brasil, ou 6,7 milhões de hectares, estava coberta com seguro de safra. Ainda que modesto, o número era visto com otimismo tanto pelas empresas seguradoras quanto pelas associações de produtores e pelo governo, já que há poucos anos esse porcentual era praticamente nulo.

Para a próxima safra, porém, o gráfico ascendente deve sofrer um revés, já que a área cultivada coberta por seguro rural, que equivalia a R$ 9,7 bilhões na safra 2009/2010, será reduzida para o equivalente a R$ 4,8 bilhões em 2010/2011. A drástica redução do valor da área segurada deve-se a cortes no Orçamento federal, justifica o Ministério da Agricultura, que é o responsável pelo repasse às seguradoras do subsídio, que, no caso federal, pode chegar a até 60% do valor total do prêmio.

“Para atender à demanda por subsídio ao prêmio, precisaríamos de aproximadamente R$ 460 milhões. Foi o que solicitamos para o Ministério do Planejamento. Entretanto, o orçamento aprovado foi de R$ 238 milhões”, informa o diretor de Gestão de Risco Rural do Mapa, Wellington Almeida. De acordo com ele, boa parte desses recursos já foi consumida no primeiro semestre, para cobertura das safras de milho safrinha e trigo. A safra de verão, que começará a ser cultivada, além das áreas com frutas, estão ficando descobertas.

Granizo. O viticultor Luis Carlos Christofoli, por exemplo, não vai conseguir segurar contra chuvas de granizo seus 6 hectares de uva, na cidade de Valinhos, região de Campinas (SP). “Nos últimos três anos tivemos granizo na região. Mas, como não tenho condições de arcar sozinho com o valor do prêmio, que é alto (segundo as seguradoras pode chegar a 12% do valor comercial da safra), vou assumir o risco”, diz.

Conforme o presidente da Associação de Produtores de Valinhos e Região, Pedro Pellegrini, a situação de Christofoli reflete o drama da maioria dos 150 fruticultores afiliados à associação. “É uma pena, pois há anos temos tentado convencê-los da importância de fazer o seguro, e a subvenção vinha possibilitando isso.”

O gerente técnico do Instituto Brasileiro de Frutas (Ibraf), Maurício Ferraz, chama a atenção para os impactos que possíveis perdas podem causar às próximas safras. “Estamos sob o efeito do fenômeno La Niña, que deve trazer granizo em novembro e geada no inverno. Sem seguro, os produtores que sofrerem perdas não terão capital de giro para os tratos da próxima safra. Na prática, isso significa perder duas safras.”

Produtores de grãos enfrentam situação semelhante. Segundo Paulo Roberto Mochiuti, diretor-técnico da corretora de seguros da Cooperativa de Agricultores da Região de Orlândia, que reúne 4 mil produtores dos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e Tocantins, a última vez que um produtor conseguiu utilizar a subvenção para fazer o seguro de lavouras de milho ou soja foi em 2007/2008. “Os recursos são poucos e, como o plantio no Estado de São Paulo e nos outros Estados tem sido cada vez mais tardio por causa da falta de chuvas, quando entramos com o pedido para acessar a subvenção eles já estão esgotados”, revela.

Reembolso. No próximo mês, segundo Almeida, do Mapa, devem ser liberados mais R$ 90 milhões para atender às subvenções. Não se trata, porém, de uma ampliação da verba, mas de um valor que havia sido subtraído dos R$ 238 milhões aprovados inicialmente, como reembolso de subsídios não pagos às seguradoras em 2009.

Para atender à procura crescente pelos seguros de safra, a verba destinada para as subvenções precisaria estar próxima dos R$ 600 milhões, estima o presidente da Comissão de Seguros Rurais da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNSeg), Luis Carlos Meleiro. “O crescimento da área segurada está ligado ao volume de recursos destinados para subsidiar os prêmios, que ainda têm uma alta taxa devido à falta de massa de apólices. Daí a subvenção é um ponto nevrálgico que se não funciona trava o segmento.”

Data: 01.09.2010 – Fonte: Estadao

Mapfre registra o maior lucro da sua história no Brasil

Lucro alcança a marca histórica de R$ 236,3 mi no 1º semestre

A MAPFRE Seguros, uma das maiores seguradoras do Brasil e subsidiária de um dos maiores conglomerados do setor de seguros em todo o mundo, encerrou os primeiros seis meses deste ano com o maior resultado de sua história para um semestre – um lucro de R$ 236,3 milhões (antes dos impostos e participações). O montante representa um salto de 41,9% em relação ao mesmo período do exercício anterior e confirma a forte tendência de crescimento apresentada pela companhia nos últimos anos, que tem crescido acima da média do mercado.

O lucro líquido atingiu a expressiva cifra de R$ 140,5 milhões, um incremento de 44% se comparado com idêntico período do ano passado. O resultado indica crescimento de praticamente todos os segmentos em que a empresa atua, com aumento de market share em todas as carteiras.

Os ativos totais da empresa totalizaram R$ 7,339 bilhões, resultando em um aumento de 13,2%, e o faturamento em prêmios obtidos com seguro atingiu a cifra de R$ 2,062 bilhões. As provisões técnicas acompanharam o ritmo de crescimento da companhia e se expandiram em 14,7%, para R$ 4,538 bilhões e as receitas totais atingiram a marca de R$ 2,214 bilhões, valor 4,8% maior quando comparado ao mesmo período do ano anterior.

As despesas administrativas da companhia mantiveram-se no mesmo patamar de 2009, representando 11% sobre a somatória dos prêmios retidos, rendas de contribuições retidas e capitalização. O patrimônio líquido da empresa aumentou 8,5%, atingindo a significativa marca de R$ 1,612 bilhão. Neste semestre, a MAPFRE atingiu a marca de 94,1% de índice combinado, com uma positiva melhora de 4,6%, mantendo-se abaixo dos 100%.

Para o presidente da companhia, Antonio Cássio dos Santos, “a atuação segmentada e baseada em multiprodutos, os investimentos feitos para o fortalecimento do relacionamento com o cliente e a incorporação de novos serviços e produtos, além do crescimento da rede de atendimento e a ampliação do número de corretores parceiros são algumas das estratégias adotadas pela companhia que proporcionaram o resultado significativamente positivo”, comenta.

Data: 31.08.2010 – Fonte: Revista Mapfre

Mapfre mira liderança após parceria com o BB

O lucro líquido da Mapfre Seguros somou R$ 140,5 milhões no primeiro semestre de 2010, um crescimento de 44% em relação ao mesmo período do ano passado. “A Mapfre foi a seguradora que mais ganhou espaço no último semestre”, garantiu ao DCI o presidente da Mapfre Seguros, Antônio Cássio dos Santos.

De acordo com Santos, a subsidiária brasileira do grupo espanhol cresceu em todos os segmentos em que atua. “Em automóveis, a frota assegurada avançou 13% em número de veículos, para 1,25 milhão de unidades, e o volume de prêmios nesse segmento cresceu 14,8%”, detalhou o presidente da seguradora.

A participação de mercado no segmento de automóveis ficou em 13,9% quando considerada a frota de 9 milhões de veículos segurados. “Entramos no segmento de caminhões e de veículos de maior valor aquisitivo”, explicou Santos, diferenciando-se da atuação de seu principal concorrente, a Porto Seguro.No segmento de Seguros Gerais, Santos apontou um crescimento de 17,3%. “É o impulso da classe C, em seguros de baixo tíquete, como garantia estendida e seguro residencial”, afirmou.

Em 2011, a companhia espera o término da integração da parceria com o Banco do Brasil em seguros contra danos. “O processo de integração segue o cronograma planejado: só estamos aguardando a aprovação dos reguladores para atuar em conjunto”, considerou Santos.

Ele aponta o segmento de seguros contra danos como a principal estratégia da companhia para manter o ritmo de crescimento. “A partir do primeiro semestre do próximo ano, teremos a liderança nessa área”, estimou Santos.

Em relação aos dados consolidados, o lucro antes dos impostos e participações ficou em R$ 236,3 milhões no primeiro semestre. O montante representa um salto de 41,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Os ativos totais da empresa totalizaram R$ 7,339 bilhões, resultando em um aumento de 13,2%, e o faturamento em prêmios obtidos com seguro atingiu R$ 2,062 bilhões.

As provisões técnicas acompanharam o ritmo de crescimento da companhia e se expandiram em 14,7%, para R$ 4,538 bilhões, e as receitas totais atingiram a marca de R$ 2,214 bilhões, valor 4,8% maior quando comparado ao do mesmo período do ano passado.

As despesas administrativas da companhia mantiveram-se no mesmo patamar de 2009, representando 11% do somatório dos prêmios retidos, rendas de contribuições retidas e capitalização. O patrimônio líquido da empresa aumentou 8,5%, atingindo a significativa marca de R$ 1,612 bilhão. Neste semestre, a Mapfre atingiu a marca de 94,1% de índice combinado, com uma positiva melhora de 4,6%, mantendo-se abaixo dos 100%.

Na distribuição da carteira seguradora, além da de veículos, a companhia fechou o trimestre com 500 mil clientes de seguro residencial, 10 milhões de segurados em vida, e outros 50 mil clientes em previdência privada, cujos ativos atingiram R$ 1,2 bilhão.Entre as novidades do primeiro semestre, a companhia passou a ser a seguradora das plataformas da Petrobras no segmento de seguros de grandes riscos.

“Desde 31 de maio, a Mapfre participa com 20% de um pool de empresas lideradas pelo Itaú que faz o seguro de grandes riscos da Petrobras”, esclareceu o diretor de Riscos Industriais da Mapfre, Octávio Luiz Bromatti.

De acordo com Bromatti, a participação da Mapfre é de cerca de US$ 10,5 milhões de prêmios, dos cerca de US$ 50 milhões dos prêmios totais do consórcio.Bromatti esclareceu que, especificamente para a petrolífera, há fornecimento de seguros para plataformas off-shore (no mar), operações on-shore (em terra), responsabilidade civil, seguro de transporte e seguro de risco para fornecimento de combustível de aviação (querosene).

Segundo o diretor, a carteira de grandes riscos da Mapfre possui R$ 220 milhões em prêmios e atende mais de 100 médias e grandes empresas. “Estamos entre as três principais seguradoras, em alguns segmentos, superados por Itaú Unibanco e Bradesco”, contou Bromatti.

Embora em volume pequeno, a carteira de seguro de aluguel cresceu 50%, de R$ 4 milhões para R$ 6 milhões em prêmios. “Desde a nova Lei do Inquilinato, essa carteira para pessoas físicas cresce expressivamente”, garante o diretor de Seguros Especiais da Mapfre, Glacio Nogueira Toyama.

O presidente da Mapfre Investimentos, Wilson Toneto, considerou que a carteira de recursos evoluiu 33% nos últimos doze meses, para R$ 4,4 bilhões administrados. “Com nosso perfil conservador, fomos muito bem durante a crise, num período em que a indústria de fundos recuou”, considerou Toneto.De acordo com Toneto, a carteira de recursos de terceiros evoluiu de R$ 577 milhões para R$ 1,275 bilhão em ativos.

Fonte: DCI – Comércio, Indústria e Serviços | Seguradoras Data: 31.08.2010