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Porto Seguro será oferecido em todas agências do Itaú

SÃO PAULO – Até o final do ano, todas as agências do Itaú Unibanco devem vender seguros de automóveis da Porto Seguro. A venda de apólices na rede de agências está sendo testada há alguns meses, mas por conta da integração com o Unibanco a operação teve de esperar, disse hoje o vice-presidente executivo da Porto, Fabio Luchetti, em teleconferência com analistas e jornalistas para comentar os resultados trimestrais da seguradora.

Em 24 de outubro, o Itaú concluiu a integração e a reforma de mais de 1,2 mil agências da Unibanco. Com isso, a seguradora recebeu sinal verde para colocar seus produtos na rede. Segundo Luchetti, a estratégia é começar 2011 com os produtos em 100% dos pontos. “Aproveitamos o período da integração das agências para fazer alguns pilotos”, diz o executivo.

Hoje, 90% dos seguros da Porto Seguro são vendidos por meio de corretores. O executivo prevê que esse porcentual vai cair nos próximos trimestres, por conta da venda nas agências bancárias. Para não provocar a fúria dos corretores, a Porto Seguro criou a estratégia de colocar esses profissionais para participar do pós-venda. Assim, após comercializar o seguro na agência, a seguradora escolhe um corretor para acompanhar o cliente durante o prazo do seguro e cuidar de eventuais sinistros. “Queremos que as agências captem novos clientes e não agridam o corretor”, disse Luchetti. Segundo ele, esses profissionais queriam garantias de que não haveria diferença de preços e de produtos entre os dois canais de venda.

Na venda do produto foi criado um único sistema. O cliente do Itaú preenche o questionário para avaliar seu perfil de risco e, em uma única tela, recebe as cotações de três seguros, o da Porto Seguro, o do Itaú e o da Azul. O primeiro é mais caro, por conta dos tradicionais serviços extras da seguradora. O do banco tem preço intermediário. Já o da Azul é o mais barato, pois tem poucas opções de serviços.

Em agosto do ano passado, a Porto Seguro e o Itaú anunciaram a fusão das carteiras de automóveis e de residências. Os resultados passaram a ser consolidados no balanço da Porto Seguro. No terceiro trimestre deste ano, o total de prêmios ficou em R$ 2,059 bilhões, alta de 46% em relação ao mesmo período do ano passado. Sem considerar a carteira do Itaú, o crescimento teria sido de 11,8%, com prêmios de R$ 1,577 bilhão.

Fonte : ALTAMIRO SILVA JÚNIOR – Agencia Estado

Seguradora americana compra 43% da JMalucelli

SÃO PAULO – A Travelers, segunda maior seguradora dos Estados Unidos em prêmios, está entrando no mercado brasileiro para disputar seguros de grandes obras de infraestrutura, concessões, energia e ramos elementares (que incluem seguros de automóveis e residenciais). A entrada no Brasil se deu por meio da aquisição, anunciada ontem, por R$ 625 milhões, de 43,4% da JMalucelli Participações em Seguros e Resseguros, grupo com sede no Paraná e líder no mercado de seguro garantia na América Latina.

Pelo contrato, a Travelers tem ainda a opção de aumentar nos próximos 18 meses a fatia em 6,5%, pagando mais R$ 180 milhões, chegando com isso a uma participação de 49,9% na empresa brasileira. O anúncio da operação mexeu com as ações do Paraná Banco, controlador da seguradora. Os papéis da empresa na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fecharam ontem em alta de 16,45%.

Alexandre Malucelli, diretor-vice-presidente da JMalucelli Seguradora, afirmou que, com o aporte de capital, o grupo conseguirá se capitalizar e entrar em novos ramos no setor de seguros, como seguros residenciais e de automóveis, além de expandir a atuação para outros países da América Latina, especialmente em resseguros (espécie de seguro do seguro, usado em grandes contratos para diluir o risco entre os participantes). Para isso, a JMalucelli criou sua própria resseguradora.

Dentro da estratégia de expansão, o grupo paranaense contratou o BTG Pactual para buscar um sócio estratégico. Chegou a analisar outros parceiros, mas acabou optando pela Travelers. O acordo com a JMalucelli prevê o uso conjunto das duas marcas no Brasil e a criação de novos cargos de diretoria para os executivos da seguradora americana. Nos Estados Unidos, o grupo opera em 22 segmentos, com destaque para automóveis, e tem até seguro para festas de casamento.

Fonte : ALTAMIRO SILVA JÚNIOR – Agencia Estado

Seguro de responsabilidade civil produtos

Um dos seguros mais importantes em termos de proteção para a indústria e o comércio é o seguro de responsabilidade civil produtos. O objetivo deste seguro é ressarcir o segurado dos valores que ele for condenado a pagar em função de danos a terceiros, causados por produtos fabricados ou distribuídos por ele.

É uma garantia complexa. Dadas suas características, a contratação não deve ser feita sem o auxílio de um bom corretor de seguros. Ao contrário do seguro de responsabilidade civil para estabelecimentos comerciais e industriais, que é a garantia básica da apólice e tem contratação relativamente simples, a garantia de produtos exige uma série de informações que devem ser criteriosamente levantadas para que a seguradora possa taxar o risco de forma exata.

A garantia de responsabilidade civil produtos é uma cobertura acessória. Quer dizer, ela não é contratada diretamente. Para que seja concedida é necessário que o segurado contrate um seguro de responsabilidade civil para estabelecimentos comerciais e/ou industriais e peça a inclusão da cobertura para produtos.

Independentemente disto, o clausulado para a garantia de produtos é específico para ela e altera as condições gerais da apólice, desenhadas para garantir ao segurado o reembolso das despesas que vier a ter com danos causados a terceiros pela existência e funcionamento da empresa.

A importância do corretor de seguros aparece exatamente aqui. Como a garantia básica do seguro exclui os danos causados por produtos, o clausulado específico da garantia produtos modifica as condições gerais, introduzindo novas coberturas para indenizar este tipo de dano.

Isso faz essencial a presença de alguém que domine a linguagem técnica da atividade e entenda como funcionam as cláusulas de uma apólice de responsabilidade civil para o correto assessoramento do segurado, não apenas na contratação do seguro, mas, principalmente, no caso da ocorrência de um sinistro.

Este tipo de cobertura não indeniza apenas os danos óbvios causados a terceiros por um determinado produto acabado, como seria um eventual acidente automobilístico em função de uma falha, por culpa do fabricante, no sistema de freios.

Ele vai muito além e garante cobertura para o fabricante do parafuso que fez falhar o sistema de freios e por isso causou o acidente.

Um sinistro acontecido alguns anos atrás mostra a complexidade deste seguro. Um determinado criador de peixes comprou ração de um determinado fabricante. Passado algum tempo, ele concluiu que os peixes não estavam se desenvolvendo dentro dos padrões normais e chegou à conclusão de que o problema estava na ração que ele havia comprado, o que o levou a notificar o fabricante da ração sobre o ocorrido e pedir indenização pelos peixes ficarem abaixo do tamanho esperado.

Durante o processo de regulação do sinistro, chegou-se à conclusão de que um lote do produto havia sido fabricado com uma falha causada por um ingrediente fornecido por outra empresa, que era misturado na produção da ração.

Nos casos de responsabilidade civil, o terceiro atingido tem sempre o direito de cobrar do causador do dano os prejuízos sofridos. Como o fabricante da ração tinha seguro de responsabilidade civil produtos, sua seguradora o indenizou. Mas, ao fazer isso, ela se sub-rogou nos direitos do segurado, podendo processar o real causador do dano para reaver a quantia paga.

O fornecedor do produto defeituoso, que alterou as propriedades da ração, também tinha seguro de responsabilidade civil para produtos e sua seguradora ressarciu a seguradora do fabricante da ração.[2]

Mas, e se ele não tivesse esta garantia, como ficaria sua situação? Apesar do sinistro envolver ração para peixes, os danos se deram em escala industrial e não num aquário. Quer dizer, os valores envolvidos eram significativos e capazes de comprometer a saúde financeira do fabricante ou do distribuidor do produto defeituoso.

Fonte:  O Estado de São Paulo

Seguro de pessoas acumula R$ 10,1 bilhões e cresce 13,40% até agosto

No acumulado do ano, o seguro de vida individual atingiu R$ 706,7 milhões, alta de 37,97%, na comparação aos R$ 512,2 milhões registrados no mesmo período do ano passado. O maior volume de vendas de seguros de vida individual deve-se ao aumento de renda e à oferta de crédito, principalmente para as classes C e D, que ascenderam e estão tendo mais acesso ao consumo. Os dados são da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), associação que representa empresas de vida e previdência. Os números consolidados têm como base as informações coletadas pela Superintendência de Seguros Privados (Susep). O levantamento não inclui o VGBL, considerado para esse fim como plano de caráter previdenciário, por possuir cobertura por sobrevivência. Segundo a FenaPrevi, os seguros prestamistas cresceram 20,56% no acumulado e movimentaram R$ 2,1 bilhões, enquanto no mesmo período do ano anterior fora de R$ 1,7 bilhão. Outro seguro que também expandiu foi o de acidentes pessoais coletivo. Tal modalidade de seguro acumulou R$ 1,6 bilhão e cresceu 20,45% na comparação aos R$ 1,3 bilhão do ano passado. Em relação a sinistros retidos (equivalente ao sinistro pago na integralidade, menos descontos de cosseguro cedido, resseguro cedido e outros descontos, mais retrocessão aceita), o volume desembolsado pelas seguradoras no acumulado de janeiro a agosto de 2010 foi de R$ 3,1 bilhões, alta 7,38%.

Quanto ao ranking das seguradoras no acumulado de janeiro a julho no segmento de seguros de pessoas, a Bradesco ocupa o primeiro lugar, com 17,00%; seguida pela Itaú (15,64%); Companhia de Seguros Aliança do Brasil (10,25%); Santander (9,30%); Mapfre (7,50%); HSBC (4,35%); Metropolitan Life Seguros e Previdência (4,03%); Caixa Seguros (3,82%), Sul América (2,87%); Tokio Marine (2,84%). As demais seguradoras representaram 22,40% dos prêmios de seguros. Foram considerados, para este ranking, as holdings, informa a FenaPrevi.[3]

Na avaliação mensal, o mercado de seguros voltado para pessoas movimentou R$ 1,3 bilhão, crescimento 15,29% em relação a agosto de 2009. O seguro de vida individual registrou R$ 101,6 milhões no mês, com crescimento de 63,69% na comparação aos R$ 62,1 milhões registrados no mesmo período do ano anterior. Na avaliação mensal, o seguro de acidentes pessoais coletivo expandiu 22,98% e movimentou R$ 213,9 milhões. Já os seguros prestamistas e turístico registraram R$ 292,1 milhões e R$ 3,5 milhões, respectivamente.

Fonte: Fenaseg