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Empresas devem se adaptar à entrada das classes C, D e E no mercado de crédito

Com a entrada das classes mais baixas no mercado de crédito, empresas dos mais variados segmentos estão realizando mudanças para se adaptar a esse novo consumidor. Devido às diferenças de mercado, alguns setores têm mais facilidade, enquanto outros enfrentam certas dificuldades para se adequar.
De 2003 a 2008, cerca de 32 milhões de brasileiros deixaram as classes D e E e ingressaram nas classes A, B e C, segundo estimativas da Fundação Getúlio Vargas (FGV). A necessidade das empresas se adaptarem a esses novos consumidores e as mudanças realizadas até agora foi tema de discussão nos dois painéis realizados no Crivo Group 2010 com executivos dos segmentos de varejo, finanças e seguros.
O painel de varejo, formado pelos diretores de crédito do Carrefour, Sandro Almeida, da Riachuelo, José Antonio Rodrigues, e da Casas Bahia, Paulo Santos, abordou o uso dos cartões private label nas redes de varejo. Para facilitar a entrada das classes C, D e E no mercado de crédito, as redes varejistas apostaram em cartões próprios. Entre as empresas participantes do painel do Crivo Group, essas classes sociais representam mais de 75% das vendas e a adesão a esses cartões por parte dos consumidores é grande. Na Riachuelo de Mossoró (RN), por exemplo, ele representa 90% das vendas, segundo José Antonio Rodrigues, diretor de crédito da varejista.
Apesar da adesão crescente das classes mais baixas, nos últimos anos o uso da função private caiu 23%, devido a um aumento de oito para 20% na utilização dos cartões bandeirados. A modalidade garante o uso do cartão na função private dentro da rede varejista emissora e de um cartão de crédito tradicional fora dela. Essa mudança levou empresas do setor a investirem em uma instituição financeira própria, como a Riachuelo, sinalizando uma tendência do mercado.
Quando o foco se tornou a taxa de juros dos cartões, os participantes do painel defenderam o cadastro positivo para que haja redução desta. Esse novo formato de cadastro permitirá identificar o perfil de consumo e pagamento de cada um de seus clientes.

Setor automotivo em foco
Enquanto as varejistas criam cartões específicos para conquistar esses consumidores, as seguradoras ainda estão buscando uma forma de adaptar seu produto a eles. Este foi um dos assuntos abordados durante o painel sobre as perspectivas de crescimento do país e seus desafios. Para discutir o assunto, estiveram reunidos o vice-presidente Executivo de Riscos de Crédito e Mercado do Grupo Santander, Oscar Rodriguez Herrero, o presidente da Volkswagen Serviços Financeiros, Décio Carbonari, e o diretor de Automóvel da HDI Seguros, Eduardo Stefanello Dal Ri.
O crescimento do setor automotivo, 15% acima da média mensal do mercado, que é de 4,5%, aqueceu o debate. Para os participantes, a queda do desemprego e o aumento da renda média da população justificam o crescimento do setor – de 1,5 a três vezes maior que o do PIB brasileiro.
O financiamento de automóveis para a classe C representa em torno de 20% do número de financiamentos da categoria, mas as seguradoras ainda encontram dificuldade para oferecer um serviço para as classes mais baixas. Segundo Dal Ri, as classes A e B são as que possuem seguro de automóvel, visto que, num geral, a classe C não tem um veículo segurável por diversos fatores, como o ano de fabricação.
No Brasil, o problema de roubo e furto representa entre 30 e 60% do valor do seguro, sendo que em grandes capitais o percentual é ainda mais alto. Para Dal Ri, este é um complicador da venda de seguro de automóveis para classes mais baixas, pois eleva o valor da cobertura, e ainda não é possível oferecer um produto mais barato. Embora este seja um desafio grande para as seguradoras, o Brasil está entrando nesse movimento por meio da criação de produtos específicos para classes com menor poder aquisitivo.
Com relação à taxa de juros do país, os executivos pontuaram que o Brasil está caminhando para uma convergência com os níveis mundiais. Isso refletirá nos juros de produtos, como o financiamento de automóvel, que hoje está em torno de 1,5%.
Os participantes do painel financeiro acreditam que em cinco anos chegaremos à mobilidade, quando usar um carro será mais importante do que ter um, já que este deve perder o sentido de investimento e proteção do dinheiro. Nesta fase, outros produtos ganharão força, como leasing na modalidade de uso sem pose (uma espécie de aluguel).

Fonte: Revista Apólice

RSA Seguros quer dobrar tamanho em Riscos de Engenharia

Como parte da estratégia de crescimento no Brasil, a RSA Seguros pretende dobrar a carteira de seguro de Riscos de Engenharia no país, em três anos. Com os investimentos esperados em infra-estrutura em eventos como Copa do Mundo e Olimpíadas, aliados aos projetos para exploração do pré-sal e ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o setor espera um forte crescimento nos próximos anos.

A RSA fechou, inclusive, importante contrato no setor, como líder nas apólices de Riscos de Engenharia e seguro de Responsabilidade Civil para a obra do novo Estádio Governador José Fragelli, o Verdão, que sediará em Cuiabá (MT) os jogos do Mundial, avaliada em R$ 342 milhões. É o maior contrato de seguro para a Copa do Mundo de 2014 firmado até o momento. O segmento garante proteção por prejuízos ocorridos na construção, reforma ou ampliação de empreendimentos e cresceu 35,6% de 2008 para 2009.

“Estamos com uma estratégia sólida de crescimento acelerado na carteira de Riscos de Engenharia, baseada tanto nas obras relacionadas ao segmento imobiliário, quanto nos projetos mais complexos, sobretudo em infra-estrutura”, revela o diretor Comercial da Companhia, Ariel Couto.

A companhia apresenta diferenciais importantes, com know-how global nesse tipo de projeto, já que é a seguradora líder nos segmentos de Riscos de Engenharia, Property e Casualty nos projetos relacionados às Olimpíadas de Londres, em 2012.

“A Copa vai acontecer em 12 estados e, além das obras nos estádios, vamos atuar também em projetos nas áreas de transporte, hotelaria, gastronomia e na remodelação de aeroportos”, completa Couto.

Fonte: Monitor Mercantil

Seguro de pessoas acumula R$ 10,1 bi e cresce 13,40% até agosto

O mercado de seguros voltados para pessoas (prestamistas, educacionais, vida individual e grupo, entre outros) acumulou R$ 10,1 bilhões de janeiro a agosto, expansão de 13,40% sobre o mesmo período do ano anterior, quando movimentou R$ 8,9 bilhões em prêmios. No período, o seguro de vida individual atingiu R$ 706,7 milhões, alta de 37,97%. O maior volume de vendas de seguros de vida individual deve-se ao aumento de renda e à oferta de crédito, principalmente para as classes C e D, que ascenderam e estão tendo mais acesso ao consumo. Os dados são da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi) e os números consolidados têm como base as informações coletadas pela Superintendência de Seguros Privados (Susep). O levantamento não inclui o VGBL.

Segundo a FenaPrevi, os seguros prestamistas cresceram 20,56% no acumulado e movimentaram R$ 2,1 bilhões. Outro seguro que também cresceu foi o de acidentes pessoais coletivo, acumulando R$ 1,6 bilhão com um crescimento de 20,45%. Em relação a sinistros retidos, o volume desembolsado pelas seguradoras no acumulado de janeiro a agosto de 2010 foi de R$ 3,1 bilhões, alta 7,38%.

Quanto ao ranking das seguradoras no acumulado de janeiro a julho no segmento de seguros de pessoas, a Bradesco ocupa o primeiro lugar, com 17%, seguida pela Itaú (15,64%); Aliança do Brasil (10,25%); Santander (9,30%); Mapfre (7,50%); HSBC (4,35%); MetLife (4,03%); Caixa Seguros (3,82%), SulAmérica (2,87%); Tokio Marine (2,84%). As demais seguradoras representaram 22,40% dos prêmios de seguros.

Fonte :Monitor Mercanti

Bradesco Seguros faturou R$ 22,056 bilhões nos segmentos de seguros, previdência e capitalização

Esse faturamento mantém o Grupo Segurador na liderança do mercado de prêmios de seguros, rendas de contribuição e receitas de capitalização. Segundo informações da Susep**, o Grupo detém hoje cerca de 25% de participação no mercado. Na última terça-feira, 26 de outubro, o Instituto Datafolha apontou, pela nona vez consecutiva, a marca Bradesco Seguros como a mais lembrada do país – top of mind – na categoria “seguradora”, em pesquisa realizada com milhares de pessoas em todo o território nacional.

O lucro líquido, no período, totalizou R$ 2,125 bilhões, a rentabilidade no mesmo período ficou em 26,56% e a participação do Grupo Bradesco Seguros no resultado do Banco foi de 30%.

O lucro líquido do Grupo Segurador, em agosto de 2010, representava 38,07% do lucro líquido de todo o mercado segurador brasileiro e 47,39% do lucro líquido de seguradoras ligadas a Banco Privado (Fonte: Susep).

O total pago em indenizações e benefícios atingiu R$ 15,458 bilhões, 17,67% a mais que os R$ 13,137 bilhões registrados nos primeiros nove meses de 2009, o Grupo Bradesco Seguros contabiliza 34,632 milhões de clientes entre segurados, participantes de planos de previdência complementar aberta e portadores de títulos de capitalização. O crescimento foi de 14,15% em relação a 2009.

O volume de provisões técnicas alcançou R$ 82,363 bilhões, contra R$ 71,400 bilhões no mesmo período de 2009. O montante das provisões do Grupo corresponde a 31,15% das reservas do mercado segurador nacional, conforme informações da Susep**. Os ativos financeiros passaram de R$ 79,875 bilhões em setembro de 2009, para R$ 92,599 bilhões em setembro de 2010. Nos primeiros nove meses deste ano, o Grupo Bradesco Seguros registrou crescimento de 21,11 % no VGBL; 12,87% em Contribuição de Previdência; 25,56% em Capitalização; 22,32% no faturamento do ramo Saúde; 16,70% em Vida; e 23,82% em Auto e RE.

** Dados acumulados até agosto de 2010.

A agência de classificação de risco Fitch Ratings elevou, em junho de 2010, o rating Internacional de Força Financeira (FFS) da Bradesco Seguros de BBB+ estável para BBB+ perspectiva positiva, e manteve o ratings em escala nacional ‘AAA(bra) com perspectiva estável’. Esta classificação é reflexo da força financeira e do forte suporte do controlador do Grupo Bradesco Seguros, Banco Bradesco.

A agência de classificação de risco Standard & Poor’s aumentou o rating Nacional da Bradesco Seguros de brAA+/ Positiva para brAAA/ Estável. Destacou-se o sólido padrão de proteção financeira e patrimonial que a empresa garante a seus clientes.

Grupo Bradesco Seguros

O Grupo Bradesco Seguros é hoje o maior conglomerado de seguros da América Latina, com atuação em âmbito nacional nos segmentos de seguros, capitalização e previdência complementar aberta. Em 30 de setembro, o Grupo Bradesco Seguros estava composto pelas seguintes sociedades: Bradesco Seguros S.A., Bradesco Auto/RE Companhia de Seguros, Bradesco Saúde S.A., Odontoprev S.A., Atlântica Companhia de Seguros, Bradesco Argentina de Seguros S.A., Bradesco Vida e Previdência S.A., BMC Previdência S.A, Alvorada Vida S.A, Bradesco Capitalização S.A., Atlântica Capitalização S.A. e Mediservice – Administradora de Planos de Saúde S.A. Além do atendimento pela rede de mais de 3,5 mil agências do Banco Bradesco, possui 334 dependências em todo o país e conta com a parceria de 34 mil corretores de seguros.

Fonte: Grupo Bradesco Seguros