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Prêmios não garantem bom resultado para Porto Seguro e SulAmerica

segundo trimestre das seguradoras com ações negociadas em Bolsa deve ser regular, segundo projeção da Fator Corretora. Ambas devem registrar lucros inferiores aos apurados no primeiro trimestre, resultado de um impacto negativo da carteira de investimentos, no caso da Porto Seguro, e da alta sinistralidade do segmento de saúde, na SulAmérica.

Os prêmios da Porto Seguro devem somar R$ 1,8 bilhão, puxados pelo crescimento da frota segurada de automóveis. O resultado representa um aumento de 1,9% em relação ao segundo trimestre e de 44% frente aos primeiros três meses do ano passado. No entanto, o impacto do baixo desempenho da carteira de investimentos – que deverá ter retorno inferior a 100% do CDI – deve pesar.

O lucro líquido esperado para a empresa é de R$ 128,6 milhões, nos cálculos da Fator. Esse número representa uma queda de 1,8% na comparação com o período de janeiro a abril deste ano. No entanto, um crescimento de 92,1% em relação ao primeiro trimestre de 2009.

Já a SulAmérica deve ter um retorno de carteira de investimentos próximo a 100%, e o ponto negativo do balanço da companhia deve ser a alta semestralidade de saúde, “afetada negativamente pelo aumento da freqüência dos investimentos”. A empresa deve terminar o trimestre com lucro líquido de R$ 66 milhões, queda de 39,8% em relação ao primeiro trimestre deste ano e baixa de 21,6% na comparação com o segundo trimestre de 2009.

Os prêmios da companhia devem somar R$ 1,9 bilhão, “sobretudo em função do bom desempenho do mercado de trabalho, que impulsionou as vendas e reajustes de preços de planos de saúde coletivos, além do crescimento da frota segurada de automóveis”, explicam os economistas. O resultado significaria um avanço de 1,4% frente ao trimestre anterior e de 5,9% em relação ao mesmo período de 2009.

Fonte : Ig Economia

Produtor familiar terá acesso a novo tipo de seguro

Produtores da agricultura familiar, cadastrados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), terão acesso a uma nova modalidade do Seguro da Agricultura Familiar (Seaf), voltada para as operações de investimento. A novidade, já está disponível para a safra 2010/2011, e foi divulgada nesta segunda-feira (28) pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

Trata-se do Seaf Investimento, que oferece uma cobertura de renda para garantia do pagamento das prestações de investimento do Pronaf e cobre, assim como no custeio, estiagem, chuva excessiva, granizo, geada, ventos fortes, variação excessiva de temperatura e outros eventos agroclimáticos. Operações de investimento já existentes, contratadas após 1º de julho de 2007, também poderão ter a cobertura do novo seguro. A medida foi aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), no último dia 10, e vai vigorar a partir de 1º de julho, com o início na nova safra agrícola.

Segundo o secretário de Estado de Desenvolvimento Rural (Seder), Jilson Francisco da Silva, o seguro direcionado para a agricultura familiar há tempos é discutido pelo setor. Conforme ele, a atividade, que reúne assentados e pequenas propriedades do Estado, carece de programas que auxiliem o produtor em situações de crise. Ele ressalta que, embora Mato Grosso tenha um clima mais ameno, é necessário que a agricultura familiar tenha algo como garantia de que não irá faltar renda se houver problemas. Essa estabilidade no clima, destaca a região mato-grossense como de baixo risco.

De acordo com ele, essa característica deve fazer com o que preço do seguro seja mais em conta no Estado. O secretário acredita que a adesão dos produtores mato-grossenses será expressiva. “Se preciso for iniciaremos uma campanha para que o produtor conheça os benefícios do seguro”. Conforme Silva, há em Mato Grosso entre 140 mil a 150 mil agricultores familiares que são responsáveis em 99% pela produção dos 2 milhões de litros de leite por dia. Além disso, o secretário da Seder destaca a participação dos pequenos produtores na criação de gado, que em relação ao Estado representa aproximadamente 46% do rebanho bovino mato-grossense, somando 12 milhões de cabeças.

A adesão do agricultor familiar ao Seaf Investimento é opcional e será realizada no momento da contratação do financiamento de custeio agrícola junto ao agente financeiro. Atualmente, o Seaf cobre diversas culturas, cuja variedade a cada ano vem sendo ampliada, devendo chegar a aproximadamente 40 culturas na safra 2010/2011.

Autor: A Gazeta    29 de junho de 2010 – 08:09h

Com boa demanda de estrangeiro, preço da oferta do BB sai hoje

SÃO PAULO – A definição do preço por ação na oferta do Banco do Brasil acontece nesta quarta-feira. Segundo fontes, havia a sinalização de que o valor ficasse por volta de R$ 26,50. A piora no humor dos investidores, porém, deve levar o banco a ter de aceitar um preço menor. Com base na cotação de fechamento de ontem (R$ 25,50), o BB pode obter pouco mais de R$ 10 bilhões com a operação.

Fontes observaram que, enquanto os investidores estrangeiros mostravam grande interesse pela operação, no varejo cujo período de reserva terminou ontem, a procura foi fraca, mas nada que ameace a colocação dos papéis. Até porque, como lembrou uma fonte, como a venda de pelo menos um quarto das ações já está garantida para o Fundo Soberano Brasileiro e para a Previ, fundo de pensão dos funcionários do BB, o risco de falta de demanda é pequeno.

O BB pretende emitir 286 milhões de novas ações ordinárias (ON) em uma oferta primária, cujos recursos reforçarão o patrimônio do banco, que pretende manter o ritmo de crescimento de concessão de crédito. A instituição venderá ainda outros 70,849 milhões de papéis que pertencem ao BNDESPar e dois fundos administrados pela Caixa Econômica Federal. Incluindo o lote suplementar, exercido caso haja demanda, serão vendidas até 396 milhões de ações. O BB Banco de Investimento é o coordenador líder da operação e atua ao lado de Merrill Lynch, BTG Pactual, Citigroup e JPMorgan.

As ações ON do BB encerraram o pregão de ontem em baixa de 4,14%.

Fonte : Economia & Negócios

Mercado de seguros deve crescer 20% no Brasil este ano

SÃO PAULO – Na sede da Chubb Seguros do Brasil, o presidente da empresa, Acacio Queiroz, mantém um sino que toca toda vez que um bom negócio é fechado. “Foi a maneira que encontrei para energizar a equipe, ” conta o executivo, que trabalha de portas abertas e uma vez por mês recebe os funcionários em seu gabinete para dar conselhos sobre a carreira.

Em entrevista ao Economia & Negócios, Queiroz conta que, quando assumiu a presidência da empresa em 2005, levou um susto com as particularidades do mercado de seguros de luxo, no qual a Chubb é focada.” Fazemos seguros de carros que custam até R$ 8 milhões. Só o retrovisor de uma Ferrari pode custar R$ 30 mil.” A seguradora faz também seguros inusitados, como o de projetos paisagísticos de mansões e até de coleções de sapatos.

Para tirar partido do bom momento vivido pelo setor e conquistar novos clientes endinheirados, Queiroz conta que a Chubb não economiza nas regalias oferecidas “Nossos seguros são feitos sob medida. Temos até serviço de baby sitter para agradar as mulheres, que impulsionam o mercado de luxo”.

Segundo o executivo, a Chubb pretende lançar 20 novos produtos até 2014. Entre eles, seguros para grandes eventos, como feiras, e seguros financeiros. Sobre os planos do governo de criar uma estatal para segurar as grandes obras que vão ocorrer no país nos próximos anos, o Queiroz é categórico: “Não acho necessário. A iniciativa privada dá conta do recado. O governo deve guardar o seu dinheiro para azer os investimentos que o país precisa.”

Fonte: Leticia Bragaglia, do Economia & Negócios