Arquivo da categoria: Mercado de Seguros

Seguradora estatal

O governo resolveu criar mais uma estatal, desta vez uma seguradora, e não quer saber de contestações. Não haverá recuo, garantiu o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Segundo ele, o setor privado é incapaz de atender às necessidades de seguros do País. Essa opinião é refutada por empresários e especialistas, mas o ministro não apresenta um só argumento para sustentar sua afirmação. A decisão foi tomada, e isso basta. Mas a reação do mercado e dos meios de comunicação já produziu pelo menos um efeito. Pelo plano inicial, a empresa seria criada por meio de medida provisória. Essa ideia foi abandonada e o Executivo deverá mandar ao Congresso um projeto de lei. A empresa só existirá legalmente depois de aprovado e sancionado o projeto. Mas essa mudança, embora positiva, não torna a ideia mais defensável.

Segundo o governo, a nova companhia ? Empresa Brasileira de Seguros (EBS) ? é necessária para garantir os grandes projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), as obras vinculadas à Copa do Mundo e à Olimpíada e também as exportações de produtos com valor agregado. Mas o texto encaminhado à Casa Civil estabelece um campo muito mais amplo de atuação.

Segundo esse texto, a empresa deverá oferecer todos os tipos de seguros e concorrerá amplamente com o setor privado. Esse detalhe, segundo uma fonte do governo, foi corrigido, mas a extensão da mudança não foi esclarecida. Segundo especialistas em seguros, nem mesmo para as obras do PAC, da Copa e da Olimpíada é necessária uma seguradora estatal. O mercado, argumentam, tem capacidade financeira mais que suficiente para atender às necessidades. Muito menos justificável, portanto, será a atuação de uma empresa estatal em outras áreas do seguro.

A criação da EBS, afirmou o ministro, será essencial para a operação do Eximbank nacional, o agente financeiro encarregado de financiar exportações. O próprio Eximbank não poderia cuidar do seguro das operações de comércio exterior. Novamente o ministro apresentou uma alegação sem sustentá-la.

De toda forma, sua afirmação vale como um alerta e justifica uma pergunta: quantas novas estatais serão necessárias, segundo os petistas, para apoiar a expansão das exportações brasileiras? A criação de um canal de financiamento especializado em exportações é justificável com base na experiência de grandes potências comerciais e também do Brasil. Bancos estatais já realizam essa tarefa e um Eximbank, presumivelmente, poderá executá-la com maior eficiência. Mas isso não justifica a existência de uma estatal como a EBS.

O ministro da Fazenda prometeu chamar o setor privado para discutir. Mas o convite será essencialmente uma esperteza. A decisão de enviar a proposta ao Congresso já está tomada, segundo Mantega, e não será alterada. Logo, a discussão servirá acima de tudo para legitimar a criação da EBS. O governo já ganhará um lance antes de mandar o texto ao Legislativo. Afinal, o grande problema não é a forma de operação da empresa: é a sua existência.

Até agora, o governo foi incapaz de apresentar um único argumento econômico ou técnico para justificar a criação de uma seguradora estatal. A decisão de privatizar o Instituto de Resseguros do Brasil (IRB) foi acertada, embora tardia. A criação da EBS será um retrocesso.

Como não há razão econômica ou técnica para a formação dessa empresa, a decisão do governo só é inteligível se outras motivações forem consideradas. Não se trata, como ficou claro, de ocupar um espaço ainda vazio por incapacidade ou desinteresse do setor privado.

Empregar amigos da corte é o motivo mais óbvio e talvez nem seja o mais prejudicial. O setor de seguros, como já se viu no caso do IRB, pode ser um terreno propício a malandragens, quando a empresa não está sujeita a controles estritos nem à concorrência. Além disso, uma companhia como a EBS pode ser um instrumento poderoso de pressões, de barganhas e de jogadas tanto financeiras quanto políticas. O cardápio das tentações será amplo e apetitoso.

Fonte Estadão



Chubb inaugurou central de negócios em São José dos Campos e amplia atuação nacional

A Chubb do Brasil, uma das maiores operações da The Chubb Corporation fora dos Estados Unidos e a maior da América Latina, consolida sua atuação nacional com a abertura de uma central de negócios em São José dos Campos para atender os corretores da Região do Vale da Paraíba. A inauguração do novo escritório ocorreu em junho e marca o início de uma fase de investimento da companhia na região. Atualmente, a empresa possui cinco filiais e 44 centrais de negócios que atuam em conjunto na distribuição dos produtos da Chubb.

A decisão de intensificar os negócios nesta região leva em consideração o potencial do mercado e a experiência do novo representante, Marcelo Isikawa, radicado no Vale do Paraíba há vários anos. “Estou convicto de que a parceria com a Chubb Seguros será extremamente positiva e promissora, com inúmeras possibilidades para a prospecção de novos clientes. É uma imensa satisfação estreitar os laços com uma companhia sólida, transparente e referência no segmento”, afirma Marcelo.

A central de negócios terá como foco os produtos voltados a pessoas físicas, direcionados para automóveis de luxo, residências de alto padrão e embarcações de recreio, além de manter à disposição dos clientes todo portfólio de produtos da seguradora. A Chubb é pioneira no Brasil em oferecer seguros diferenciados para pessoas de alta renda e possui experiência mundial neste segmento, agregando exclusividade e atendimento personalizado. “Por meio dessa parceria, vamos intensificar nossa atuação e fortalecer a marca Chubb nessas localidades. A unidade também reafirma a política da companhia de sempre promover uma fusão com os corretores”, disse Gustavo Onizuka, executivo de contas da Chubb.

..

Fonte: Approach

Bradesco Capitalização lança título em homenagem ao cinquentenário de Ayrton Senna

A Bradesco Capitalização, a maior companhia privada do país em sua área de atuação, lança o título de capitalização “Pé Quente Bradesco Ayrton Senna 50 anos”. É mais uma iniciativa da empresa em parceria com o Instituto Ayrton Senna, que está realizando uma série de ações para comemorar o ano em que o ídolo nacional completaria 50 anos.

O “Pé Quente Bradesco Ayrton Senna 50 anos” pode ser adquirido por apenas R$ 50 mensais e o cliente concorre a prêmios de R$ 50 mil* toda semana. Além do prêmio em dinheiro, o vencedor do sorteio do último sábado de cada mês ganha um prêmio especial: uma miniatura do capacete dourado pintado por Sid Mosca, famoso criador de identificação visual de capacetes, para comemorar os 50 anos do tricampeão. Os sorteados que não quiserem o capacete podem escolher receber o valor em dinheiro, correspondente a R$ 2 mil*. * valor líquido descontado de IR

Parceria Bradesco Capitalização e Instituto Ayrton Senna – O “Pé Quente Bradesco Instituto Ayrton Senna” foi o primeiro produto lançado, em 2005, em parceria com o Instituto Ayrton Senna. O título destina parte dos recursos arrecadados para o Instituto, que atua na criação de oportunidades para que crianças e jovens desenvolvam os seus potenciais, por meio de uma educação para o desenvolvimento humano dentro e fora da escola.

Com market share de 20%, a Bradesco Capitalização faz parte do Grupo Bradesco de Seguros e Previdência, o maior conglomerado de seguros da América Latina com atuação em âmbito nacional. A empresa encerrou o primeiro trimestre de 2010 com uma carteira de 16 milhões de títulos ativos e 2,5 milhões de clientes.

fONTE: Revista Fator
03/07/2010 – 07:54

Porto Seguro investe em atendimento e produtos para ampliar negócio

Rio de Janeiro – O mercado de seguros atual é tão competitivo que faz com que qualquer empresa que ofereça apenas uma assistência básica não tenha chances de crescer no segmento. As maiores seguradoras do Brasil investem pesado em serviços diferenciados, produtos criativos e ações de marketing que fazem o consumidor esquecer de que o seguro é para ser usado quando algo de ruim acontece.

A Porto Seguro se tornou a seguradora líder no segmento auto no Brasil apostando nesta receita. Fundada em 1945, a empresa possui hoje oito mil funcionários, 23 mil corretores, mais de seis milhões de clientes, uma subsidiária no Uruguai e ainda uma outra empresa do ramo, a Azul Seguros. Apesar de os números serem muitos, o investimento em novos produtos e parcerias, como a com o Itaú Unibanco, visa ampliar ainda mais esse sucesso.

Entre os produtos além do seguro estão o cartão de crédito da empresa, que pode ser usado por quem não é segurado, consórcio de automóveis e de aparelhos para consultórios odontológicos, proteção e monitoramento de residências, plano de previdências e serviços para condomínios.

Empresa de atendimento

Embora a ampliação do portfólio tenha sido feita para conquistar novos clientes, o trabalho principal da Porto Seguro é para fidelizar os já segurados por meio de atendimento e serviços diferenciados. “Trabalhamos para prestar serviços que superem a expectativa do cliente e transcenda a ideia de um simples seguro, já que seguro qualquer empresa vende. Nós vendemos atendimento, segurança e tranquilidade”, conta Fabio Luchetti, CEO da seguradora, em entrevista.

Para conseguir um atendimento de excelência, o executivo garante que o segredo é o modelo de gestão praticado pela Porto. “Somos rigorosos quanto à seleção de nossos funcionários. Além disso, nosso trabalho é para que eles se sintam felizes, para transmitir essa felicidade aos clientes”, afirma Luchetti.

Estar presente no dia a dia do consumidor é essencial para que ele não se lembre apenas da marca nos momentos complicados. Os segurados podem contar com serviços gratuitos para suas residências, como chaveiro e encanador, motoristas que levam carros de segurados para a inspeção, benefícios em estacionamentos e descontos em eventos e restaurantes. “São formas que encontramos para tangibilizar o seguro”, explica Tanyze Marconato, coordenadora de marketing da Porto Seguro.

Bicicletas: um novo negócio

Apesar de a empresa não pensar apenas nos momentos críticos para os segurados, quando eles acontecem o socorro tem que chegar rápido. Para agilizar esse processo, em casos em que não há necessidade de um guincho, o atendimento chega por meio de bicicletas elétricas.

O negócio começou com alguns mecânicos atendendo a chamados mais simples de problemas como uma troca de pneu ou uma recarga de bateria. A iniciativa deu tão certo que a Porto Seguro resolveu investir e desenvolveu bicicletas elétricas, que podem recarregar diretamente o veículo com problema.

A novidade fez tanto sucesso que a empresa produziu uma série de bicicletas para comercializar. Em 2009 foram vendidas 300 unidades. “Noventa e nove porcento dos nossos atendimentos feitos por meio das bikes dão resultado positivo” afirma Tanyze.  Além disso, uma ação realizada em parceira com o metrô de São Paulo reforma os bicicletários das estações da cidade.

Fonte: Portal Exame,30/06/2010 | 19:08