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Seguro contra calote atinge o maior nível em 17 meses na Irlanda

LONDRES – Os contratos de swaps de default de crédito (CDS, na sigla em inglês) da Irlanda atingiram 300 pontos-base, seu nível mais alto desde março de 2009, em meio às preocupações sobre uma recapitalização do sistema bancário irlandês.

O presidente do banco central da Irlanda, Patrick Honohan, afirmou acreditar que será necessário um investimento total entre € 22 bilhões e € 25 bilhões para socorrer o Irish Bank Corp., que registrou perdas enormes quando o mercado imobiliário do país foi atingido pela crise financeira em 2009.

Os bancos irlandeses foram duramente atingidos pela crise do mercado imobiliário. Eles fizeram grandes empréstimos para empresas de incorporação imobiliária, e muitos deles dificilmente serão pagos, forçando o governo do país a injetar bilhões de euros nessas instituições.

Honohan, que também é membro do Conselho de Governadores do Banco Central Europeu (BCE), afirmou que o governo irlandês está gastando cerca de € 30 bilhões para ajudar os bancos do país, representando cerca de 20% do Produto Interno Bruto (PIB) anual da Irlanda. Segundo ele, o montante é uma soma “administrável”.

O spread do CDS de 5 anos da Irlanda recuou 20 pontos-base, antes do leilão de € 1 bilhão a € 1,5 bilhão de títulos previsto para esta terça-feira, de acordo com dados do provedor Markit.

De acordo com os preços desta segunda-feira, o CDS para proteger uma dívida de cinco anos de US$ 10 milhões seria de US$ 300 mil, maior que o custo de US$ 200 mil no início de agosto.

Segundo um trader, as persistentes preocupações sobre os custos do pacote de ajuda para os bancos, combinadas com o aumento do spread dos títulos do governo irlandês, foram a principal razão da alta dos contratos.

O prêmio de risco entre os títulos de 10 anos do governo irlandês e os títulos da Alemanha, utilizados como referência, aumentou em torno de dois pontos-base, para 309,5 pontos-base nesta segunda-feira, representando uma alta em relação aos 225 pontos na semana passada.

O mais recente surto de enfraquecimento dos contratos de swaps de default de crédito da Irlanda começou na semana passada, com os investidores avaliando o custo para a Irlanda suportar seu sistema bancário.

O Banco Central Europeu (BCE) comprou títulos de curto prazo do governo irlandês na semana passada, em uma tentativa para acalmar os mercados.

O aumento do CDS da Irlanda nesta segunda-feira ocorreu mesmo depois de a agência de classificação de risco Moody’s afirmar que as compras de títulos do governo irlandês pelo BCE na semana passada não sinalizam novos problemas nos mercados de títulos europeus. “Os piores dias” para a Irlanda e seus bancos estão “provavelmente” acabados, afirmou a Moody’s.

O sentimento dos participantes do mercado em torno da Irlanda pesou sobre os mercados de crédito e outros mercados no geral, em meio aos temores de um aperto do crédito bancário e as crescentes preocupações de uma desaceleração na recuperação econômica mundial. As informações são da Dow Jones.

Fonte: Estadao 16 de agosto de 2010

Por um seguro de carro realmente seguro

Há menos de um mês, Ariett Gouveia estava envolvida com uma pesquisa importantíssima: o seguro do automóvel recém comprado. Consumidora exigente, ela fez ao menos cinco cotações antes de fechar. “Sempre avalio quais são os serviços incluídos e se têm cobertura de terceiros, algo que eu já precisei e sei o quanto é importante.”

Preço e forma de financiamento são quesitos observados, mas, para a assessora de imprensa, fundamental mesmo é a credibilidade da empresa. “Não dá para contratar um seguro que a gente nunca ouviu falar, porque carro não é um patrimônio fácil de comprar. Para mim, prevenção é a solução.”

O corretor Renato Sandi Magalhães concorda e afirma que contratar um seguro, atualmente, está muito mais fácil por conta não apenas da ampla oferta de serviços, mas também por causa da internet e de um número cada vez maior de sites e blogs focados no assunto. Ele mesmo mantém um espaço na web para ajudar quem procura informações.

No mercado há mais de dez anos, Renato explica que o corretor deve mesmo desempenhar esse papel de esclarecer dúvidas e ajudar na melhor escolha para cada pessoa.
Dentro das informações que o cliente passa, é ele quem vai pesquisar nas seguradoras uma opção que atenda exatamente às necessidades do cliente, sem “empurrar” nada que não seja compatível ao perfil dele.

“Se o cliente viaja muito, temos de oferecer uma assistência 24 horas bem completa. Por outro lado, pra que contratar uma cobertura de carro reserva se o cliente não trabalha com o próprio carro?“

Porém, o corretor alerta que há de se ter cuidado especial na hora de fazer essas opções. “Algo que muitos clientes deixam de contratar é o serviço de vidros. Mas com o trânsito caótico de algumas cidades, um retrovisor quebrado é a coisa mais comum. Quando o cliente vai usar o serviço e descobre que não tem essa cobertura, reclama demais.”

Justamente para fugir das surpresas desagradáveis e dores de cabeça futuras, o conselho de ouro, segundo Renato, é algo básico, mas que muitos segurados não seguem: ler o contrato.

“Muitas indenizações recusadas são oriundas de práticas comuns que agravam o risco e fazem o cliente perder o direito. Por isso, a leitura das condições gerais é importante para saber ao que tem direito, deveres e o que não pode fazer a fim de evitar prejuízos futuros.“

Seguro mais barato

Algo que todo mundo quer saber é como deixar o prêmio, ou seja, o valor pago pela cobertura, mais barato. É possível? Para o bem de todos, sim! Como? Renato nos ajuda a listar alguns fatores:

  • Se o carro fica em garagem, o seguro é mais barato;
  • Se o segurado não visita clientes com o carro, o seguro é mais barato;
  • Casados pagam menos do que solteiros. Mas cuidado, pois não adianta informar no questionário de avaliação de risco que o principal condutor é casado sendo que na realidade é solteiro;
  • O corretor pode fazer estudos com as franquias. Se você contratar uma franquia majorada (facultativa), o valor da franquia aumenta e o preço do seguro diminui. Se contratar uma franquia reduzida, o valor do seguro aumenta;
  • Se tiver outros seguros como o de residência/empresarial, negocie descontos. É muito possível gerar descontos por agrupamentos de coberturas;
  • Alarmes, rastreadores e outros equipamentos de segurança ajudam a baratear o preço;
  • Alguns veículos são os campeões de roubo nas estatísticas, por isso, se possível, evite comprar esses carros;
  • Não ter pontos na carteira de habilitação já garante descontos no seguro.

Dicas anotadas, agora corra para bater um papo com o seu corretor ou procure indicação de algum profissional de confiança. Afinal, “fazemos seguro com a esperança de nunca usar, mas se um dia precisarmos, temos de ter a segurança de uma indenização rápida e sem burocracia.“, conclui Renato.

Dicas de consumidor:

  • Tenha um corretor confiável;
  • Peça indicação aos amigos;
  • Tire todas as dúvidas;
  • Fique atento ao que está incluído no seguro, como serviços de troca de vidros, guincho, atendimento fora da sua cidade, descontos em estacionamento…
  • Cuidado com seguros muito baratos. Às vezes, um seguro pode ser um pouco mais caro, mas por tudo que oferece, no fim, vale a pena.

Fonte: Ariett Gouveia, consumidora.

Dicas de corretor:

  • Procure um corretor habilitado para intermediar o seu seguro junto a uma seguradora (no site da SUSEP ou no site do Sincor qualquer pessoa pode obter informações sobre o corretor);
  • Informe com clareza as informações do veículo e do questionário de avaliação de risco verifique se ele foi preenchido corretamente;
  • Leia o que está contratando;
  • Pergunte, pergunte, pergunte e, mais uma vez, pergunte;
  • Atente para as coberturas do veículo e serviços contratados na apólice (como assistência 24 horas, por exemplo);
  • Verifique a vigência do seguro;
  • Escolha a melhor forma de pagamento para você;
  • Não omita NENHUMA informação;
  • Ocorrendo algum sinistro, comunique seu corretor, pois ele vai ajudar a tomar as providências corretas.

Fonte: Renato Sandi Magalhães, corretor de seguros.

Para acessar:
www.portoseguro.com.br/auto
www.renatoseguros.com
www.almanaquedoseguro.blogspot.com
www.susep.gov.br
www.sincor.org.br

Por Letícia Fagundes

Seguro em carro, bebê conforto é risco em casa

Artigo de segurança dentro do carro, o bebê conforto pode representar perigo quando usado fora dele. É o que mostra uma pesquisa publicada pela revista Pediatrics, da Sociedade Americana de Pediatria. Nos Estados Unidos, 9 mil crianças por ano sofrem acidentes relacionados ao equipamento.
Por aqui, os médicos também têm histórias de lesões provocadas pelo mau uso. O problema, argumentam eles, é que os pais subestimam a capacidade de movimentação dos bebês. ”A criança estava no bebê conforto sobre a mesa da cozinha, quando se inclinou para frente. Sorte que a empregada estava por perto e a pegou no ar, de cabeça para baixo”, comenta o pediatra Hamilton Robledo, do Hospital São Camilo, lembrando de um dos casos atendidos neste mês.
Dependendo de como o bebê cai, explica o médico, o acidente pode provocar de um inofensivo galo a uma fratura com hemorragia interna. A pesquisa americana indica que em mais de 60% dos casos o susto com o bebê conforto se dá dentro da própria casa da família. No Brasil, ainda faltam estatísticas específicas. ”Talvez o quadro seja até maior aqui que nos Estados Unidos, mas não é notificado com tanta especificidade”, observa a coordenadora da ONG Criança Segura, Alessandra Françoia.
Levantamento municipal. A Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo planeja um levantamento detalhado sobre os casos de acidentes infantis atendidos nos hospitais da cidade, segundo informações do pediatra Cid Pinheiro, coordenador do pronto-socorro infantil do Hospital São Luiz e professor da disciplina Emergências em Pediatria, da Faculdade de Medicina da Santa Casa. Para ele, os acidentes ocorrem porque os pais não percebem quando os filhos já são capazes de fazer movimentos bruscos. ”Um bebê de 5 meses não se comporta como um de 2. Com o desenvolvimento neurológico, a movimentação fica cada vez mais ativa.”
O presidente da Sociedade de Pediatria de São Paulo, Clóvis Constantino, aponta a praticidade como o principal motivo da popularidade do bebê conforto, que também pode ser acoplado ao carrinho e serve como dispositivo de segurança no carro. O cuidado maior, diz ele, deve ser justamente com a movimentação do acessório. ”À medida que se encaixa e desencaixa, pode haver um comprometimento do sistema de fixação.”
Foi em nome da praticidade que a publicitária Vera Bomfim elegeu o acessório como companheiro para a filha Marina, de 8 meses. ”Uso muito para ir ao supermercado, ao restaurante. Até pouco tempo atrás, ela até dormia nele durante o dia”, conta. A recomendação de Constantino, contudo, é de que o acessório nunca seja usado solto, fora da base do carro ou do carrinho. A pediatra Renata Waksman, do Hospital Israelita Albert Einstein, concorda: ”O melhor é que o bebê conforto do carro permaneça no veículo.”
Fabricante do dispositivo, a Burigotto informou que os produtos são vendidos com recomendações de uso, como apoiá-los no chão e usar sempre o cinto de segurança. ”Em hipótese alguma o bebê conforto deve ser apoiado sobre mesas, cadeiras ou sofás”, afirma Terezinha Contin, do Marketing da empresa.

PRESTE ATENÇÃO…
1. Leve a criança ao médico o mais rápido possível. Apenas o diagnóstico preciso é capaz de afastar a hipótese de problemas graves. Se for só uma pancada, forma-se um galo, mas a lesão é superficial
2. Se houver contusão com fratura, é necessário que a criança se submeta a uma tomografia e fique em observação por 24 horas; em caso de fratura e hemorragia interna, pode ser necessário uma cirurgia

Saiba como negociar a compra de um carro e não entrar em armadilhas

Sábado é o dia mais movimentado nas concessionárias de automóveis em todo o país. Os lojistas fazem promoções e oferecem brindes e facilidades no pagamento. Não é nada difícil ficar perdido nas contas. Com a ajuda de um especialista no assunto, o Jornal Hoje orienta o consumidor a não entrar em uma armadilha.

Veja o site do Jornal Hoje

O primeiro alerta do educador financeiro Mauro Calil é não se render aos longos prazos. Isso porque quanto mais estica o prazo do financiamento, mais juros o consumidor paga. “Vamos pegar uma taxa de 1%. O carro de R$ 27.500 em parcelas de 60 meses iria para R$ 49.959”, exemplifica o especialista.

Também desconfie das parcelas menores no início do plano de financiamento. Elas podem significar juros maiores nas demais prestações. E se a compra for feita a prazo, o ideal é dar uma entrada de, pelo menos, 40% do valor do veículo. O restante deve ser financiado em no máximo 24 meses.

“Financie só o carro, não financie o seguro, não financie o licenciamento e não financie o emplacamento, porque isso vai aumentar a conta dos juros”, ressalta Calil.

O ideal mesmo, de acordo com o educador financeiro, é pagar o carro à vista. Mesmo que isso signifique vender o carro antigo, juntar as economias e o dinheiro das férias. “Esse é o melhor negócio que existe, porque ele não vai pagar juros. Ele vai andar de carro e vai pagar pelo carro, ponto final”, afirma Calil.

Fonte:Auto Esporte,

24/07/2010 14h49 – Atualizado em 24/07/2010 14h49