18 jan

Com cada vez mais seguradoras atuando no ramo de coberturas para administradores de empresas (D&O, como é conhecido em inglês), cresce a corrida para lançar produtos que atendam a públicos específicos, como forma de se diferenciar da concorrência.

Não tem mercado em D&O para o número de seguradoras que atuam hoje nesse ramo. A tendência será uma maior especialização em riscos, como middle market ou instituições financeiras, diz Renato Perosa, gerente de linhas financeiras da corretora de seguros Aon.

A Chartis, antiga AIG, é uma das seguradoras que definiu um foco de atuação mais agressivo, lançando coberturas de administradores específicas para a indústria financeira. Fábio Cabral, gerente de linhas financeiras da seguradora, conta que, em três meses, a empresa fechou sete apólices com fundos de investimento de um seguro que Cabral chama de D&O turbinado. Junto com a cobertura tradicional, o produto inclui proteções para responsabilidade civil profissional e proteções trabalhistas.

A Chartis também lançou versões do D&O turbinado para fundos de private equity – que compram participações em empresas – e gestoras de recursos, um filão no qual a Itaú Seguros também está de olho. Segundo o gerente de linhas financeiras daseguradora, Celso Soares Júnior, o cenário de queda de juros aumenta o apelo de ativos de maior risco, o que por sua vez amplia a exposição dos administradores dessas instituições a queixas.

É o caso dos fundos de pensão, para quem a Itaú lançou apólice que inclui coberturas que protegem os gestores das fundações por um período que vai bem além da sua gestão, já que eles podem ser alvo de queixas dos pensionistas por escolhas de ativos que, após alguns anos, resultaram em prejuízo para a carteira. Tem fundo, por exemplo, que pôs recursos no Banco Santos. Com a quebra do banco, foram prejudicados.

No mercado de fundos de investimento, a Chartis enfrentará competição da Ace, que pretende lançar no começo de 2012 uma modalidade de seguro para esse público. Essa é uma atividade fortemente regulada, o que aumenta a necessidade de seguros, diz Leandro Martinez, que comanda a área de linhas financeiras. Ele estima que até seis apólices sejam fechadas no ano.

A Zurich é outra seguradora que acaba de lançar coberturas novas para administradores. Vinícius Jorge, superintendente de linhas financeiras, explica que, diferente do produto tradicional, a cobertura da Zurich não é contratada pela empresa, mas sim pelo executivo que quer proteção exclusiva.

O D&O é um seguro coletivo. Se um diretor usar a cobertura, outro corre o risco de ficar sem na hora de um problema, diz. Além da cobertura particular, o D&O One tem retroatividade ilimitada – para erros passados que possam aparecer – e acompanha o executivo quando ele muda de companhia.

Paulo Baptista, gerente de linhas financeiras da corretora de seguros Marsh, também cita outras coberturas que têm feito parte das apólices de seguros para administradores, como as verbas para gerenciamento de crises e para defesa de reputação. Outras são cláusulas mais adequadas às particularidades da legislação brasileira, como proteções contra bloqueio de contas correntes.

Fonte: Valor Econômico

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