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Seguradoras apostam em eventos esportivos

O ciclo de crescimento da economia brasileira tem sido o principal motor propulsor do mercado de seguros nacional, que faturou mais de R$ 100 bilhões em 2009 e já prevê expansão para os próximos dez anos. Um dos filões do setor deverá surgir durante investimentos em infraestrutura no Brasil, tendo em vista os grandes eventos esportivos que o País irá sediar. De acordo com Edson Toguchi, superintendente de seguros financeiros da Allianz Brasil, os recursos injetados em obras para a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016 devem girar em torno de R$ 300 bilhões.

Toguchi foi um dos palestrantes da quinta edição do Fórum Internacional de Seguros para Jornalistas, realizado em São Paulo. “O Brasil está no centro do interesse mundial e com chances de se tornar a quinta maior economia do planeta. O segmento segurador não apenas está na rota do desenvolvimento nacional como exerce papel fundamental para garantir esta conjuntura”, justificou o presidente da empresa, Max Thiermann, durante a abertura do evento.

Durante o fórum, foram apresentadas outras oportunidades que se abrem ao setor em todos os segmentos, especialmente em produtos individuais, saúde, pequenas e médias empresas e o seguro prestamista, vendido de forma atrelada ao crédito. Em 2009, os ramos que mais cresceram foram os de riscos financeiros (32%), rural (30%) e habitacional (26%), de acordo com dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep). Segundo a entidade, o mercado segurador brasileiro movimentou R$ 111 bilhões no ano passado, incluindo os segmentos de saúde, vida, previdência e capitalização, e deve alcançar a casa dos R$ 150 bilhões em faturamento nos próximos dois anos.

O superintendente de seguros financeiros da Allianz destacou que um meio de as seguradoras aproveitarem o “canteiro de obras que irá se erguer” é através da oferta de seguro-garantia. “Já estamos negociando este modelo para reformas de estádios, ampliação e construção de aeroportos e projetos de transporte”, adianta Toguchi. Destinado a atender a órgãos públicos e empresas privadas, principalmente da construção civil, o seguro-garantia tem como objetivo fazer com que se cumpram as obrigações de contratos, licitações ou concessões públicas. Em licitações, é usado para garantir que a empresa vencedora da concorrência assine o contrato de execução ou de fornecimento previsto no edital ou convite.

Além das empreitadas que os grandes eventos esportivos demandam, as obras direcionadas às energias renováveis, como a da usina hidrelétrica de Santo Antônio, em Rondônia, ou a de Belo Monte, no Pará, bem como às relacionadas ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC2) e da exploração da camada do pré-sal, também devem aquecer os negócios de seguro-garantia, conforme as previsões dos executivos da Allianz. Estima-se que estes projetos gerem, para as seguradoras, uma receita de cerca de R$ 8 bilhões – o que faria o segmento de grandes riscos quase triplicar de tamanho.

Na avaliação de Tânia Amaral, superintendente da área de riscos financeiros da Munich Re do Brasil, e uma das palestrantes do evento, o segmento de seguro-garantia brasileiro ainda tem muito que crescer, pois representa apenas 0,03% do PIB, ficando abaixo da média da América Latina, que é de 0,05%. “Alguns setores da economia ainda não conhecem bem esse mecanismo”, diz Tânia, ensinando que a principal função deste modelo é pré-qualificar uma empresa para participar de um projeto. “Quando a empresa consegue o seguro para apresentar ao contratante já é um excelente sinal”, opina.

A representante da Munich Re ressalta, em contraponto, que um fator negativo para o setor no Brasil é a excessiva concentração de riscos em poucas empresas. “Hoje, todos os grandes projetos estão na mão de cinco construtoras, o que aumenta muito o risco”, adverte, ressaltando que, atualmente, das 20 maiores exposições da Munich Re no mundo, cerca de 50% são de empresas brasileiras.

Modelo indiano de microsseguro auxilia na inclusão social dos menos favorecidos

O mercado de seguros na Índia faturou US$ 50 bilhões em 2009. Destes, US$ 3 bilhões entraram como receita para a Bajaj Allianz Insurance Company, sendo que US$ 50 milhões dizem respeito a negócios de microsseguros. “Estimamos faturar US$ 100 milhões até o final de 2010”, prevê Kamesh Goyal, country manager da empresa estabelecida há dois anos na Índia.

O microsseguro é uma modalidade que oferece proteção contra riscos, com produtos e processos customizados com preços muito baixos, para pessoas que estão excluídas do sistema financeiro internacional. Os custos das apólices ficam em torno de US$ 1,00 a US$ 4,00 por mês.

Na Índia, estes serviços já beneficiaram mais de dois milhões de pessoas desde 2008, quando o ciclone Nisha devastou a costa Sul do país fazendo com que cerca de 50 mil pessoas perdessem tudo o que tinham. “Cerca de 14.500 famílias conseguiram recomeçar a vida, porque haviam contratado um seguro contra perdas por desastres naturais (pagando mensalidades de US$ 1,00 por mês) e ganharam indenizações para reconstruir o que foi arrasado pela catástrofe. Juntas, elas receberam US$ 800 mil da Bajaj Allianz, uma das pioneiras no mundo em operações de microsseguros. Em sua palestra no Fórum Internacional de Seguros, o executivo indiano opinou que este modelo de seguro tem grande possibilidade de funcionar no Brasil. “São justamente as pessoas com menos recursos que estão mais expostas ao risco, portanto, são as que mais precisam de seguros.” Para o presidente da Allianz, Max Thiermann, “a modalidade representa não apenas um negócio, mas uma oportunidade de inclusão social”. Segundo ele, no Brasil o mercado de microsseguros ainda não está regulamentado, mas as seguradoras brasileiras já estão voltando os olhos para este segmento.

Na opinião de Lauro Gonzalez, coordenador do Centro de Estudos em Microfinanças da Fundação Getulio Vargas (FGV) de São Paulo, fala-se muito sobre microcrédito no Brasil, mas é preciso lembrar que este modelo só é eficiente se for combinado com outros produtos. Ele citou como exemplo um microempreendedor que consegue crédito para comprar um bem, como carrinho de cachorro quente. “Se ele não tem nenhum tipo de cobertura de seguro, pode perder anos de investimento com uma simples enchente”.

Fonte: Jornal do Comércio
Notícia da edição impressa de 28/06/2010

Estádio Verdão, no MT, faz seguro de R$ 342 mi para Copa de 2014

Seguradora líder foi a inglesa RSA, a principal responsável pela apólice para a Olimpíada de Londres de 2012

O Estádio Governador José Fragelli, conhecido como Verdão, que sediará em Cuiabá os jogos da Copa do Mundo de 2014, fechou seguro de R$ 342 milhões para as obras de reforma, que devem demorar 26 meses. A seguradora líder foi a inglesa RSA, a principal responsável pela apólice para a Olimpíada de Londres de 2012, conforme antecipado pela Agência Estado no último dia 21.

O projeto do Estádio Verdão prevê uma nova arena com 107 mil metros quadrados de área construída, com capacidade para 42 mil torcedores e estacionamento para 15 mil veículos. O seguro cobre as obras para o empreendimento, orçadas em R$ 342 milhões, e também os danos causados a terceiros durante a construção (apólice chamada de responsabilidade civil).

A construtora mineira Santa Bárbara e a Mendes Junior são as responsáveis pelas obras e foram as contratantes do seguro. A apólice contou com ajuda da corretora Mondial, de Belo Horizonte. A vigência do seguro é de 26 meses, mesmo prazo previsto para a conclusão do projeto.

O diretor Comercial da RSA, Ariel Couto, conta que a seguradora montou um time com profissionais brasileiros, ingleses e até chineses para mapear oportunidades no Brasil por causa de eventos esportivos que vão ocorrer nos próximos anos, como a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada do Rio de 2016. “Elas trarão inúmeras oportunidades para o mercado de seguros no Brasil”, diz o executivo. Segundo ele, a RSA vai participar da concorrência para os seguros dos demais estádios para a Copa de 2014, que incluem obras em capitais como Manaus, Brasília e Salvador.

A RSA, que antes se chamava Royal & SunAlliance, tem 300 anos e é um dos maiores grupos seguradores do mundo. A companhia tem cerca de 22 mil funcionários e, em 2009, registrou prêmios de 6,7 bilhões de libras (US$ 10 bilhões pelo câmbio de hoje).

Dentre as obras para a Copa de 2014, a seguradora alemã Allianz ficou com a apólice de fornecimento de estruturas para a reforma do Mineirão. A empresa também fechou o seguro de garantia do estádio Kleber Andrade, em Vitória (ES), fechado no início deste mês. A apólice deste último, tem cobertura de R$ 100 milhões. O estádio capixaba deve ser usado para a Copa das Confederações, em 2013, e é considerado reserva para 2014
Data: 25.06.2010 – Fonte: Estadão

RSA Seguros conquista maior contrato de seguros para a Copa de 2014 até agora

A RSA Seguros conquistou o maior contrato de seguro para a Copa do Mundo de 2014 até o momento. A subsidiária da seguradora inglesa será responsável pela apólice das obras do novo Estádio Governador José Fragelli, o Verdão, que sediará em Cuiabá (MT) os jogos do Mundial. Os investimentos estão avaliados em R$ 342 milhões.

Segundo nota da empresa, a apólice foi fechada em parceria com a corretora Mondial, de Belo Horizonte. A RSA será a líder nas apólices de Riscos de Engenharia e Seguro de Responsabilidade Civil para a obra, que tem duração prevista de 26 meses. O projeto do Verdão contempla uma nova arena com 107 mil metros quadrados de área construída, capacidade para 42 mil torcedores e estacionamento para 15 mil veículos.

“A conquista deste negócio reforça a nossa estratégia de crescimento acelerado na carteira de Riscos de Engenharia, tanto nas obras relacionadas ao segmento imobiliário, quanto nos projetos mais complexos, sobretudo obras de infraestrutura”, revela o diretor comercial, Ariel Couto. O setor espera um forte crescimento nos próximos anos diante dos investimentos previstos para infraestrutura em eventos como Copa do Mundo e Olimpíadas, projetos para exploração do pré-sal e Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Segundo dados do governo, o PAC 2 tem investimentos estimados perto da casa de R$ 1 trilhão. Um número que tem atraído cada dia mais a atenção das seguradoras e resseguradoras para o Brasil, uma vez que obras deste porte estão praticamente paradas nos países da Europa e nos Estados Unidos, que ainda se recuperam da crise.

“A Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 trarão inúmeras oportunidades para o mercado de seguros no Brasil e estamos atentos para aproveitá-las”, afirma Ariel. “Montamos um time internacional para investigar a nossa atuação em eventos similares ocorridos em outros países e buscaremos replicar esta experiência aqui no Brasil”, acrescenta Couto. Segundo a nota, a RSA tem know-how global nesse tipo de projeto, já que foi a seguradora líder nos segmentos de Riscos de Engenharia, Property e Casualty nos projetos relacionados à Olimpíada de Londres, em 2012.

Data: 25.06.2010 – Fonte: Portal Viver Seguro