Arquivo da categoria: Seguro no Mundo

Diretores de escolas fazem seguros contra eventuais processos judiciais

Os diretores das escolas estão a fazer seguros de responsabilidade civil para se precaverem contra processos judiciais. Como a lei prevê que respondam com os seus bens por todas as decisões que tomam, muitos não querem correr riscos.

«Vamos pagar 250 euros por ano, para ficarmos com uma cobertura até 50 mil euros», explica Adalmiro Fonseca, da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), que garante ter já «dezenas de directores interessados em aderir» ao acordo que fez com uma seguradora.

Mas foi preciso ir a Espanha para conseguir este seguro. «Ninguém em Portugal aceita fazer um seguro de responsabilidade civil a funcionários públicos», garante Adalmiro Fonseca, que diz ter corrido todas as empresas nacionais.

Pedido de indemnização de 20 mil euros

A ideia surgiu depois de uma reunião da ANDAEP há duas semanas, quando os directores começaram a reflectir sobre os riscos a que estão sujeitos.

Mas Adalmiro Fonseca já passou na sua escola por uma situação que o fez perceber a importância de um seguro. «Fiz um concurso para pôr uma máquina de venda de água na escola, mas tive de a mandar tirar porque a empresa estava a usá-la para vender gomas e batatas fritas». Descontente, a dona da empresa interpôs um processo para reclamar uma indemnização de vinte mil euros. «O tribunal acabou por acusá-la de litigância de má-fé, mas entretanto tive de arranjar advogado e perder dias em audiências», conta o director da Escola Secundária de Oliveira do Douro, em Gaia.

Adalmiro Fonseca teme, contudo, que os processos contra directores possam multiplicar-se graças às exigências geradas pelo regime de contratação aplicado às escolas. «Durante algum tempo, não usámos a Central de Compras do Estado, porque ainda não havia empresas indicadas para fornecer certos produtos. E podemos ter cometido ilegalidades», admite o dirigente da ANDAEP, que diz estar a pedir pareceres jurídicos antes de tomar decisões sobre compras.

«Não tenho dinheiro para uma fotocopiadora, nem posso fazer leasing, mas também não sei se posso fazer um acordo com uma empresa para pagar por fotocópia», diz o director que já pediu um parecer sobre o caso.

Mais chairman que docente

«Não tivemos formação e não somos juristas», afirma a directora do Agrupamento de Escolas do Monte de Caparica, Inês de Castro, que se queixa da complexidade das regras a que tem de obedecer para comprar papel, lápis e mercearias para a cantina. «Dirijo a escola há 22 anos e nunca foi tão difícil. Sou quase chairman de uma empresa», desabafa.

Com 1.230 alunos para gerir, o seu orçamento está, porém, longe de ser o de uma grande empresa. «No ano passado, recebemos 90 mil euros. Mas muitas das despesas têm de ser pagas com as receitas do bar ou com ofertas de empresas», conta Inês de Castro, lembrando que cerca de «60 a 70% do dinheiro que vem do Estado é para pagar água, luz, gás, telefones e manutenção dos edifícios».

Na Escola Secundária de Mogadouro, Trás-os-Montes, José Maria Preto fala sobre as dificuldades do novo sistema de compras, que obriga as empresas onde as escolas se fornecem a estarem registadas num site oficial: «Em Mogadouro só há um padeiro. Foi preciso andar atrás dele meses, para o convencer a pagar 300 euros para se registar». Enquanto isso, teve de comprar pão «de forma ilegal, porque a escola não pode parar».

No caso dos produtos para a cantina, os fornecedores locais continuam a poder ser contratados para abastecer as escolas, mas papel, material de escritório e produtos de limpeza, por exemplo, têm de ser adquiridos através da Central de Compras. O resultado é, nas palavras de Inês de Castro, «um duro golpe para o comércio local». Adalmiro Fonseca acrescenta outros problemas: «Nem sempre os produtos são mais baratos do que aqueles que comprávamos directamente. E muitas vezes a qualidade é fraca».

Pagar 800 euros por formação

Paula Sinde, directora da Escola Secundária de Valongo, também tem razões de queixa da Central de Compras do Estado. «Os produtos de higiene e limpeza vieram com grandes atrasos e é complicado estar à espera de coisas de que precisamos muito».

Mas a maior reclamação de Paula Sinde vem da dificuldade em perceber como funciona o sistema: «Nem nós nem os nossos funcionários tivemos formação para usar as plataformas informáticas ou para fazer um caderno de encargos».

José Maria Preto conta mesmo que a única possibilidade de formação de que teve conhecimento foi a oferecida pela Construlink, a empresa que gere o site onde têm de ser registados os convites a empresas e ajustes directos. «E o curso custava 800 euros». Desencantado com as dificuldades de gerir uma escola, José Maria Preto diz que no final do seu mandato vai ter de «pensar se vale a pena continuar». E Adalmiro Fonseca deixa um desabafo: «Devo ser muito parvo para me sujeitar a isto tudo por mais cem euros por mês e depois de me terem tirado os adjuntos que me davam algum apoio».

margarida.davim@sol.pt

Allianz na Formula 1

Entrevista de Ariane Landim, executiva de marketing da Allianz no Brasi, à  Revista Voce S/A

A Fórmula 1 e o seguro

O circo já está todo pronto para o Grande Prêmio de Fórmula 1 no Brasil. Dia 6 temos treinos e dia 7 a grande corrida. Tantas emoções. A prova poderá definir o campeão mundial de Fórmula 1 de 2010. E tantos riscos. São 150 mil pessoas entre sexta-feira e domingo. Pilotos a uma velocidade próxima a 300 quilômetros por hora. Mais de 850 toneladas de equipamentos 3 mil toneladas de arquibancadas. E tudo tem de estar desmontado logo após o fim da corrida para seguir para os Emirados Árabes, onde acontecerá a próxima disputa.

Por isso, o principal evento automobilístico é um ambiente propício para as seguradoras aprenderem e ensinarem sobre gerenciamento de risco para que tudo dê certo nesse grande show. A alemã Allianz tem o seu nome estampado em várias partes do circuito. “Desde 2000 patrocinamos a F-1, quando começou a parceria com a  AT&T Williams F1 e em 2007, a Allianz  tornou-se parceira mundial oficial da Fórmula 1, com maior foco em segurança”, diz Ariane Landim, executiva de marketing do grupo no Brasil. Veja abaixo os principais trechos da entrevista concedida ao blog SEGURO SA.

Blog Seguro S/A: Qual a relação entre seguro e Fórmula-1?
Ariana Landim: A Fórmula 1 é a categoria máxima do automobilismo mundial. É uma categoria de alta performance e ao mesmo tempo, muito segura. Os carros chegam a mais de 300 km por hora e mesmo assim a taxa de acidentes é baixa e quando eles acontecem, os pilotos quase sempre não sofrem ferimento graves. A F1 é uma grande pista de teste para equipamentos de segurança que depois são adotados pela indústria automobilística em geral. Ou seja, tem tudo a ver com o seguro, pois o conhecimento gerado nas pistas é de alguma forma incorporado nas ruas, e ajuda a prevenir e minimizar sinistros, ou acidentes. Vejamos o exemplo dos cintos de segurança, o uso de áreas de escape nos traçados, etc.

S. S/A: Por que a Allianz apoia a Fórmula-1?
A.L.: Acreditamos que esse esporte seja uma das maneiras mais efetivas de atrair atenção para o assunto da segurança nas estradas e no trânsito, e contribuir para modificar o comportamento dos motoristas em escala global. A F1 acontece em 20 países e tem uma audiência global. Ou seja, é uma grande vitrine pra esse tema. Afinal, temos 50 milhões de motoristas segurados em todo o mundo e consideramos a Fórmula 1 a plataforma ideal para comunicarmos a importância da segurança automotiva.

S. S/A: Mas a proposta vai além do marketing, acredito.
A.L.: Sim. Para se ter uma idéia, nas estradas brasileiras, a cada 25 acidentes uma pessoa morre, segundo dados da Polícia Rodoviária Federal. – Mas esse não é um problema do país. Por dia, mais de 3 mil pessoas morrem no mundo em acidentes automotivos e, para especialistas no assunto, as estatísticas tendem a se agravar se não houver uma conscientização do quanto é necessário priorizar a segurança nas estradas e nas vias públicas. Como somos do mercado segurador, convivemos diariamente com os índices de acidentes automobilísticos. Por este motivo, não é possível adotar uma postura passiva e a maneira como a F1 gerencia o risco traduz perfeitamente a proposta da Allianz.

S.S/A: Há quanto tempo a Allianz se dedica a prevenir riscos?
A.L.: A Allianz faz pesquisa de prevenção de riscos há mais de 70 anos, no seu Centro de Tecnologia Allianz. Ao criar a Divisão Automotiva do Centro em 1971, o Grupo Allianz passou a ter um foco ainda maior na parte de acidentes automotivos. Essas pesquisas e testes visam a auxiliar a indústria automobilística a detectar possíveis falhas a fim de aprimorar os itens de segurança dos veículos.

S. S/A: Mas este centro está ligado a F-1?
A.L.: Há compartilhamento de informações entre a F1 e o nosso Centro de Tecnologia. As pesquisas desse Centro são compartilhadas também com as subsidiárias como o Brasil e nosso próximo passo será intensificar essa relação a fim de contribuir de forma mais efetiva com a segurança dos mais de 750 mil segurados Allianz Auto em todo o território nacional e com a sociedade brasileira em geral.

S. S/A: O que temos de novo em 2010?
A.L.: Em 2010, mais uma ação de visibilidade voltada para o tema da segurança foi implementada. A partir do GP de Cingapura, O safety car e os veículos de socorro médico passam a ter a marca da Allianz, reforçando ainda mais a nossa relação com a prevenção de riscos.

S. S/A: Que tipo de seguros são contratados?
A.L.: Uma das coberturas mais comuns na área de grandes eventos é a de Responsabilidade Civil (RC) que, em geral, cobre danos materiais e corporais. No caso da Fórmula 1 há os seguros diretos: as coberturas incluem o “no show”, essa apólice cobre os custos, despesas e a perda de lucro caso um evento seja cancelado ou adiado por conta de uma ocorrência que fuja do controle dos organizadores. Além de danos causados aos equipamentos da corrida, responsabilidade civil,  danos a terceiros e acidentes pessoais.

S. S/A: Quem contrata os seguros?
A.L.: Os seguros são contratados pelos agentes organizadores e participantes dos eventos: organizações esportivas globais (como a Federação Internacional de Automobilismo), comitês organizadores locais, emissoras de TV, patrocinadores, contratantes de merchadising, companhias de viagens, hotéis, entre outros. Também estão disponíveis os seguros indiretos: além das coberturas de cancelamento e responsabilidade civil, são contratadas várias outras apólices, como de responsabilidade civil de administradores (D&O), patrimonial, seguro de equipamentos e de transportes.

S. S/A: Se um piloto morrer tem seguro?
A.L.: Sim, há o seguro de vida do piloto.

S. S/A: E se um pneu da Ferrari voar na arquibancada e machucar alguém?
A.L.: É acionado o seguro de responsabilidade civil contratado pelo próprio evento.

Preste atenção para o seguro de carro quando você pegar um carro grátis

Quando você começa um novo carro de sua empresa patrocinadora, você deve se concentrar sobre o seguro automóvel do seu carro novo. Porque a empresa patrocinadora é responsável pelo pagamento de outros do novo carro, tais como: pagamento de carro ou pagar pela manutenção.
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Eu costumava assistir os novos donos das nossas vendas de automóveis em suas necessidades de seguro. É tão especial para os novos donos sobre a sua segurança automóvel, que imediatamente vêm até mim, um subscritor de uma grande companhia de seguros, pedindo para suas necessidades de seguros, assim como a operação de venda foi feita.
Na sociedade moderna, o seguro de carro é a coisa mais sensata e importante que uma pessoa começar a conduzir um carro novo deve levar a sério. Que tipo de cobertura que você deseja ter depende de você. Você pode obter uma cotação de seguro de carro barato, navegando na internet. Se você comprou uma cobertura abrangente, então você pode sentar e relaxar. A lei de nosso país necessita de pessoas que precisam de carro de compra do lote de seguros.
Eu sempre levar as pessoas a um site que trata do seguro de carro. Desta forma, é muito útil, e não só poderia obter taxas mais baixas da cidade, mas também poupar muitos tempo. Alguns deste tipo de sites é o site citação completa de serviços fornecendo cotações de seguro automóvel desde há alguns anos atrás. Você também pode navegar em seu site algumas dicas sobre como as políticas de seguro do carro e artigos de seus consultores especializados. Um lote de proprietários de carro à procura de mais opções de seguros que está enchendo cada auto companhias de seguros links formulário para receber gratuitamente e sem aspas obrigação. Eles compararam cada citação que recebeu e decidir sobre as melhores cotações. É tão conveniente procurando as melhores cotações de seguro automóvel no site, porque você vai ser capaz de comparar cada políticas e preços que cabem no seu orçamento. Então, se você é um dos muitos proprietários do carro e procurando as melhores cotações de seguros na cidade devem visitar esses sites como possível. Eles podem ajudar você a economizar tempo e dinheiro!

Fonte : Advise Busines

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Eu sempre levar as pessoas a um site que trata do seguro de carro. Desta forma, é muito útil, e não só poderia obter taxas mais baixas da cidade, mas também poupar muitos tempo. Alguns deste tipo de sites é o site citação completa de serviços fornecendo cotações de seguro automóvel desde há alguns anos atrás. Você também pode navegar em seu site algumas dicas sobre como as políticas de seguro do carro e artigos de seus consultores especializados. Um lote de proprietários de carro à procura de mais opções de seguros que está enchendo cada auto companhias de seguros links formulário para receber gratuitamente e sem aspas obrigação. Eles compararam cada citação que recebeu e decidir sobre as melhores cotações. É tão conveniente procurando as melhores cotações de seguro automóvel no site, porque você vai ser capaz de comparar cada políticas e preços que cabem no seu orçamento. Então, se você é um dos muitos proprietários do carro e procurando as melhores cotações de seguros na cidade devem visitar esses sites como possível. Eles podem ajudar você a economizar tempo e dinheiro!

Seguro contra calote atinge o maior nível em 17 meses na Irlanda

LONDRES – Os contratos de swaps de default de crédito (CDS, na sigla em inglês) da Irlanda atingiram 300 pontos-base, seu nível mais alto desde março de 2009, em meio às preocupações sobre uma recapitalização do sistema bancário irlandês.

O presidente do banco central da Irlanda, Patrick Honohan, afirmou acreditar que será necessário um investimento total entre € 22 bilhões e € 25 bilhões para socorrer o Irish Bank Corp., que registrou perdas enormes quando o mercado imobiliário do país foi atingido pela crise financeira em 2009.

Os bancos irlandeses foram duramente atingidos pela crise do mercado imobiliário. Eles fizeram grandes empréstimos para empresas de incorporação imobiliária, e muitos deles dificilmente serão pagos, forçando o governo do país a injetar bilhões de euros nessas instituições.

Honohan, que também é membro do Conselho de Governadores do Banco Central Europeu (BCE), afirmou que o governo irlandês está gastando cerca de € 30 bilhões para ajudar os bancos do país, representando cerca de 20% do Produto Interno Bruto (PIB) anual da Irlanda. Segundo ele, o montante é uma soma “administrável”.

O spread do CDS de 5 anos da Irlanda recuou 20 pontos-base, antes do leilão de € 1 bilhão a € 1,5 bilhão de títulos previsto para esta terça-feira, de acordo com dados do provedor Markit.

De acordo com os preços desta segunda-feira, o CDS para proteger uma dívida de cinco anos de US$ 10 milhões seria de US$ 300 mil, maior que o custo de US$ 200 mil no início de agosto.

Segundo um trader, as persistentes preocupações sobre os custos do pacote de ajuda para os bancos, combinadas com o aumento do spread dos títulos do governo irlandês, foram a principal razão da alta dos contratos.

O prêmio de risco entre os títulos de 10 anos do governo irlandês e os títulos da Alemanha, utilizados como referência, aumentou em torno de dois pontos-base, para 309,5 pontos-base nesta segunda-feira, representando uma alta em relação aos 225 pontos na semana passada.

O mais recente surto de enfraquecimento dos contratos de swaps de default de crédito da Irlanda começou na semana passada, com os investidores avaliando o custo para a Irlanda suportar seu sistema bancário.

O Banco Central Europeu (BCE) comprou títulos de curto prazo do governo irlandês na semana passada, em uma tentativa para acalmar os mercados.

O aumento do CDS da Irlanda nesta segunda-feira ocorreu mesmo depois de a agência de classificação de risco Moody’s afirmar que as compras de títulos do governo irlandês pelo BCE na semana passada não sinalizam novos problemas nos mercados de títulos europeus. “Os piores dias” para a Irlanda e seus bancos estão “provavelmente” acabados, afirmou a Moody’s.

O sentimento dos participantes do mercado em torno da Irlanda pesou sobre os mercados de crédito e outros mercados no geral, em meio aos temores de um aperto do crédito bancário e as crescentes preocupações de uma desaceleração na recuperação econômica mundial. As informações são da Dow Jones.

Fonte: Estadao 16 de agosto de 2010