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Preço do seguro tende a subir se o número de casos continuar em alta

O aumento de 27,1% no volume de furtos e roubos de veículos em Sorocaba nos primeiros quatro meses deste ano preocupa a população não só pelo temor de ter seu bem levado pelos ladrões, mas também pela expectativa do aumento nos valores dos seguros de automóveis pelas companhias seguradoras. Os corretores confirmam que a situação deve influenciar no custo final, porém destacam que esse é um dos fatores que pode ocasionam o aumento – ou até mesmo a queda – dos preços praticados.

Diretor regional do Sindicato dos Corretores de Seguros e de Empresas Corretoras de Seguros no Estado de São Paulo (Sincor-SP), Gilson Domingues de Morais Filho considera que os seguros de veículos em Sorocaba poderão sofrer mudanças significativas de preço caso o aumento do número de carros furtados registrado pela polícia nos primeiros quatro meses deste ano – 741 ocorrências frente a 583 do mesmo período do ano passado – persista pelos próximos meses. A adequação do cálculo é feita mês a mês e considera os índices de sinistro, que envolvem desde roubos até colisões, nos doze meses anteriores à renovação da apólice. Por enquanto, esse aumento de roubos recente está diluído , explicou.

O corretor destaca, porém, que a mudança de valor só pode ser aplicada por ocasião da renovação do seguro e que os custos das apólices não necessariamente aumentam, mas podem permanecer iguais de um ano a outro ou até sofrer quedas. Até a região onde o dono do carro mora influencia nessa conta. Sorocaba, por exemplo, já é uma das cidades onde o valor do seguro de automóveis costuma variar de acordo com a rua onde o proprietário mora. São esses fatores, além de perfil, sexo e faixa etária que contam. Mas muita gente não entende e acha que pelo motivo de não ter feito uso do seguro ou porque o carro está mais velho, pagará menos. Não é bem assim.

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Carros mais visados

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Apesar da atuação no setor, Morais aponta que o Sincor-SP não tem estatísticas que apontem os modelos de carros mais visados, os mais roubados e o volume de reajustes dos seguros de automóveis nos últimos anos, pois estes variam de acordo com as seguradoras, que possuem, cada qual, seu próprio índice de sinistro, com informações sobre modelo, marca, cor e características dos carros que foram as vítimas , entre seus clientes. Esses índices, inclusive, podem discordar em relação aos dados da segurança pública, pois as estatísticas apontam todos os veículos roubados e furtados, independente de serem ou não segurados. Hoje, no Brasil, estima-se que apenas 36% da frota tem seguro.

Apesar da individualidade dos dados do setor, algumas situações se repetem, seja qual for o prestador do serviço. O Gol, por exemplo, realmente é um dos carros mais roubados e tem o seguro mais caro em quase todas as seguradoras , explicou. A questão é meramente matemática, se a companhia tiver mais prejuízo com o ressarcimento, terá que arrecadar mais para cobri-lo. Se aumenta o número de roubos e furtos, todo mundo que tem seguro participa pagando parte dessa fatia .

Nem a Superintendência de Seguros Privados do Ministério da Fazenda (Susep) possui dados atualizados. O último levantamento, de junho de 2009, aponta entre os carros mais roubados no Brasil o modelo Parati, da Volkswagen, com potência superior a 1.0 – frota de 45 mil unidades, em média, com índice de roubo e furto de 2,11%. Em segundo lugar estão Gol acima de 1.0 e o Santana, também da VW, com índice de 2,015%.

Data: 24.06.2010 – Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul Online | Sorocaba | SP

Microsseguros para baratear apólices é preciso eliminar burocracias, diz especialista

A eliminação de burocracias é um dos requisitos para baratear apólices e facilitar a implantação do microsseguro. Ao menos, esta é a opinião do country manager da Bajaj Allianz, Índia, Kamesh Goyal, que participou de evento organizado pela Allianz Seguros, nhttp://www.garraseguros.com.br/wp-admin/post-new.phpa última terça-feira (22).

Na opinião de Goyal, atender pessoas das camadas mais baixas da população requer uma série de adaptações no modelo de negócios de uma seguradora tradicional, além do fim da burocracia. Como exemplo, ele cita baratear os custos de divulgação.

“São justamente as pessoas com menos recursos que estão mais expostas ao risco. Portanto, as que mais precisam de seguro (…) É uma imensa oportunidade de negócios, tanto na Índia quanto em outros países emergentes”, diz ele.

Microsseguro

O microsseguro é uma modalidade de seguro que oferece apólices com preços baixos para pessoas que estão excluídas do sistema financeiro tradicional. Na Índia, o preço médio de uma apólice é de US$ 12 por ano.

No Brasil, o mercado de microsseguros ainda não está regulamentado, mas as seguradoras brasileiras já estão de olho no segmento, sendo que o seguro prestamista, caracterizado por cobrir prestações de bens adquiridos em caso de morte ou invalidez do beneficiário, é a apólice que mais deve crescer nos próximos cinco anos, conforme uma pesquisa realizada pela Accenture.

Na opinião do professor e coordenador do Centro de Estudos em Microfinanças da Fundação Getulio Vargas de São Paulo, Lauro Gonzalez, por aqui, o microsseguro ainda é um assunto pouco abordado, mas que pode alavancar outros produtos financeiros, como o microcrédito.

“Aqui, se fala muito sobre microcrédito, mas é preciso lembrar que ele só é eficiente se for combinado com outros produtos (…) Se a pessoa não tem nenhum tipo de de cobertura de seguro, ela pode perder anos de investimento com uma simples enchente”, diz.

Fonte:Infomoney

Expectativa de crescimento de 100% do seguro garantia

Na esteira do crescimento econômico brasileiro, o setor de seguro garantia bate recordes de desempenho. Em 2007, foram emitidos R$342,5 milhões em prêmios. Em 2009, foram R$696 milhões e a expectativa para este ano é de que haja um incremento de 100%. Este foi o tema abordado por Edson Toguchi, superintendente de Produtos Financeiros e Responsabilidades da Allianz Seguros, durante o 5º Fórum Internacional de Seguros para Jornalistas, organizado pela Allianz Seguros em São Paulo.

Toguchi destacou que o Brasil vive um dos melhores momentos econômicos de sua história, com elevados investimentos em infraestrutura, sobretudo graças ao PAC, aos grandes projetos de energia limpa, à construção civil, à Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016. “De janeiro a abril, foram emitidos R$226,7 milhões em prêmios. A expectativa é de que as 22 seguradoras e 18 resseguradoras que neste segmento do mercado brasileiro faturem até R$ 900 milhões em 2010”, afirmou.

A Allianz também vem registrando crescimento acima da média. No ano passado, enquanto o mercado cresceu 40%, a seguradora obteve um aumento de 73% neste setor. “Já estamos negociando o seguro garantia para a reforma de estádios, ampliação e construção de aeroportos e projetos de transportes”, afirmou Toguchi.

Tânia Amaral, superintendente de Riscos Financeiros da Munich Re do Brasil e debatedora do Fórum, ressaltou que o seguro garantia tem muito potencial de penetração e terreno para crescer no País. “No Brasil, o setor representa 0,03% do PIB, índice abaixo da média da América Latina. Há muitos segmentos e regiões do País em que esta modalidade não é bem difundida”, acrescentou. Entre as preocupações do setor, Tânia Amaral ressaltou a concentração de riscos. “As principais empresas estão em todos os grandes projetos e querem entrar em todos que estão aparecendo. Isto gera um desconforto para o mercado”, acrescenta.

Data: 24.06.2010 – Fonte: Escola Nacional de Seguros | Seguro em Pauta

Limite de garantia emitida pode chegar a R$ 300 bi em 2010

O mercado de seguros garantia é um dos mais promissores ramos dos próximos anos. Em 2009, o setor emitiu R$ 100 bilhões, valor que pode duplicar e até triplicar neste ano alcançando a casa dos R$ 300 bilhões. “O Brasil é um canteiro de obras e é considerado a bola da vez. Com o PAC, Olimpíadas, Copa e projetos de energias renováveis e de petróleo, esperamos arrecadar o dobro do valor obtido no seguro garantia em 2009 e quem sabe até triplicar o limite emitido no exercício de 2010″, avaliou Edson Toguchi, Edson Toguchi, superintendente de Produtos Financeiros e Responsabilidades da Allianz Seguros durante o 5º Fórum Internacional de Seguros para Jornalistas, organizado no dia 22 de junho pela Allianz Seguros no hotel Intercontinental, em São Paulo.
No ano passado, os prêmios da carteira somaram R$ 696 milhões, incremento de quase 40% na comparação com o exercício imediatamente anterior, segundo dados da Susep. No Brasil, o seguro garantia representa 0,03% do PIB. Em outros países da América Latina esse percentual é maior: o México é de 0,04% e no Panamá é de 0,28%. Depois do ingresso do Brasil no acordo de Basileia, este ramo ganhou ainda mais força no País. Isso porque as fianças bancárias ficaram caras, os bancos restringiram a sua atuação e deixaram o espaço aberto para as seguradoras. A possibilidade de negociação no momento de um sinistro também viabiliza este seguro. Atualmente, 22 seguradoras e 18 resseguradoras operam neste ramo. Diante das prósperas demandas de infraestrutura, mais players podem iniciar operações no Brasil. “O Brasil é o primeiro, se não o segundo principal país em obras no mundo”, corroborou Toguchi.
Até o Governo quer sua fatia do bolo. Sob a justificativa de falta de capacidade para garantir as grandes obras - rumores começaram com a crise econômica mundial, quer criar a Empresa Brasileira de Seguros (EBS). O objetivo da estatal é trabalhar em parceria com o setor e não ser mais uma concorrente. No entanto, o tema ainda gera muitas discussões no mercado. Para o superintendente da Allianz, por conta do número elevado de grandes projetos, há acúmulos de riscos. “Há restrição de crédito para algumas empresas e temos poucas grandes construtoras”, explicou. “Juntando as seguradoras que operam com garantia, a capacidade de contratos automáticos já é superior a R$ 2 bilhões”.
Tânia Amaral, superintendente de Riscos Financeiros da Munich Re do Brasil e debatedora do Fórum, tem a mesma opinião. Na visão da especialista, apesar do seguro garantia ainda carecer de evoluir em termos de produto e de regiões exploradas, é um segmento bem desenvolvido tecnicamente. “Os projetos são imensos e com apólices de valores muito altos. Isso gera acumulação de riscos nas construtoras e empreiteiras, que querem estar em tudo”, analisou.
De acordo com ela, das 20 empresas com maiores exposições de risco do mundo na Munich Re, dez são brasileiras. “Os contratantes exigem valores altos e querem passar todo o risco para o seguro garantia, exigindo produtos que não são ofertados em nenhum lugar do mundo”.
Porém, Tânia lembrou que o mercado brasileiro de garantia, embora seja recente, já conta com produtos desenvolvidos conforme as necessidades locais. Para Toguchi, o cenário não só mostra que o setor está preparado para as grandes obras, como também permitirá que a Copa 2014 e as Olimpíadas sejam realizadas de forma satisfatória. “O mercado está bem preparado e tem disposição para pagar o prêmio adequado”, concluiu.

Fonte:Revista Apólice
23/06/2010