Arquivo da categoria: Seguro no Mundo

Barclays lança primeiro seguro que paga a luz, a água e a escola dos seus filhos

Chegou a Portugal o primeiro seguro de protecção de despesas pessoais. A partir de 9,76 euros por mês, esta apólice assegura o pagamento de parte das suas despesas correntes, como a água, a luz ou a escola dos seus filhos, em caso de desemprego ou doença. O Barclays anuncia o pagamento de montantes mensais de 250, 500 ou 750 euros consoante a cobertura contratada. No entanto estes valores não são líquidos: antes representam os montantes máximos que o seguro paga de modo a cobrir a diferença entre o subsídio de desemprego ou doença e o valor médio dos três últimos salários líquidos do tomador de seguro. Ou seja, se tiver um salário líquido de 1.000 euros e o subsídio de desemprego pagar 800 euros receberá a diferença, de 200 euros. Já se o subsídio de desemprego, ou doença, pagar 700 euros o seguro pagar-lhe-á 250 euros, já que este é o limite máximo de cobertura para um nível salarial de 1.000 euros.

A cobertura de 250 euros pode ser contratada independentemente do salário auferido, e tem um prémio correspondente de 9,76 euros mensais. Já a cobertura de 500 euros pode ser contratada por quem tenha um salário líquido igual ou acima de 1.250 euros, por 19,52 euros mensais. A cobertura máxima é de 750 euros, apenas disponível para rendimentos líquidos superiores a 3.000 euros, mediante o pagamento de um prémio mensal de 29,28 euros. Este seguro pode ser contratado por pessoas até 64 anos de idade, já que a idade limite de cobertura da apólice é de 65 anos, inclusive.

O seguro de protecção de despesas pessoais oferece uma garantia adicional em caso de ficar temporariamente impossibilitado de trabalhar. Pode ser activado em caso de incapacidade temporária, desemprego involuntário ou hospitalização e não requere a apresentação de facturas ou comprovativos de despesa. No entanto, poderá ter que esperar alguns meses até receber os primeiros pagamentos efectuados pela seguradora. Em caso de incapacidade temporária por doença ou desemprego involuntário terá de aguardar dois meses até receber o primeiro pagamento do seguro, o qual é realizado ao terceiro mês com retroactivos. Ou seja, ao terceiro mês recebe o montante total dos três primeiros meses. Trata-se da franquia do produto que, neste caso, é dada por um período temporal. Isto porque, de acordo com fonte do Barclays: “A situação de desemprego ou o estado de doença pode ser apenas algo temporário, de 15 dias ou um mês” e, portanto, nesse caso, não haverá lugar à activação do seguro. Já se a incapacidade do tomador do seguro se dever a uma situação de hospitalização, o período de franquia será de sete dias, não havendo lugar a franquia em caso de incapacidade temporária por acidente.

Além disso, este seguro tem ainda um período de carência de três meses – um mês em caso de doença, e sem carência em caso de acidente – o que significa que só poderá activá-lo três meses após a sua subscrição. O período máximo de pagamentos por sinistro é de cinco meses – um mês em caso de hospitalização – findos os quais, só poderá voltar a activar o seguro passados 12 meses, ou seis meses em caso de hospitalização. Segundo o Barclays, este é o primeiro seguro do género a ser comercializado em Portugal e surge precisamente numa altura em que aumentam os casos de desemprego em Portugal.

Fonte: Ecônomico.sapo.pt

Apólices mais caras

A catástrofe que atingiu o Japão no último dia 11 poderá elevar os preços das apólices de seguros que cobrem os grandes riscos, como obras de aeroportos, rodovias, ferrovias e propriedades industriais. Essa é a avaliação de alguns analistas de mercados que atuam nesse segmento. Segundo eles, o aumento teria por objetivo recompor as perdas que as grandes seguradoras e resseguradoras terão no Japão e, também, precificar eventos semelhantes no futuro. Estima-se que os aumentos nos preços de seguros em nível mundial poderão ficar, em média, entre 8% e 10%. Porém, quem está renovando as apólices neste início de ano já sentiu que o plano ficou mais caro, pelo menos para alguns modelos e marcas.


E a recomposição de receita das companhias, todas ligadas às multinacionais, irá atingir até o mato-grossense que tem como hábito fazer o seguro do seu automóvel. Outro fator negativo, que o segmento utiliza para justificar a alta, são as seguidas enchentes registradas no Sul e Sudeste do Brasil. Todos vão pagar essa conta.

O gerente do Sindicato dos Corretores de Seguro de Mato Grosso (Sincor), Edson Trombini, diz que ainda é cedo para falar em aumento nos preços das apólices. “Por enquanto, o que há neste momento são especulações em torno de um possível aumento devido à tragédia no Japão. Vamos esperar para ver como o mercado se comportará nos próximos dias”. Apesar da cautela de Trombini, pelos menos as perdas geradas com as enchentes já encarecem as apólices para cobertura dos automóveis. Alguns planos ficaram entre R$ 150 a R$ 200 mais caros em relação aos valores calculados no ano passado.

Em Mato Grosso, são 15 empresas atuando no mercado de seguros e cerca de 650 corretores, entre pessoas físicas e jurídicas. “O que poderá ocorrer é a inclusão de novos itens de sinistros nas apólices. Neste caso, o aumento teria que ser compatível com as novas coberturas e o pagamento de um prêmio maior”, afirmou Trombini. O seguro de automóvel é o mais vendido no Estado.

Trombini lembrou que se vier a ocorrer um aumento nos preços do seguro será para cobrir as indenizações às usinas, refinarias, estradas, casas e carros destruídos pelo terremoto, seguido do tsunami. As estimativas iniciais apontam que os prejuízos às segurados e resseguradoras podem ter chegado a US$ 35 bilhões.

“Com os prejuízos, grandes seguradoras e resseguradoras terão impacto negativo nos resultados, e o preço das apólices vai subir para as empresas recuperarem essas perdas”, diz Antônio Trindade, diretor executivo de seguros pessoas jurídicas da Itaú Seguros. O aumento dos preços, segundo ele, ficará mais claro dentro de três meses, quando os prejuízos no Japão estiverem melhor calculados pelas seguradoras.

O repasse para os preços terá influência também nas coberturas de grandes riscos no Brasil. Em geral, são as mesmas resseguradoras que garantem os riscos em todo o mundo. E são elas que terão perdas com a catástrofe japonesa. Quando uma seguradora faz uma apólice de grande risco e alto valor, a maior parte do risco é repassado às resseguradoras. As maiores resseguradoras do mundo já sentiram os efeitos da catástrofe.

SUSEP – A Superintendência de Seguros Privados (Susep), órgão vinculado ao Ministério da Fazenda, não vê, em princípio, impacto imediato da tragédia ocorrida no Japão sobre os mercados segurador e ressegurador brasileiros. O diretor técnico da superintendência, Alexandre Penner, disse que, do mesmo modo, não vislumbra em curto prazo um movimento de recálculo dos riscos pelas seguradoras em todo o mundo.

“Eles vão avaliar o risco e ver se o prêmio que se cobra hoje é suficiente para fazer frente, por exemplo, a um risco nuclear”. Ele explicou que cada sinistro de grandes proporções leva seguradoras e resseguradoras a verificar quais são os efeitos do evento e se existe alguma consequência que não tenha sido levada em conta anteriormente. De uma forma geral, a maioria dos contratos de seguros exclui eventos catastróficos ou desastres naturais. Mas existe atualmente uma demanda dos segurados, em termos mundiais, para que se inclua esse tipo de cobertura nas apólices.

Fonte: Diário de Caiba.

O preço de fazer um seguro contra o incumprimento da dívida portuguesa está perto do máximo histórico fixado a 10 de Janeiro.

Ontem, o PEC IV apresentado pelo Executivo de José Sócrates foi chumbado no Parlamento pelos partidos da oposição, o que levou o primeiro-ministro a pedir a demissão ao Presidente da República, Cavaco Silva.
Estes acontecimentos estão a acentuar a especulação de que Portugal acabará por precisar de uma intervenção da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI). Um sentimento que leva os juros da dívida pública portuguesa a subirem novamente em todos os prazos.
A “yield” das Obrigações do Tesouro a cinco anos já renovou máximos desde a entrada de Portugal no Euro e situa-se nos 8,366%. Já os juros exigidos pelos investidores para comprarem dívida pública portuguesa a dez anos estão nos 7,711%.
Toda esta envolvente está também a fazer subir o preço de fazer um seguro contra incumprimento em dívida portuguesa. Os “credit default swaps” a cinco anos estão a subir 17,5 pontos para os 552 pontos, aproximando-se do máximo histórico de 555 pontos base, fixado em Janeiro, de acordo com os dados da CMA e citados pela Bloomberg.

Ontem, o PEC IV apresentado pelo Executivo de José Sócrates foi chumbado no Parlamento pelos partidos da oposição, o que levou o primeiro-ministro a pedir a demissão ao Presidente da República, Cavaco Silva.
Estes acontecimentos estão a acentuar a especulação de que Portugal acabará por precisar de uma intervenção da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI). Um sentimento que leva os juros da dívida pública portuguesa a subirem novamente em todos os prazos.
A “yield” das Obrigações do Tesouro a cinco anos já renovou máximos desde a entrada de Portugal no Euro e situa-se nos 8,366%. Já os juros exigidos pelos investidores para comprarem dívida pública portuguesa a dez anos estão nos 7,711%.
Toda esta envolvente está também a fazer subir o preço de fazer um seguro contra incumprimento em dívida portuguesa. Os “credit default swaps” a cinco anos estão a subir 17,5 pontos para os 552 pontos, aproximando-se do máximo histórico de 555 pontos base, fixado em Janeiro, de acordo com os dados da CMA e citados pela Bloomberg.

Fonte: NEGOCIOS ONLINE

O custo de fazer um seguro contra incumprimento em dívida nacional está muito próximo do máximo histórico, e nunca foi tão superior o risco atribuído a Portugal em relação a Espanha.

Segundo a consultora Markit, o custo dos “credit default swaps” (CDS) sobre dívida portuguesa a cinco anos disparou esta sexta-feira para os 550 pontos base, um resultado dos cortes de “rating” e das notícias de que a LCH Clearnet, uma câmara de compensação e liquidação, vai deixar de aceitar dívida portuguesa como colateral na negociação de alguns cabazes de produtos financeiros.

Os CDS de Portugal estavam ontem nos 530 pontos base. Há pouco, tinham subido para os 550 pontos base, muito pouco abaixo dos 556 pontos base, tocado em 10 de Janeiro.

Ao mesmo tempo, os CDS de Espanha sobem apenas cinco pontos base, para 225 pontos base. Ou seja, há um “spread” de risco de 325 pontos base, um recorde.

Entretanto, as taxas de juro da dívida portuguesa continuam a subir em todas as maturidades e já atingiram um novo máximo na taxa a cinco anos, que superou os 8,5%. As “yields” das Obrigações do Tesouro a cinco anos tocaram nos 8,506% mas seguem agora nos 8,471% a subir 26 pontos base, de acordo com os preços genéricos da Bloomberg.

Os investidores estão a pedir mais juros no mercado secundário para deterem dívida portuguesa em vez de obrigações de outras nações. Na maturidade a dez anos, a taxa atingiu os 7,799%, a apenas 0,1 ponto base dos 7,8%, embora agora estejam a ser pedidos 7,77%, uma valorização de 11 pontos base.

Fonte: NEGOCIOS  ONLINE