Data: 22.06.2010 – Fonte: Agora São Paulo
Todos os post de Garra Seguros
Seguro garantia cresce com grandes obras de infraestrutura
As 22 seguradoras e 18 resseguradoras que atuam no setor têm
condições de assegurar a realização das obras para a Copa e Olimpíada
“As seguradoras brasileiras têm condições de garantir a realização de todas as grandes obras para a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016”. É o que afirmou Edson Toguchi, superintendente de Produtos Financeiros e Responsabilidades da Allianz Seguros, durante o 5º Fórum Internacional de Seguros para Jornalistas, organizado no dia 22 de junho pela Allianz Seguros no hotel Intercontinental, em São Paulo, SP, com a presença de quase 60 profissionais da imprensa de todo o País.
Segundo Toguchi, as 22 seguradoras e 18 resseguradoras que atuam no setor devem registrar um recorde no total de prêmios pagos em seguro garantia. A expectativa é que o mercado fature até R$ 900 milhões. No ano passado, de acordo com a Superintendência de Seguros Privados (Susep), as receitas foram de R$ 696 milhões.
Destinado aos órgãos públicos e às empresas privadas, sobretudo da construção civil, o seguro garantia tem como objetivo assegurar o cumprimento das obrigações contratuais estipuladas em um contrato, licitação ou concessão pública. Em licitações, é usado para garantir que a empresa vencedora da concorrência assine o contrato de execução ou de fornecimento previsto no edital ou convite.
Na opinião de Tânia Amaral, superintendente de Riscos Financeiros da Munich Re do Brasil e debatedora do Fórum, o seguro garantia ainda tem muito terreno para crescer no País. No Brasil, ele representa 0,03% do PIB. Em outros países da América Latina esse percentual é maior: o México é de 0,04% e no Panamá é de 0,28% “Alguns segmentos da economia ainda não conhecem bem esse mecanismo”, diz Tânia. “A principal função do seguro garantia é pré-qualificar uma empresa para participar de um projeto. Quando ela consegue o seguro para apresentar ao contratante já é um excelente sinal.”
Tânia disse, ainda, que um motivo de preocupações para o setor é a excessiva concentração de riscos em poucas empresas. “Hoje, todos os grandes projetos estão na mão de cinco construtoras, o que aumenta muito o risco”, diz ela. “Hoje, das 20 maiores exposições da Munich re no mundo, metade é de empresas brasileiras.
Já Toguchi destacou que o Brasil vive um dos melhores momentos econômicos de sua história, com elevados investimentos em infraestrutura, sobretudo graças ao PAC, aos grandes projetos de energia limpa, a construção civil e – agora – aos dois maiores eventos esportivos do mundo que acontecerão por aqui. “Já estamos negociando o seguro garantia para a reforma de estádios, ampliação e construção de aeroportos e projetos de transportes”, afirmou Toguchi. Segundo ele, também que a Allianz vem registrando crescimento acima da média. No ano passado, enquanto o mercado cresceu 40%, a seguradora obteve um aumento de 73%
Data: 23.06.2010 – Fonte: Virta Comunicação
Seguradoras não podem obrigar cliente a usar apenas oficinas indicadas
Ao contratar um seguro para o seu automóvel, o consumidor tem acesso a uma lista de oficinas e de profissionais credenciados pela seguradora que podem atendê-lo em caso de problema com o bem protegido. Isso, contudo, não impede que ele opte por um estabelecimento não cadastrado pela empresa, mas de sua confiança, para a realização do serviço sem necessidade de arcar com qualquer custo. Esse direito é garantido pela Circular nº 269/2004 da Superintendência de Seguros Privados (Susep), que em seu artigo 14 determina a previsão contratual da livre escolha de oficinas pelos segurados para recuperação de veículos sinistrados.
“Muitos consumidores desconhecem esse direito. Apesar da exigência da Susep, essa obrigação não aparece de forma clara nos contratos. No item “Condições Gerais” dos acordos, as seguradoras se comprometem a indenizar o segurado, mas não diz de que forma isso será feito, de maneira que acabam sempre beneficiando o lado mais forte, que é o da própria empresa”, diz o corretor de seguros Flávio Ribeiro.
A Susep reforça que a seguradora não pode obrigar o cliente a utilizar as oficinas credenciadas, que devem servir apenas como um guia de orientação. O consumidor tem direito a escolher o estabelecimento de sua preferência, desde que o valor do conserto não ultrapasse a importância segurada. No entanto, a superintendência entende que a rede referenciada traz mais segurança ao beneficiário porque a seguradora é responsável pela qualidade do serviço prestado. Quando o segurado prefere levar o carro a uma oficina de sua confiança, assume o risco pela escolha. Antes de retirar o veículo da loja responsável pelo serviço, a Susep orienta o cliente a confirmar as condições do automóvel e se o bem foi devidamente reparado.
Mas a legislação vigente ainda é insuficiente para resguardar integralmente os segurados de custos com oficinas, especialmente quando se trata da cobertura de danos materiais a terceiro – daquele que que teve o carro atingido por motorista possuidor de seguro. Embora a maioria dos contratos de seguro tenha a previsão de cobertura por responsabilidade civil, as regulamentações da Susep não trazem qualquer norma que resguarde o terceiro e garanta ao cliente a tranquilidade de que não terá de custear os danos materiais, por exemplo.
“O entendimento é de que a relação de consumo ocorre somente entre a seguradora e seu cliente. Portanto, os terceiros não podem usufruir dos direitos estabelecidos para os segurados, como por exemplo a livre escolha da oficina ou até mesmo a possibilidade de levar o carro a uma concessionária. No entanto, essa falta de normas mais rígidas para o cumprimento da cobertura por responsabilidade civil acaba por fragilizar o próprio segurado. Afinal, quando o terceiro não é atendido a contento, ele entra com uma ação contra o motorista que provocou o dano, ou seja, o consumidor que contratou seguro com cobertura para terceiros”, explica o diretor do Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo (Ibedec), José Geraldo Tardin.
O analista de sistemas Juarez Romano Júnior, 38 anos, quase teve de recorrer à Justiça. Após ter seu C4 Pallas atingido por uma segurada da Caixa Seguros, tentou dar entrada no pedido de sinistro de terceiros na empresa. “Como meu veículo está dentro do prazo de garantia de fábrica, pedi que o conserto fosse em uma concessionária da marca. Caso contrário, perderia minha garantia. Após análise do meu caso, fui informado de que somente poderia levar meu carro para uma oficina multimarcas porque não havia nenhuma concessionária do referido fabricante na lista de oficinas conveniadas. Alertei sobre o risco de perda da garantia e a atendente se limitou a dizer que infelizmente não poderia fazer nada. Sinto-me lesado porque tenho a consciência do valor para terceiros em uma proposta de seguros, algo em torno de R$ 30 mil e R$ 40 mil, mas também porque corro o risco de perder a garantia do meu veículo porque a Caixa Seguros pretende economizar”, desabafa Juarez.
Após ser procurada pelo Correio, a Caixa Seguros informou que “o caso estava em análise e que a empresa entrou em contato com o senhor. Juarez para autorizá-lo a levar seu veículo para a concessionária de sua escolha”.
Geraldo Tardin explica que, em caso de não acordo entre terceiro e seguradora, o prejudicado deve acionar o motorista que provocou o acidente. “O motorista, por sua vez, deverá se defender chamando a seguradora no processo e denunciando-a como responsável. Caso o juiz negue o pedido e ele perca a ação, deve entrar com uma ação regressiva contra a companhia seguradora para que ela assuma os prejuízos”, explica.
O corretor de seguros Flávio Ribeiro acredita que a Susep deve penalizar a seguradora que cause dano ao segurado decorrente da má prestação de serviço a um terceiro. Já Tardin sugere um Projeto de Lei que obrigue as seguradoras a ofertar aos terceiros a mesma lista referenciada sugerida aos clientes.
Reembolso
Este seguro garante reembolso de quantias a que o segurado pode ser responsabilizado civilmente em caso de danos involuntários (sinistro), corporais e/ou materiais, causados a terceiros, desde que os riscos sejam contemplados no contrato e ocorridos durante a vigência da apólice. As quantias máximas cobertas são previstas no contrato do seguro.
Data: 23.06.2010 – Fonte: Midiaseg
Allianz quer conquistar maior participação na baixa renda Seguradoras
Executivo acredita que cidade de São Paulo deve ficar fora da abertura da Copa por falta de estádios adequados e tempo para construir nova arena
A Allianz Seguros estuda vender seguros para a faixa da população que ganha entre R$ 700 e R$ 1.000,00 reais -ou rendimento médio, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 1 a 2 salários-. Os produtos teriam preços na faixa entre R$ 5 e R$ 10 mensais. A intenção do grupo é aumentar a faixa de crescimento anual, que gira entre 17% e 18%. Uma das estratégias para ampliar o market share seria atuar na faixa de menor renda, com produtos adaptados.
Um dado que motiva a seguradora a aumentar sua participação é que o volume de prêmios em 2010 no mercado brasileiro deve dobrar e pode até triplicar, segundo projeções da Superintendência de Seguros Privados (Susep).
O organismo aponta faturamento de R$ 696 milhões em prêmios em 2009. Nos quatro primeiros meses de 2010, o volume atinge R$ 226 milhões.
No Brasil, a faixa de renda almejada pela seguradora corresponde a um universo de 15,177 milhões de famílias -ou quase um quarto da população, segundo o IBGE-. Deste montante, 7,617 milhões residem no sudeste, 2, 991 milhões, no sul, e 2, 4 milhões, nos estados do nordeste.
“Grandes obras requerem alto nível de especialização, e poucas seguradoras contam com isso no Brasil”
O diretor de Operações da Allianz, Jesús Marin Rodríguez, revelou que já há estudos para lançar o produto com valor abaixo de US$ 5 mensais. “Seria um produto diferente do existente na Índia. Lá existem seguros de US$ 1 a US$ 4 por mês. Queremos oferecer um produto mais robusto e mais adequado ao brasileiro.”
Ele explicou que a população brasileira é mais heterogênea e apresenta outras necessidades. “Um seguro no valor de R$ 5 para quem ganha mil é muito atraente e parece ser um bom produto. Custa menos que dois cafés.”
Segundo ele, o brasileiro ainda não tem o hábito de pensar em guardar dinheiro para o futuro. “O País cresce rápido, mas demora para se ter esta consciência”, afirmou.
Rodríguez não revelou qual o potencial, os prazos e os locais de testes piloto. Contudo, confidenciou que os custos de implantação não seriam altos, mas faltaria regulação de sinistros. Na Câmara dos Deputados tramita projeto para regulamentar a modalidade de microsseguro.
Resseguro
O presidente da seguradora Allianz no Brasil, Max Thiermann, diz que a empresa almeja conquistar mais espaço no mercado de resseguros. Este tipo de negócio era monopólio do Instituto de Resseguros do Brasil (IRB-Brasil Re), criado em 1939 pelo presidente Getúlio Vargas.
Thiermann disse que, com a abertura do mercado, o Brasil ganhou a atuação de mais 5 players. “Não é como o público gostaria porque estão se adaptando, mas a abertura caminha bem.”
Ele analisa que o País ganha com isto. “Temos uma licença, embora restritiva, para podermos atuar no mercado. Estamos utilizando esta capacidade.” Para ele, capacidade técnica e preço podem ser fatores determinantes para emitir a apólice.
Quanto a obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Copa e Olimpíadas, o executivo vê com bons olhos as oportunidades. “Seja em estádio, hidroelétrica, produção de energia eólica, temos grandes complexidades de planejamento e execução. Requer especialização e poucas companhias podem disputar isto no Brasil.”
O presidente da seguradora ressaltou que, além de aporte financeiro, é preciso ter capacidade técnica para acompanhar as obras. Segundo ele, a contratação é uma das prioridades da obra. “Antes de começar a obra, os editais pedem a contratação de seguros, seja de garantia, para a exequibilidade ou para mensurar viabilidade do projeto.”
Copa
O seguro de grandes eventos esportivos é um dos filões que a Allianz quer. Quando questionado sobre o fato de a abertura da Copa ser na cidade de São Paulo, o presidente da seguradora no Brasil, Max Thiermann, praticamente descartou a possibilidade. Segundo ele, o estádio do Morumbi está descartado por não se ter como construir estacionamentos no entorno. “Os estádios no Brasil, de modo geral, são ruins.”
Questionado se seria viável construir uma nova arena na capital paulista -no caso, em Pirituba, zona leste de São Paulo-, o executivo duvidou da possibilidade. “Teria que entregar a obra em dois anos por conta da Copa das Confederações. Acredito que São Paulo ficará fora da abertura da Copa.”
Em Munique, na Alemanha, a seguradora investiu 340 milhões de euros na Allianz Arena.
Índia
O executivo da Bajaj Allianz Índia, Kamesh Goyal, estima que o potencial mundial de microsseguros é de US$ 1,9 bilhão naquele país. Ao todo, a Allianz conta com 2, 097 milhões apólices em seguro de vida e 34 mil em saúde, com atendimento em 16 dos 28 estados da Índia, com produtos vendidos ao preço de US$ 2 a US$ 4.
Data: 23.06.2010 – Fonte: DCI – Comércio, Indústria e Serviços | Seguradoras