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Seguro de saúde

O seguro de saúde cobre os riscos relacionados com a prestação de cuidados de saúde, conforme as coberturas previstas nas condições do contrato, com os limites nelas fixados.
Normalmente o seguro de saúde não cobre doenças profissionais e acidentes de trabalho, perturbações nervosas e doenças do foro psiquiátrico, exames gerais de saúde (check-up), perturbações originadas por abuso de álcool ou drogas, acidentes ou doenças resultantes da participação em competições desportivas, tratamento ou cirurgia para emagrecimento, fertilização ou qualquer método de fecundação artificial, transplante de órgãos ou medula, tratamento ou cirurgia estética, plástica ou reconstrutiva e suas consequências (excepto se for necessário devido a doença ou acidente cobertos pelo seguro) e ainda estadias em estabelecimentos psiquiátricos, termais, casas de repouso, lares de terceira idade, centros de desintoxicação de alcoólicos ou toxicodependentes.

Convém ter presente que, embora as doenças preexistentes conhecidas da pessoa segura à data da realização do contrato, possam considerar-se cobertas pelo seguro caso não tenham sido expressamente excluídas do contrato, é normal que essa exclusão conste dos contratos de seguro de saúde.

Em caso de acidente ou doença cobertos pelo seguro, o tomador do seguro ou a pessoa segura devem; informar o segurador sobre as circunstâncias e consequências do acidente ou doença; cumprir as indicações do médico assistente; sujeitar-se, se necessário, a ser examinado por um médico indicado pelo segurador; apresentar os comprovativos das despesas com os cuidados de saúde prescritos e, sempre que possível, solicitar uma autoriz ação prévia do segurador para internamento hospitalar.

As garantias do seguro de saúde podem funcionar através do reembolso ao tomador do seguro de despesas realizadas com cuidados de saúde, do pagamento directo aos prestadores dos serviços de saúde que têm um acordo com o segurador ou da combinação de ambas as modalidades. No sistema de reembolso, as despesas são pagas pela pessoa segura e, seguidamente, comparticipadas pelo segurador.

O contrato de seguro deve obrigatoriamente indicar as percentagens máximas de comparticipação (isto é, pagas pelo segurador), o capital disponível para cada cobertura, o valor da franquia inicial para cada cobertura, se existir, o prazo máximo para entrega do pedido de pagamento das despesas, contado a partir da data em que foram realizadas e o prazo máximo para reembolsar a pessoa segura.

Já num sistema de rede convencionada, a pessoa segura deve recorrer aos médicos, hospitais, laboratórios, etc., da lista que lhe é fornecida com o contrato e só paga a parte da despesa que não está coberta pelo seguro, sendo a parte restante paga directamente pelo segurador àqueles prestadores de serviços. Fonte: Guia de Seguros do Instituto de Seguros de Portugal.

Caso queira saber mais sobre este tema ou tenha alguma dúvida, não hesite:
Contacte o CIAB – Centro de Informação Mediação e Arbitragem de Consumo (Tribunal Arbitral) na sua sede sita na R. D. Afonso Henriques, nº1 ( Edifício da Junta de Freguesia da Sé )4700-030 Braga, pelo telefone 253617604 ou por e-mail para geral@ciab.pt ou no respectivo serviço instalado na sua Câmara Municipal (veja também na Internet em www.ciab.pt ).

Fonte: Correio do Minho

O custo de fazer um seguro contra incumprimento em dívida nacional está muito próximo do máximo histórico, e nunca foi tão superior o risco atribuído a Portugal em relação a Espanha.

Segundo a consultora Markit, o custo dos “credit default swaps” (CDS) sobre dívida portuguesa a cinco anos disparou esta sexta-feira para os 550 pontos base, um resultado dos cortes de “rating” e das notícias de que a LCH Clearnet, uma câmara de compensação e liquidação, vai deixar de aceitar dívida portuguesa como colateral na negociação de alguns cabazes de produtos financeiros.

Os CDS de Portugal estavam ontem nos 530 pontos base. Há pouco, tinham subido para os 550 pontos base, muito pouco abaixo dos 556 pontos base, tocado em 10 de Janeiro.

Ao mesmo tempo, os CDS de Espanha sobem apenas cinco pontos base, para 225 pontos base. Ou seja, há um “spread” de risco de 325 pontos base, um recorde.

Entretanto, as taxas de juro da dívida portuguesa continuam a subir em todas as maturidades e já atingiram um novo máximo na taxa a cinco anos, que superou os 8,5%. As “yields” das Obrigações do Tesouro a cinco anos tocaram nos 8,506% mas seguem agora nos 8,471% a subir 26 pontos base, de acordo com os preços genéricos da Bloomberg.

Os investidores estão a pedir mais juros no mercado secundário para deterem dívida portuguesa em vez de obrigações de outras nações. Na maturidade a dez anos, a taxa atingiu os 7,799%, a apenas 0,1 ponto base dos 7,8%, embora agora estejam a ser pedidos 7,77%, uma valorização de 11 pontos base.

Fonte: NEGOCIOS  ONLINE

Diretores de escolas fazem seguros contra eventuais processos judiciais

Os diretores das escolas estão a fazer seguros de responsabilidade civil para se precaverem contra processos judiciais. Como a lei prevê que respondam com os seus bens por todas as decisões que tomam, muitos não querem correr riscos.

«Vamos pagar 250 euros por ano, para ficarmos com uma cobertura até 50 mil euros», explica Adalmiro Fonseca, da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), que garante ter já «dezenas de directores interessados em aderir» ao acordo que fez com uma seguradora.

Mas foi preciso ir a Espanha para conseguir este seguro. «Ninguém em Portugal aceita fazer um seguro de responsabilidade civil a funcionários públicos», garante Adalmiro Fonseca, que diz ter corrido todas as empresas nacionais.

Pedido de indemnização de 20 mil euros

A ideia surgiu depois de uma reunião da ANDAEP há duas semanas, quando os directores começaram a reflectir sobre os riscos a que estão sujeitos.

Mas Adalmiro Fonseca já passou na sua escola por uma situação que o fez perceber a importância de um seguro. «Fiz um concurso para pôr uma máquina de venda de água na escola, mas tive de a mandar tirar porque a empresa estava a usá-la para vender gomas e batatas fritas». Descontente, a dona da empresa interpôs um processo para reclamar uma indemnização de vinte mil euros. «O tribunal acabou por acusá-la de litigância de má-fé, mas entretanto tive de arranjar advogado e perder dias em audiências», conta o director da Escola Secundária de Oliveira do Douro, em Gaia.

Adalmiro Fonseca teme, contudo, que os processos contra directores possam multiplicar-se graças às exigências geradas pelo regime de contratação aplicado às escolas. «Durante algum tempo, não usámos a Central de Compras do Estado, porque ainda não havia empresas indicadas para fornecer certos produtos. E podemos ter cometido ilegalidades», admite o dirigente da ANDAEP, que diz estar a pedir pareceres jurídicos antes de tomar decisões sobre compras.

«Não tenho dinheiro para uma fotocopiadora, nem posso fazer leasing, mas também não sei se posso fazer um acordo com uma empresa para pagar por fotocópia», diz o director que já pediu um parecer sobre o caso.

Mais chairman que docente

«Não tivemos formação e não somos juristas», afirma a directora do Agrupamento de Escolas do Monte de Caparica, Inês de Castro, que se queixa da complexidade das regras a que tem de obedecer para comprar papel, lápis e mercearias para a cantina. «Dirijo a escola há 22 anos e nunca foi tão difícil. Sou quase chairman de uma empresa», desabafa.

Com 1.230 alunos para gerir, o seu orçamento está, porém, longe de ser o de uma grande empresa. «No ano passado, recebemos 90 mil euros. Mas muitas das despesas têm de ser pagas com as receitas do bar ou com ofertas de empresas», conta Inês de Castro, lembrando que cerca de «60 a 70% do dinheiro que vem do Estado é para pagar água, luz, gás, telefones e manutenção dos edifícios».

Na Escola Secundária de Mogadouro, Trás-os-Montes, José Maria Preto fala sobre as dificuldades do novo sistema de compras, que obriga as empresas onde as escolas se fornecem a estarem registadas num site oficial: «Em Mogadouro só há um padeiro. Foi preciso andar atrás dele meses, para o convencer a pagar 300 euros para se registar». Enquanto isso, teve de comprar pão «de forma ilegal, porque a escola não pode parar».

No caso dos produtos para a cantina, os fornecedores locais continuam a poder ser contratados para abastecer as escolas, mas papel, material de escritório e produtos de limpeza, por exemplo, têm de ser adquiridos através da Central de Compras. O resultado é, nas palavras de Inês de Castro, «um duro golpe para o comércio local». Adalmiro Fonseca acrescenta outros problemas: «Nem sempre os produtos são mais baratos do que aqueles que comprávamos directamente. E muitas vezes a qualidade é fraca».

Pagar 800 euros por formação

Paula Sinde, directora da Escola Secundária de Valongo, também tem razões de queixa da Central de Compras do Estado. «Os produtos de higiene e limpeza vieram com grandes atrasos e é complicado estar à espera de coisas de que precisamos muito».

Mas a maior reclamação de Paula Sinde vem da dificuldade em perceber como funciona o sistema: «Nem nós nem os nossos funcionários tivemos formação para usar as plataformas informáticas ou para fazer um caderno de encargos».

José Maria Preto conta mesmo que a única possibilidade de formação de que teve conhecimento foi a oferecida pela Construlink, a empresa que gere o site onde têm de ser registados os convites a empresas e ajustes directos. «E o curso custava 800 euros». Desencantado com as dificuldades de gerir uma escola, José Maria Preto diz que no final do seu mandato vai ter de «pensar se vale a pena continuar». E Adalmiro Fonseca deixa um desabafo: «Devo ser muito parvo para me sujeitar a isto tudo por mais cem euros por mês e depois de me terem tirado os adjuntos que me davam algum apoio».

margarida.davim@sol.pt

ACE Seguradora cria nova diretoria para expandir negócios na América Latina

Leandro Martinez é o novo diretor regional para a América Latina de Linhas Financeiras e Profissionais da ACE Seguradora. Em seu novo cargo, ele vai liderar a expansão dos negócios da companhia na região. No Brasil, a ACE já é líder no setor de seguros de Responsabilidade Civil Profissional e ocupa a terceira posição em prêmios ganhos no segmento de D&O, em Linhas Financeiras – conforme números da Susep (Superintendência de Seguros Privados).

Desde 2001, Leandro vem atuando no mercado de seguros dirigindo a sua carreira para as áreas que assumiu agora na ACE. Nos últimos sete anos ele contribuiu com o desenvolvimento de novos produtos para estes setores, cuidando de negócios, marketing, estratégia comercial, pareceres jurídicos, subscrição e outros.

Formado em direito, advogado, Martinez possui MBA em seguros e previdência pela Fundação Getúlio Vargas e cursos de especialização no exterior em mercado de capitais, gestão de pessoas e análise financeira em seguros.