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Allianz na Formula 1

Entrevista de Ariane Landim, executiva de marketing da Allianz no Brasi, à  Revista Voce S/A

A Fórmula 1 e o seguro

O circo já está todo pronto para o Grande Prêmio de Fórmula 1 no Brasil. Dia 6 temos treinos e dia 7 a grande corrida. Tantas emoções. A prova poderá definir o campeão mundial de Fórmula 1 de 2010. E tantos riscos. São 150 mil pessoas entre sexta-feira e domingo. Pilotos a uma velocidade próxima a 300 quilômetros por hora. Mais de 850 toneladas de equipamentos 3 mil toneladas de arquibancadas. E tudo tem de estar desmontado logo após o fim da corrida para seguir para os Emirados Árabes, onde acontecerá a próxima disputa.

Por isso, o principal evento automobilístico é um ambiente propício para as seguradoras aprenderem e ensinarem sobre gerenciamento de risco para que tudo dê certo nesse grande show. A alemã Allianz tem o seu nome estampado em várias partes do circuito. “Desde 2000 patrocinamos a F-1, quando começou a parceria com a  AT&T Williams F1 e em 2007, a Allianz  tornou-se parceira mundial oficial da Fórmula 1, com maior foco em segurança”, diz Ariane Landim, executiva de marketing do grupo no Brasil. Veja abaixo os principais trechos da entrevista concedida ao blog SEGURO SA.

Blog Seguro S/A: Qual a relação entre seguro e Fórmula-1?
Ariana Landim: A Fórmula 1 é a categoria máxima do automobilismo mundial. É uma categoria de alta performance e ao mesmo tempo, muito segura. Os carros chegam a mais de 300 km por hora e mesmo assim a taxa de acidentes é baixa e quando eles acontecem, os pilotos quase sempre não sofrem ferimento graves. A F1 é uma grande pista de teste para equipamentos de segurança que depois são adotados pela indústria automobilística em geral. Ou seja, tem tudo a ver com o seguro, pois o conhecimento gerado nas pistas é de alguma forma incorporado nas ruas, e ajuda a prevenir e minimizar sinistros, ou acidentes. Vejamos o exemplo dos cintos de segurança, o uso de áreas de escape nos traçados, etc.

S. S/A: Por que a Allianz apoia a Fórmula-1?
A.L.: Acreditamos que esse esporte seja uma das maneiras mais efetivas de atrair atenção para o assunto da segurança nas estradas e no trânsito, e contribuir para modificar o comportamento dos motoristas em escala global. A F1 acontece em 20 países e tem uma audiência global. Ou seja, é uma grande vitrine pra esse tema. Afinal, temos 50 milhões de motoristas segurados em todo o mundo e consideramos a Fórmula 1 a plataforma ideal para comunicarmos a importância da segurança automotiva.

S. S/A: Mas a proposta vai além do marketing, acredito.
A.L.: Sim. Para se ter uma idéia, nas estradas brasileiras, a cada 25 acidentes uma pessoa morre, segundo dados da Polícia Rodoviária Federal. – Mas esse não é um problema do país. Por dia, mais de 3 mil pessoas morrem no mundo em acidentes automotivos e, para especialistas no assunto, as estatísticas tendem a se agravar se não houver uma conscientização do quanto é necessário priorizar a segurança nas estradas e nas vias públicas. Como somos do mercado segurador, convivemos diariamente com os índices de acidentes automobilísticos. Por este motivo, não é possível adotar uma postura passiva e a maneira como a F1 gerencia o risco traduz perfeitamente a proposta da Allianz.

S.S/A: Há quanto tempo a Allianz se dedica a prevenir riscos?
A.L.: A Allianz faz pesquisa de prevenção de riscos há mais de 70 anos, no seu Centro de Tecnologia Allianz. Ao criar a Divisão Automotiva do Centro em 1971, o Grupo Allianz passou a ter um foco ainda maior na parte de acidentes automotivos. Essas pesquisas e testes visam a auxiliar a indústria automobilística a detectar possíveis falhas a fim de aprimorar os itens de segurança dos veículos.

S. S/A: Mas este centro está ligado a F-1?
A.L.: Há compartilhamento de informações entre a F1 e o nosso Centro de Tecnologia. As pesquisas desse Centro são compartilhadas também com as subsidiárias como o Brasil e nosso próximo passo será intensificar essa relação a fim de contribuir de forma mais efetiva com a segurança dos mais de 750 mil segurados Allianz Auto em todo o território nacional e com a sociedade brasileira em geral.

S. S/A: O que temos de novo em 2010?
A.L.: Em 2010, mais uma ação de visibilidade voltada para o tema da segurança foi implementada. A partir do GP de Cingapura, O safety car e os veículos de socorro médico passam a ter a marca da Allianz, reforçando ainda mais a nossa relação com a prevenção de riscos.

S. S/A: Que tipo de seguros são contratados?
A.L.: Uma das coberturas mais comuns na área de grandes eventos é a de Responsabilidade Civil (RC) que, em geral, cobre danos materiais e corporais. No caso da Fórmula 1 há os seguros diretos: as coberturas incluem o “no show”, essa apólice cobre os custos, despesas e a perda de lucro caso um evento seja cancelado ou adiado por conta de uma ocorrência que fuja do controle dos organizadores. Além de danos causados aos equipamentos da corrida, responsabilidade civil,  danos a terceiros e acidentes pessoais.

S. S/A: Quem contrata os seguros?
A.L.: Os seguros são contratados pelos agentes organizadores e participantes dos eventos: organizações esportivas globais (como a Federação Internacional de Automobilismo), comitês organizadores locais, emissoras de TV, patrocinadores, contratantes de merchadising, companhias de viagens, hotéis, entre outros. Também estão disponíveis os seguros indiretos: além das coberturas de cancelamento e responsabilidade civil, são contratadas várias outras apólices, como de responsabilidade civil de administradores (D&O), patrimonial, seguro de equipamentos e de transportes.

S. S/A: Se um piloto morrer tem seguro?
A.L.: Sim, há o seguro de vida do piloto.

S. S/A: E se um pneu da Ferrari voar na arquibancada e machucar alguém?
A.L.: É acionado o seguro de responsabilidade civil contratado pelo próprio evento.

Palmeiras promete oficializar seguro da Arena na terça

Após reunião com diretores e advogados da WTorre nesta sexta-feira, a diretoria do Palmeiras prometeu oficializar a apólice do seguro de performance da Arena Palestra Itália na terça-feira. O documento será apresentado a oposicionistas.

– Demos uma boa caminhada. Os advogados conversaram e isso deve sair na terça – afirmou o diretor administrativo, José Cyrillo Jr.

A oposição cobrou explicações e protocolou carta no Conselho Deliberativo ameaçando interromper as obras.

Antônio Augusto Pompeu de Toledo, presidente do COF (Conselho de Orientação e Fiscalização) do clube, também participou da reunião. O prazo para a oficialização vai até o dia 15.

A UBF é a empresa que está fazendo o seguro de performance. A oposição questiona que o nome do clube não aparece no contrato como beneficiário, mas sim o Banco do Brasil, que financia parte da obra. A WTorre foi acionada para dar todas as respostas pedidas.

– Não tenho a menor preocupação com isso – afirmou Cyrillo.

Com o seguro oficializado, parte da arquibancada será demolida. As obras seguem em andamento dentro do clube. A oposição questiona até que a responsável pelas demolições não seria a WTorre, e sim o Palmeiras.

– É um absurdo – disse o diretor administrativo.

A Desmontec é a demolidora contratada pela construtora na obra.

Fonte :Thiago Salata , Lance Net

Porto Seguro será oferecido em todas agências do Itaú

SÃO PAULO – Até o final do ano, todas as agências do Itaú Unibanco devem vender seguros de automóveis da Porto Seguro. A venda de apólices na rede de agências está sendo testada há alguns meses, mas por conta da integração com o Unibanco a operação teve de esperar, disse hoje o vice-presidente executivo da Porto, Fabio Luchetti, em teleconferência com analistas e jornalistas para comentar os resultados trimestrais da seguradora.

Em 24 de outubro, o Itaú concluiu a integração e a reforma de mais de 1,2 mil agências da Unibanco. Com isso, a seguradora recebeu sinal verde para colocar seus produtos na rede. Segundo Luchetti, a estratégia é começar 2011 com os produtos em 100% dos pontos. “Aproveitamos o período da integração das agências para fazer alguns pilotos”, diz o executivo.

Hoje, 90% dos seguros da Porto Seguro são vendidos por meio de corretores. O executivo prevê que esse porcentual vai cair nos próximos trimestres, por conta da venda nas agências bancárias. Para não provocar a fúria dos corretores, a Porto Seguro criou a estratégia de colocar esses profissionais para participar do pós-venda. Assim, após comercializar o seguro na agência, a seguradora escolhe um corretor para acompanhar o cliente durante o prazo do seguro e cuidar de eventuais sinistros. “Queremos que as agências captem novos clientes e não agridam o corretor”, disse Luchetti. Segundo ele, esses profissionais queriam garantias de que não haveria diferença de preços e de produtos entre os dois canais de venda.

Na venda do produto foi criado um único sistema. O cliente do Itaú preenche o questionário para avaliar seu perfil de risco e, em uma única tela, recebe as cotações de três seguros, o da Porto Seguro, o do Itaú e o da Azul. O primeiro é mais caro, por conta dos tradicionais serviços extras da seguradora. O do banco tem preço intermediário. Já o da Azul é o mais barato, pois tem poucas opções de serviços.

Em agosto do ano passado, a Porto Seguro e o Itaú anunciaram a fusão das carteiras de automóveis e de residências. Os resultados passaram a ser consolidados no balanço da Porto Seguro. No terceiro trimestre deste ano, o total de prêmios ficou em R$ 2,059 bilhões, alta de 46% em relação ao mesmo período do ano passado. Sem considerar a carteira do Itaú, o crescimento teria sido de 11,8%, com prêmios de R$ 1,577 bilhão.

Fonte : ALTAMIRO SILVA JÚNIOR – Agencia Estado

Seguradora americana compra 43% da JMalucelli

SÃO PAULO – A Travelers, segunda maior seguradora dos Estados Unidos em prêmios, está entrando no mercado brasileiro para disputar seguros de grandes obras de infraestrutura, concessões, energia e ramos elementares (que incluem seguros de automóveis e residenciais). A entrada no Brasil se deu por meio da aquisição, anunciada ontem, por R$ 625 milhões, de 43,4% da JMalucelli Participações em Seguros e Resseguros, grupo com sede no Paraná e líder no mercado de seguro garantia na América Latina.

Pelo contrato, a Travelers tem ainda a opção de aumentar nos próximos 18 meses a fatia em 6,5%, pagando mais R$ 180 milhões, chegando com isso a uma participação de 49,9% na empresa brasileira. O anúncio da operação mexeu com as ações do Paraná Banco, controlador da seguradora. Os papéis da empresa na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fecharam ontem em alta de 16,45%.

Alexandre Malucelli, diretor-vice-presidente da JMalucelli Seguradora, afirmou que, com o aporte de capital, o grupo conseguirá se capitalizar e entrar em novos ramos no setor de seguros, como seguros residenciais e de automóveis, além de expandir a atuação para outros países da América Latina, especialmente em resseguros (espécie de seguro do seguro, usado em grandes contratos para diluir o risco entre os participantes). Para isso, a JMalucelli criou sua própria resseguradora.

Dentro da estratégia de expansão, o grupo paranaense contratou o BTG Pactual para buscar um sócio estratégico. Chegou a analisar outros parceiros, mas acabou optando pela Travelers. O acordo com a JMalucelli prevê o uso conjunto das duas marcas no Brasil e a criação de novos cargos de diretoria para os executivos da seguradora americana. Nos Estados Unidos, o grupo opera em 22 segmentos, com destaque para automóveis, e tem até seguro para festas de casamento.

Fonte : ALTAMIRO SILVA JÚNIOR – Agencia Estado