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O mercado de seguros garantia é um dos mais promissores ramos dos próximos anos. Em 2009, o setor emitiu R$ 100 bilhões, valor que pode duplicar e até triplicar neste ano alcançando a casa dos R$ 300 bilhões. “O Brasil é um canteiro de obras e é considerado a bola da vez. Com o PAC, Olimpíadas, Copa e projetos de energias renováveis e de petróleo, esperamos arrecadar o dobro do valor obtido no seguro garantia em 2009 e quem sabe até triplicar o limite emitido no exercício de 2010″, avaliou Edson Toguchi, Edson Toguchi, superintendente de Produtos Financeiros e Responsabilidades da Allianz Seguros durante o 5º Fórum Internacional de Seguros para Jornalistas, organizado no dia 22 de junho pela Allianz Seguros no hotel Intercontinental, em São Paulo.
No ano passado, os prêmios da carteira somaram R$ 696 milhões, incremento de quase 40% na comparação com o exercício imediatamente anterior, segundo dados da Susep. No Brasil, o seguro garantia representa 0,03% do PIB. Em outros países da América Latina esse percentual é maior: o México é de 0,04% e no Panamá é de 0,28%. Depois do ingresso do Brasil no acordo de Basileia, este ramo ganhou ainda mais força no País. Isso porque as fianças bancárias ficaram caras, os bancos restringiram a sua atuação e deixaram o espaço aberto para as seguradoras. A possibilidade de negociação no momento de um sinistro também viabiliza este seguro. Atualmente, 22 seguradoras e 18 resseguradoras operam neste ramo. Diante das prósperas demandas de infraestrutura, mais players podem iniciar operações no Brasil. “O Brasil é o primeiro, se não o segundo principal país em obras no mundo”, corroborou Toguchi.
Até o Governo quer sua fatia do bolo. Sob a justificativa de falta de capacidade para garantir as grandes obras - rumores começaram com a crise econômica mundial, quer criar a Empresa Brasileira de Seguros (EBS). O objetivo da estatal é trabalhar em parceria com o setor e não ser mais uma concorrente. No entanto, o tema ainda gera muitas discussões no mercado. Para o superintendente da Allianz, por conta do número elevado de grandes projetos, há acúmulos de riscos. “Há restrição de crédito para algumas empresas e temos poucas grandes construtoras”, explicou. “Juntando as seguradoras que operam com garantia, a capacidade de contratos automáticos já é superior a R$ 2 bilhões”.
Tânia Amaral, superintendente de Riscos Financeiros da Munich Re do Brasil e debatedora do Fórum, tem a mesma opinião. Na visão da especialista, apesar do seguro garantia ainda carecer de evoluir em termos de produto e de regiões exploradas, é um segmento bem desenvolvido tecnicamente. “Os projetos são imensos e com apólices de valores muito altos. Isso gera acumulação de riscos nas construtoras e empreiteiras, que querem estar em tudo”, analisou.
De acordo com ela, das 20 empresas com maiores exposições de risco do mundo na Munich Re, dez são brasileiras. “Os contratantes exigem valores altos e querem passar todo o risco para o seguro garantia, exigindo produtos que não são ofertados em nenhum lugar do mundo”.
Porém, Tânia lembrou que o mercado brasileiro de garantia, embora seja recente, já conta com produtos desenvolvidos conforme as necessidades locais. Para Toguchi, o cenário não só mostra que o setor está preparado para as grandes obras, como também permitirá que a Copa 2014 e as Olimpíadas sejam realizadas de forma satisfatória. “O mercado está bem preparado e tem disposição para pagar o prêmio adequado”, concluiu.

Fonte:Revista Apólice
23/06/2010

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