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Justiça condena Itaú Seguros a pagar R$ 12 mil de indenização a vítima de acidente

A titular da 9ª Vara Cível da Comarca de Fortaleza, juíza Ana Luiza Barreira Secco Amaral, determinou que a Itaú Seguros S/A pague R$ 12.138,75 a A.C.B., vítima de acidente de trânsito.

Esse valor é referente ao Seguro Obrigatório de Danos Pessoais causados por veículos automotores (DPVAT). A decisão foi publicada no Diário da Justiça Eletrônico da última sexta-feira (09/07). Consta nos autos que, em outubro de 2007, A.C.B. pilotava sua moto, na cidade de Crateús, quando colidiu com outro veículo.

O motoqueiro apresentou laudos médicos atestando que, devido ao acidente, sofreu lesão corporal grave. Ele afirmou que buscou, junto à seguradora, o recebimento do seguro para casos de invalidez permanente, no valor de 40 salários mínimos, como estabelecido pela legislação que regula o setor. A quantia, à época, correspondia a R$ 13.500,00. A empresa, porém, pagou apenas o valor de R$ 1.181,25. Em agosto de 2009, A.C.B. ingressou com ação de cobrança contra a Itaú Seguros S/A, buscando receber o restante do seguro, no valor de R$ 12.138,75, com correção monetária e juros de 1% ao mês, contado desde a data do pagamento parcial da quantia devida. A empresa argumentou, no processo, que as perícias realizadas mostraram que o autor da ação apresentou, após o acidente, “invalidez permanente parcial incompleta de um membro”. Afirmou, também, que ele só teria direito a receber os R$ 13.500,00 se a invalidez fosse completa. “Tentar pleitear indenização integral por evento parcial é contrário ao nosso sistema e evidente tentativa de enriquecimento ilícito”. Na decisão, a juíza considera que a legislação não diferencia o grau de invalidez, devendo a empresa pagar a quantia devida ao autor da ação. Em relação aos juros de 1% sobre o valor fixado, a magistrada determinou que sejam contados a partir da data da citação da ré, e não do pagamento parcial, como requeria A.C.B..

Fonte: TJ/Ceará

empresas se mobilizam contra companhia estatal de seguros

Setor vai propor ao Ministério da Fazenda a criação de um fundo que serviria de limite adicional como alternativa

Entidades representativas das empresas de seguro e resseguro estão se mobilizando contra a tentativa do governo de criar uma seguradora estatal para garantir o cumprimento das obras do PAC.

Na semana que vem, a Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização vai propor ao Ministério da Fazenda, como alternativa, a criação de um fundo que serviria de limite adicional ao mercado.

O presidente da entidade, Jorge Hilário, disse estar perplexo com a possibilidade. “É um péssimo sinal para as empresas que já vieram para o Brasil. No mercado segurador, no mundo inteiro, não existem estatais. É jabuticaba.”

Ele rechaça a alegação do governo de que as seguradoras e resseguradoras não teriam capacidade de absorver os riscos de grandes obras de infraestrutura.

Fonte: Ig Economia

“Segurobrás” Criar mais uma estatal, no fim do governo, é um absurdo

A ideia do governo de criar uma estatal no ramo de seguros é horrorosa. O Brasil vinha reduzindo o número de estatais, porque provocavam o aumento do déficit público, distorções e nomeações políticas. No fim do governo, não é hora de inventar, mas resolver o que ficou pendente.

Há ainda uma questão concreta: o seguro existe para que? Para não ficar com todo o risco. O governo nas suas obras vai contratar um seguro com uma empresa dele mesmo? Todo o risco vai ficar concentrado e a vantagem de se fazer um seguro se perde, porque a ideia é dividir com outro, no caso o setor privado, o risco.

No governo Lula, houve o fim do monópólio do resseguro no Brasil, que foi um passo importante, modernizador. Isso permitiu que várias empresas estrangeiras viessem ao Brasil, o que é bom.

O governo está estatizando todos os empreendimentos e, agora, estatiza o seguro. Essa empresa vai atuar em segmentos atendidos pelo setor privado.

O estado tem de regular, não vender seguro. Mas na reta final, começa a tomar esse tipo de decisão controversa. O custo é invisível, mas existe. Vai se criar uma burocracia, que demandará recursos públicos.

Quem viu a tragédia da hiperinflação sabe o quanto essas decisões insensatas vão minando a economia do país. É muito arriscado criar no final do governo uma nova estatal. Impressionante o grau de insensatez deste período final do governo Lula.

Ser criada por medida provisória é um absurdo a mais, porque não há essa emergência. Por tudo, essa decisão é muito ruim.

Fonte: Globo.com

Antes de sair de férias, é importante contratar seguro de viagem

Se você vai contratar um seguro de viagem, é bom ouvir antes quem entende do assunto. O mês de julho combina com férias. Férias combinam com tudo – menos com dor de cabeça
Foram dez dias em Paris. Em vez de fotos, Nirena trouxe exames médicos. Ela teve uma pneumonia durante a viagem. A nora da aposentada tentou contato com a seguradora que deveria prestar assistência médica enquanto elas estivessem no exterior. Não conseguiu.

“O telefone que nos foi passado é de urgência. Mas não funcionou”, reclama a enfermeira Márcia Salgado.

Os seguros de viagem podem cobrir despesas com assistência médica, remédios, extravio de bagagem e outros imprevistos que possam ocorrer enquanto a pessoa estiver longe de casa. Para alguns países da Europa, é obrigatório.

“É importante que o passageiro leia as normas, o que cobre, para se familiarizar com o seguro”, diz Colombo Cialdini, da Associação Brasileira Agentes de Viagem.
O mais importante: só deve sair com todas as condições descritas no papel. A advogada Telma Valério explica que se, o contrato não for respeitado, o consumidor deve ser ressarcido.

As empresas aéreas também podem disponibilizar seguros de viagem, mas esse serviço deve ser opcional, e isto deve estar claro para o consumidor. Iracema Rocha, que adora viajar, toma todos os cuidados para sempre voltar com boas recordações na bagagem.

“Se você faz, é ótimo não precisar. Se não faz, precisando, é muito complicado”, diz a agente de viagem Iracema Rocha.

Fonte: G1