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Susep recebe demanda estrangeira uma vez por semana

O mercado de seguros está com a faca e o queijo nas mãos. É com esta expressão que o superintendente da Susep, Paulo dos Santos, define o que ele chama de “momento mágico” do setor. Para 2010, as expectativas dele é que a indústria de seguros atinja expansão entre 14% e 15%, apesar da autarquia trabalhar com índices menores de crescimento. “No primeiro quadrimestre deste ano, tivemos incremento de 20% perante o mesmo período do ano passado, reflexo da retomada da economia. O desempenho anual será um pouco abaixo disso, com todas as carteiras com perspectivas positivas”, afirma ele. “Os dois extremos da pirâmide – grandes obras e seguros populares – são os ramos com maiores chances de aumento em 2010″. Além disso, as carteiras de automóvel, vida, prestamista, residencial, que tem ganhado maior popularização nos últimos anos, e seguros de viagens também devem apresentar bons resultados neste exercício.

O interesse de grupos nacionais e, principalmente, internacionais no mercado de seguros brasileiro sustenta as projeções otimistas do superintendente. Segundo ele, além das companhias que estão em processo de análise para obter o aval da Susep, mais seis seguradoras contataram o órgão regulador para obter informações sobre a burocracia do setor, praticamente uma por semana. Algumas não são mundialmente conhecidas, mas têm operação focada em um determinado país no exterior. “Recentemente, recebemos a visita de uma comitiva de Israel com interesse em seguros massificados. Dessas seis companhias, quatro estão de olho nesta carteira”, informa ele. Na opinião do superintendente, os seguros populares são um bom filão a ser explorado e ao que parece as seguradoras entenderam o recado. A Allianz Seguros já se prepara para operar em microsseguro no ano que vem, ramo do qual é líder global. A Bradesco Seguros tem projetos nas favelas da Rocinha (RJ) e do Heliópolis (SP). Até a CNSeg já faz uma espécie de laboratório no morro Dona Marta (RJ).

Na área de resseguros, a demanda é ainda maior. Desde a quebra do monopólio estatal – há dois anos -, 118 companhias, sendo 86 resseguradoras e 32 brokers, já aportaram no Brasil. “O número ultrapassa a quantidade de seguradoras”, raciocina Santos.

Sobre a Empresa Brasileira de Seguros (EBS), o superintendente, embora desconheça o projeto – a autarquia não foi chamada pelo Ministério da Fazenda para debater o assunto -, lembra que o tema está apenas em discussão e que caso a Medida Provisória que prevê a criação da seguradora estatal demore mais de seis meses para ser aprovada, poderá caducar. “Ela não pode ser mais reeditada infinitamente”, lembra ele. Foi o que aconteceu, no dia 1º de junho, com a MP 478/09, que discorre sobre a extinção da apólice do seguro habitacional do Sistema Financeiro da Habitação e muda a legislação tributária das regras de preços de transferências.

Fonte:Revista Apólice
23/06/2010

criticas ao projeto que proíbe uso do CEP para cálculo do preço

Gerou grande polêmica na comunidade do CQCS a notícia segundo a qual está avançando na Câmara o projeto de lei que proíbe as seguradoras de utilizarem o endereço residencial do consumidor como fator de risco para efeito de cálculo e estipulação do valor do prêmio do seguro de automóveis. A maioria dos comentários é contra a proposta.

Segundo o corretor Edmilson Geraldo Ferraz, antes de apresentar um projeto desse tipo, o deputado deveria aprofundar seus conhecimentos sobre o tema. “É um projeto populista e sem base técnica, além de ser retrógrado. Aos mais novos informo que há 20 anos era assim que o seguro funcionava no Brasil e evoluiu acertadamente para o modelo que temos hoje”, comentou.

Já Leonardo Umbelino dos Santos, entende que não é razoável a afirmativa do deputado para justificar sua proposta. “Particularmente, acho que algumas interferências do estado nos diversos mercados não beneficiam as relações comerciais. Muitas vezes até prejudicam. Neste caso, em especial, acho que os mais penalizados serão aqueles que hoje se beneficiam do desconto por morarem em uma área de menos risco. Ao invés de reduzir o custo dos que pagam mais pelo seguro de auto, a tendência é que se aumente o prêmio dos que pagam menos”, frisou.

Por sua vez, Rafael Lopes Ferreira, acredita que é, no mínimo, inoportuna a interferência do deputado nessa questão. “Há que se levar em conta todo o quadro do sistema de seguros que está  instalado no país, para se tomar alguma decisão quanto a possíveis mudanças, seja qual for a carteira a ser alterada. É utópico pensar que todos os riscos precisam ser iguais para atender aos preceitos constitucionais, mesmo porque a realidade não está no papel. Longe disso”, destacou.

Posição idêntica tem o corretor Edson Ianello, para quem os corretores não podem permitir qualquer exagero por parte das seguradoras. “Mas daí a achar que tudo é direito adquirido não tem sentido. Todos os dias tomamos conhecimento de novos projetos, alguns totalmente atípicos para o nosso mercado. Estamos correndo o risco das seguradoras retirarem a análise dos locais de maior risco, e nivelar as taxas por cima, ou seja, todos nós pagaremos pelo maior preço”, advertiu.

Outro profissional preocupa com as possíveis consequências da aprovação desse projeto é Ricardo Augusto Magalhães. Para ele, as seguradoras poderão passar a precificar uma cidade ou região pelo CEP mais caro, “independente de onde mora o cliente”.

Mais enfático foi o corretor Paulo Osvaldo Dias, segundo o qual “politico gosta de fazer proposta com pires dos outros”. Para ele, o mercado precisa de mudanças, mas não a proposta pelo parlamentar. “O que se precisa fazer é regulamentar o mercado, acabando com cooperativas, prepostos de pastinha e o registro de aluguel”, sugeriu.
Data: 17.06.2010 – Fonte: CQCS/Jorge Clapp

Cuidado com o Seguro vendido pela Internet

O seguro contratado através da Internet pode ser uma decepção e uma tremenda dor de cabeça na hora da indenização.

Na hora de contratar o seguro do automóvel, em muita das vezes, a grande preocupação do proprietário é conseguir o menor preço, pesquisando através da Internet ofertas de várias companhias e caprichando no preenchimento da declaração do próprio perfil. “Mas quem foge da realidade e não tem uma consultoria e assessoria por parte de um profissional corretor de seguros pode pagar caro ou ter uma tremenda dor de cabeça quando tiver que acionar o seguro”.

A orientação que nós, corretores de seguros, prestamos a este tipo de consumidor é para analisarem com bastante cuidado as propostas em todos os aspectos, para não se arrependerem depois. Muitos consumidores não entendem o significado do termo “franquia” , APP, RCF (DM) e (DC), e nem a sua aplicabilidade quando da ocorrência de um possível sinistro e poucos se importam com os seus valores, por exemplo. Outros fatores, tais como, condutor principal, condutores eventuais, se o veículo será conduzido por filhos de 18 a 24 anos, não são observados e nem respondidos com precisão por parte do futuro segurado.

Aqui fica um alerta aos consumidores de seguro, o contrato de seguro correto não é o de valor mais barato, mas sim o que oferece a melhor relação entre a franquia, informações precisas no tal perfil e o custo final do seguro. Também é preciso ser sincero ao dizer que o carro não será dirigido por filhos entre 18 e 24 anos e outras perguntas, só para conseguir um bom desconto. Caso aconteça um sinistro com o veículo segurado e o seu condutor estiver nesta faixa etária, a seguradora não irá cobrir o prejuízo.

Um dos principais questionamentos por parte do consumidor é qual a razão do valor do prêmio das apólices de seguros variam tanto de um dia para outro, e também, de uma seguradora para outra seguradora.

Aqui vale um destaque, as seguradoras trabalham mais com os próprios índices de sinistralidade do que pela média de preço praticada pelo mercado segurador. A lógica atribuída pelas companhias seguradoras é dividir o prejuízo de um determinado modelo por todos os proprietários desse modelo que são seus clientes. Por isso, um carro pode ter um índice menor em uma companhia e maior em outra. Na média, os carros de seguro mais caro, em qualquer companhia, são os mais visados por ladrões e esportivos.

A nossa orientação é a seguinte: Seguro só com Corretor de Seguros.

Dorival Alves de Sousa
Presidente do SINCOR-DF
dorival@sincordf.org.br
Sindicato dos Corretores de Seguros, Empresas Corretoras de Seguros, Capitalização e Previdência Privada no Distrito Federal.
Data: 17.06.2010 – Fonte: Sincor-Am-RR

Dano ambiental exige seguro apropriado

Coberturas em geral são pequenas em relação ao potencial de prejuízo que as empresas podem causar

O recente vazamento de petróleo no Golfo do México mostra a necessidade da contratação de apólices de seguros com coberturas para danos ambientais mais realistas, afirma o advogado James Clark.

No Brasil, há alguma obrigação de contratação de cobertura para danos ambientais nas apólices contratadas pelas companhias?

No Brasil não há obrigatoriedade, fica a critério das empresas, tanto a contratação quanto o valor da cobertura. O que temos é o seguro de responsabilidade civil (RC). O problema é que ele acaba gerando litígios, pois num seguro de RC a culpa da empresa tem que ser comprovada para que a seguradora pague a indenização.

Acontece que a legislação brasileira diz que em qualquer acidente envolvendo a empresa, independentemente da culpa, ela é a responsável.

Qual é a lição que as empresas podem tirar do vazamento da British Petroleum?

A necessidade de as empresas contratarem coberturas mais apropriadas. Uma cobertura de R$ 100 milhões para uma plataforma de petróleo, por exemplo, não é nada perto dos danos ao meio ambiente que ela pode causar num acidente. Isso porque os prejuízos podem chegar na casa do bilhão.

Apólices com valores maiores aumentariam a vigilância sobre as operações das empresas

Seguradoras e resseguradoras estariam mais focadas em exigirem certificações, controle das operações e previsões de danos ambientais, que poderiam ajudar a evitar um acidente de grandes proporções.

“Coberturas maiores aumentariam a vigilância das seguradoras sobre as operações das empresas”
Data: 18.06.2010 – Fonte: Brasil Econômico | Opinião | BR