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Estádio Verdão, no MT, faz seguro de R$ 342 mi para Copa de 2014

Seguradora líder foi a inglesa RSA, a principal responsável pela apólice para a Olimpíada de Londres de 2012

O Estádio Governador José Fragelli, conhecido como Verdão, que sediará em Cuiabá os jogos da Copa do Mundo de 2014, fechou seguro de R$ 342 milhões para as obras de reforma, que devem demorar 26 meses. A seguradora líder foi a inglesa RSA, a principal responsável pela apólice para a Olimpíada de Londres de 2012, conforme antecipado pela Agência Estado no último dia 21.

O projeto do Estádio Verdão prevê uma nova arena com 107 mil metros quadrados de área construída, com capacidade para 42 mil torcedores e estacionamento para 15 mil veículos. O seguro cobre as obras para o empreendimento, orçadas em R$ 342 milhões, e também os danos causados a terceiros durante a construção (apólice chamada de responsabilidade civil).

A construtora mineira Santa Bárbara e a Mendes Junior são as responsáveis pelas obras e foram as contratantes do seguro. A apólice contou com ajuda da corretora Mondial, de Belo Horizonte. A vigência do seguro é de 26 meses, mesmo prazo previsto para a conclusão do projeto.

O diretor Comercial da RSA, Ariel Couto, conta que a seguradora montou um time com profissionais brasileiros, ingleses e até chineses para mapear oportunidades no Brasil por causa de eventos esportivos que vão ocorrer nos próximos anos, como a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada do Rio de 2016. “Elas trarão inúmeras oportunidades para o mercado de seguros no Brasil”, diz o executivo. Segundo ele, a RSA vai participar da concorrência para os seguros dos demais estádios para a Copa de 2014, que incluem obras em capitais como Manaus, Brasília e Salvador.

A RSA, que antes se chamava Royal & SunAlliance, tem 300 anos e é um dos maiores grupos seguradores do mundo. A companhia tem cerca de 22 mil funcionários e, em 2009, registrou prêmios de 6,7 bilhões de libras (US$ 10 bilhões pelo câmbio de hoje).

Dentre as obras para a Copa de 2014, a seguradora alemã Allianz ficou com a apólice de fornecimento de estruturas para a reforma do Mineirão. A empresa também fechou o seguro de garantia do estádio Kleber Andrade, em Vitória (ES), fechado no início deste mês. A apólice deste último, tem cobertura de R$ 100 milhões. O estádio capixaba deve ser usado para a Copa das Confederações, em 2013, e é considerado reserva para 2014
Data: 25.06.2010 – Fonte: Estadão

Crescem sinistros dos seguros vendidos em grande quantidade

As seguradoras têm encontrado no varejo e em empresas de prestação de serviços, como energia elétrica e telefonia, um bom canal para vender seus produtos de forma massificada.

Em geral, são apólices de baixo custo distribuídas para uma grande base de clientes.
Mas engana-se quem acha que, por conta do baixo ticket, o número de acionamento das apólices em caso de sinistro é pequeno.

A divisão de massificados da corretora Marsh fez um levantamento em sua carteira para ver se, de fato, o consumidor aciona o seguro. E o resultado foi positivo.
No primeiro trimestre deste ano, houve um crescimento de 36% no número de pedidos de indenização, o equivalente a R$ 13,1 milhões em sinistros pagos.

A maior parte das ocorrências foi de seguros prestamistas – apólices que cobrem o pagamento de financiamentos feitos pelo segurado em caso de morte, invalidez e perda de renda por doença ou desemprego, dependendo da cobertura.

Esse seguro é uma proteção financeira para empresas que vendem a crédito e para o consumidor que não fica inadimplente no caso de invalidez. Mas se as taxas de desemprego já caíram em relação à crise do ano passado, por que os sinistros em prestamistas continuam crescendo?

“A carteira de prestamista mais do que dobrou no primeiro trimestre, ante o ano passado, registrando um crescimento de 105%. Com o aumento da carteira, cresce o número de sinistros”, explica Paulo Kudler, gerente executivo da Marsh Affinity.

Prestamista

Na época da crise, a Cardif, seguradora do grupo BNP Paribas, viu a sinistralidade de sua carteira de prestamista crescer 50% no primeiro trimestre de 2009. “A frequência de sinistros acompanha o número de apólices vigentes. No ano passado, a frequência de sinistros cresceu mais rapidamente do que o nível de negócios”, comenta o presidente da Cardif do Brasil, Alexandre Boccia.

A seguradora só atua com canais de distribuição alternativos, por meio de parcerias para distribuição de seguros. Segundo Boccia, outro produto que também apresentou um bom crescimento foi o seguro residencial e o de garantia estendida, na esteira do aumento do consumo.

“No varejo, o carro-chefe é o produto de proteção financeira”, diz Rogério Alves, vice-presidente da Aon para a América Latina. “E agregamos outros produtos, como a garantia estendida e agora também temos garantia para usados”, completa. “A frequência de pedidos de indenização tende a aumentar, pois é natural que as pessoas usem cada vez mais e melhor o seguro”, diz Boccia.

Ele explica que é comum, no canal massificado, um produto ter mais de uma cobertura, que às vezes não é usada, como uma assistência atrelada à apólice.
Kudler, da Marsh Affinity, explica, porém, que a evolução dos sinistros não é preocupante para as seguradoras, pois os valores são pequenos e o risco é diluído no total da carteira de massificados, que na Marsh tem um total de 5,5 milhões de segurados.

Data: 25.06.2010 – Fonte: Brasil Economico | Thais Folego

RSA Seguros conquista maior contrato de seguros para a Copa de 2014 até agora

A RSA Seguros conquistou o maior contrato de seguro para a Copa do Mundo de 2014 até o momento. A subsidiária da seguradora inglesa será responsável pela apólice das obras do novo Estádio Governador José Fragelli, o Verdão, que sediará em Cuiabá (MT) os jogos do Mundial. Os investimentos estão avaliados em R$ 342 milhões.

Segundo nota da empresa, a apólice foi fechada em parceria com a corretora Mondial, de Belo Horizonte. A RSA será a líder nas apólices de Riscos de Engenharia e Seguro de Responsabilidade Civil para a obra, que tem duração prevista de 26 meses. O projeto do Verdão contempla uma nova arena com 107 mil metros quadrados de área construída, capacidade para 42 mil torcedores e estacionamento para 15 mil veículos.

“A conquista deste negócio reforça a nossa estratégia de crescimento acelerado na carteira de Riscos de Engenharia, tanto nas obras relacionadas ao segmento imobiliário, quanto nos projetos mais complexos, sobretudo obras de infraestrutura”, revela o diretor comercial, Ariel Couto. O setor espera um forte crescimento nos próximos anos diante dos investimentos previstos para infraestrutura em eventos como Copa do Mundo e Olimpíadas, projetos para exploração do pré-sal e Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Segundo dados do governo, o PAC 2 tem investimentos estimados perto da casa de R$ 1 trilhão. Um número que tem atraído cada dia mais a atenção das seguradoras e resseguradoras para o Brasil, uma vez que obras deste porte estão praticamente paradas nos países da Europa e nos Estados Unidos, que ainda se recuperam da crise.

“A Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 trarão inúmeras oportunidades para o mercado de seguros no Brasil e estamos atentos para aproveitá-las”, afirma Ariel. “Montamos um time internacional para investigar a nossa atuação em eventos similares ocorridos em outros países e buscaremos replicar esta experiência aqui no Brasil”, acrescenta Couto. Segundo a nota, a RSA tem know-how global nesse tipo de projeto, já que foi a seguradora líder nos segmentos de Riscos de Engenharia, Property e Casualty nos projetos relacionados à Olimpíada de Londres, em 2012.

Data: 25.06.2010 – Fonte: Portal Viver Seguro

ANS quer mediar conflito entre plano e paciente

Bruno Boghossian / RIO

Agência promete apurar denúncia do consumidor com mais rapidez, para que operadora autorize procedimento

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) pretende colocar em prática, em agosto, um novo mecanismo de mediação de conflitos entre operadoras de planos de saúde e consumidores que tiverem pedidos de cobertura negados.

Com o uso da Notificação de Investigação Preliminar (NIP), a agência promete apurar denúncias dos pacientes com mais rapidez, permitindo que as administradoras revertam suas decisões e autorizem procedimentos médicos – evitando punições e criando uma alternativa às ações judiciais que garantem atendimentos por meio de liminares.

Pelo novo modelo, as operadoras denunciadas à ANS por negar pedidos de cobertura de exames, tratamentos e cirurgias que deveriam atender serão notificadas e terão até cinco dias para decidir se revertem a decisão ou mantêm a negativa. Os processos administrativos, então, passam a ser abertos apenas se não houver acordo e a agência confirmar a irregularidade.

No projeto-piloto realizado pela agência desde outubro 2008, 56% das reclamações de pacientes foram resolvidas e as denúncias, arquivadas. O novo modelo passa por consulta pública até o fim do mês no site ans.gov.br para receber sugestões e contribuições da sociedade.

Atualmente, as multas aplicadas pela ANS são consideradas uma forma de evitar que casos semelhantes se repitam, mas não beneficiam o cliente lesado. “Sabendo que o órgão de fiscalização deixa de ser um mero aplicador de multas e passa a mediar conflitos, o consumidor passa a recorrer à ANS como mais uma instância de defesa”, diz Solange Mendes, diretora executiva da Federação Nacional de Saúde Suplementar (Fenasaúde), que representa as operadoras.

O Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) crê que a NIP pode contribuir para reduzir o número de ações judiciais por negativas de cobertura, mas estima que apenas casos mais simples sejam revertidos. “Provavelmente, só os casos mais absurdos serão resolvidos, como procedimentos que estão no rol obrigatório e são negados”, afirma a advogada Daniela Trettel. “A ANS tem uma série de posições desfavoráveis aos consumidores e, em geral, não entra em discussões referentes a cláusulas abusivas, por exemplo.”

Há o temor de que operadoras passem a usar a NIP como um modo de adiar processos administrativos. Por isso, Daniela defende a aplicação de multas mesmo quando a negativa for revertida. A Fenasaúde diz que a ANS pode impedir a prática. “Se as empresas passarem a negar sistematicamente a cobertura por má-fé e acabarem autorizando o procedimento quando questionadas pela ANS, então a agência pode multá-la e até aplicar uma punição mais severa.”

Data: 24.06.2010 – Fonte: O Estado de S. Paulo | Vida | SP