Arquivo da categoria: Notícias

“Munich Ressegurando o futuro”

Munich Re do Brasil reúne especialistas para debater as perspectivas para a indústria de resseguro no país, com ênfase para obras de infraestrutura e solvência. Encontro ocorre no dia 17 de setembro e também contará com painéis sobre os mercados de créditos de carbono, agrícola, automóveis e outros.

A Munich Re, maior resseguradora do mundo, promove o “Munich Ressegurando o futuro”, que reunirá especialistas da companhia para debater o papel do resseguro no desenvolvimento brasileiro, enfocando diversos segmentos da economia. O evento será realizado para convidados, no dia 17 de setembro, no World Trade Center, em São Paulo.

A posição da economia brasileira entre os países da América do Sul, com forte destaque para setores como construção, agricultura, mineração, produção industrial e serviços chama a atenção do investidor estrangeiro e dá possibilidades para o crescimento do mercado de seguros e resseguros.

Fatores como abundância de recursos naturais, um grande mercado consumidor em expansão, fundamentos macroeconômicos sólidos, incluindo um crescimento do PIB projetado de 4% para 2010, crescente melhoria dos padrões de vida e a estabilidade política, chamam atenção do mundo para o Brasil.

Ademais, a escolha do Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos em 2016, no Rio de Janeiro, já começam a movimentar o mercado de infraestrutura, que estará envolvendo grandes projetos de modernização nos próximos anos.

Para o mercado segurador, não poderia haver momento melhor. As oportunidades podem ser aproveitadas tanto no segmento de grandes riscos, que deverá garantir a execução de grandes obras de construção, principalmente as relacionadas à Copa do Mundo e ao PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), quanto no Microsseguro, que deverá conceder, pela primeira vez, proteção a milhões de brasileiros que gradativamente se incorporam à cadeia de consumo, algum tipo de proteção, seja ao seu patrimônio ou à sua vida.

Outro segmento que também terá forte expansão é o de soluções de resseguro como resultado das novas normativas de solvência, em modalidades voltadas para mitigação de risco de capital, administração de capital e produtos de engenharia financeira. Esse cenário propicia o debate sobre a contribuição da Munich Re do Brasil para aprimorar esse crescimento, principalmente pelo oferecimento de soluções cada vez mais criativas ao seu público.

Durante a “Munich Ressegurando o futuro”, especialistas da Munich Re abordarão os impactos do seguro para os mercados de créditos de carbono, agrícola, infraestrutura, energias renováveis, automóveis, indústria naval, garantias , vida e outros.

A abertura do encontro contará coma palestra do CEO da Munich Re no Brasil, Kurt Müller, que fará uma introdução a respeito do mercado e também da própria atuação da Munich RE. “Como companhia de resseguro local e com uma equipe de subscrição fortalecida no Brasil, a Munich Re está em condições exclusivas de participar do resseguro destes projetos. Por exemplo, já somos líderes incontestáveis do resseguro de engenharia participando da construção da ferrovia Transnordestina e de um importante projeto eólico em Santa Catarina”, explica o CEO.

O encerramento do encontro ficará sob responsabilidade do economista Ricardo Amorim.

Data: 31.08.2010 – Fonte: Revista Fator

Seguro-desemprego poderá ser depositado diretamente na conta

Trabalhadores brasileiros que têm direito a seguro-desemprego poderão receber as parcelas do benefício em depósito direto em conta-poupança ou conta simplificada da Caixa Econômica Federal (CEF). Resolução neste sentido foi aprovada pelo Conselho Deliberativo do FAT na última quinta-feira.Segundo o diretor de Políticas Públicas de Emprego do Ministério do Trabalho, Rodolfo Torelly, a nova metodologia traz mais comodidade ao trabalhador e segurança no pagamento do benefício.

“E também promove a inclusão bancária. O depósito em conta-poupança propicia aotrabalhador a facilidadede retiradadepequenosvalores, ao invés de sacaremorecurso de uma só vez, na boca do caixa”, explica Torelly.

Hoje, a Caixa possui cerca de 40 milhões de contas-poupança e sete milhões de contas simplificadas. De acordo com informações da CEF, até o momento um projeto-piloto desenvolvido nos estados deGoiás,AcreeEspíritoSanto já efetivou créditos em 315 mil contas-poupança e em 24 mil contas simplificadas.

O trabalhador também poderá receber o créditoemsua conta-corrente,semônus. Para isso o beneficiário precisafazer a opção na Caixa Econômica Federal, pois a opção pela conta-corrente não é automática.

Benefício Têm direito ao seguro-desemprego os trabalhadores dispensados sem justa causa, inclusive a indireta, que comprovem ter recebido saláriosconsecutivos no período de seis meses imediatamente anteriores à data da dispensa, de uma ou mais pessoas jurídicasoufísicas equiparadas às jurídicas; terem sido empregados de pessoa jurídica ou pessoa física equiparada à jurídica durante, pelo menos, seis meses nos últimos 36 meses que antecederam a data de dispensa que deu origem ao requerimento; não estarem recebendo qualquer benefício previdenciário de prestação continuada, excetuando o auxílio-acidente e a pensão por morte; e não possuírem renda própria de qualquer natureza suficiente à sua manutenção e de sua família.

Data: 31.08.2010 – Fonte: A Tarde | BA

Agricultor demanda novas coberturas

Próximo passo será produtor ter uma garantia de receita, quase como um hedge
A criação do Fundo de Catástrofes para o seguro rural também deve trazer benefícios indiretos para o mercado, como a criação de novos produtos e coberturas.Hoje, existem apólices que dão garantia de produtividade para ao produtor. O próximo passo é ter também uma garantia de receita

“É uma cobertura vinculada ao preço do produto, quase um hedge de mercado futuro”, compara Glaucio Toyama, diretor de agronegócios e seguros especiais da Mapfre.

Atualmente, as apólices de seguro agrícola garantem o custeio, ou seja, se o agricultor perder sua produção a seguradora paga o quanto ele gastou para produzir. Uma evolução disso seria cobrir também a renda que se perde com a falta de produção, dizWady Cury, diretor técnico da Aliança do Brasil. Ele explica, porém, que é difícil precificar esse tipo de risco. “Em uma super safra, não há indenização por perda de produção, mas há perda de preço de variação de mercado, já que produção grande faz os preços caírem. Já em uma catástrofe, há queda de produção, mas por outro lado os preços disparam”, explica Cury.

O fundo também serve de catalisador de novos produtos, pois prevê a criação do núcleo de estudos, órgão que será responsável pelo desenvolvimento de projetos de pesquisa na área, metodologia de avaliação de perdas e programas de especialização e formação de peritos, o que contribui para uma melhor precificação e tarifação do risco agrícola.

Data: 31.08.2010 – Fonte: Brasil Econômico | Finanças | BR

Fundo sustentará oferta de seguro agrícola

A área plantada brasileira que possui seguro cresceu quase 100 vezes entre 2005 e o ano passado: passou de 68 mil hectares para 6,6 milhões de hectares.O crescimento acelerado se deve ao subsídio que o governo federal passou a dar aos produtores há cinco anos. Isso significa que o volume financeiro segurado também cresceu em projeção geométrica, aumentando bastante a exposição de risco das poucas seguradoras que atuam no segmento de seguro agrícola.

Para sustentar esse avanço, o governo finalmente aprovou, na semana passada, o Fundo de Catástrofe do seguro rural, ao qual as seguradoras e resseguradoras (empresas comas quais as seguradores dividem o risco e o prêmio de seguro) poderão recorrer em caso de grandes sinistros decorrentes de eventos climáticos.

Além dos riscos agrícolas, o fundo também dará amparo às atividades pecuária, aquícola (pesca) e florestal.”Passamos de um capital segurado de R$ 127 milhões em 2005 para quase R$ 10 bilhões em 2009, que é o volume em risco que o mercado segurador está cobrindo”, quantifica Wady Cury, diretor Técnico da Companhia de Seguros Aliança do Brasil, a líder em seguro agrícola no Brasil.

Cerca de 11% da área plantada brasileira possui seguro hoje, que cobre perdas decorrentes de fenômenos meteorológicos, como incêndio, tromba d’água, ventos fortes, granizo, geada, chuvas excessivas, seca e variação excessiva de temperatura.

Em 2005, porém, esse percentual chegava a apenas 1%, lembra Cury. “O Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) fez o papel de fomentar a procura pelo seguro, pois os custos passaram a ser factíveis. Faltava um instrumento que sustentasse a oferta”, diz o diretor. No ano passado, o governo liberou R$ 260 milhões em subsídio.

Só o governo disponibilizará R$ 4 bilhões para o fundo – metade de imediato e a outra metade em até três anos – em moeda corrente ou em títulos públicos. Para administrar o fundo será criada uma empresa de propósito específico, que poderá ter como cotistas seguradoras, resseguradoras, empresas agroindustriais e cooperativas, que também vão fazer aportes. “Essa ferramenta (fundo) funciona em alguns países que são referência no seguro agrícola, como Estados Unidos , Espanha e Turquia”, diz Konrad Mello, subscritor de Agro da Munich Re do Brasil.

Metas e desafios Estimativas do Ministério da Agricultura para a safra 2019/20 preveem que cerca de 70% da área plantada tenha seguro.”Isso representa um crescimento de mais de 20%ao ano”, observa Mello.

Mais do que capacidade financeira para segurar toda essa área, entretanto, o mercado segurador tem de se adequar operacionalmente, avalia Glaucio Toyama, diretor de Agronegócio e Seguros Especiais da Mapfre.”A capacidade organizacional e estrutural de vistoria, aceitação de risco e liquidação de sinistro das seguradoras hoje pode não ser suficiente para atender uma grande catástrofe”, observa.

Toyama também observa que o crescimento da área segurada pode esbarrar nos menor volume de recursos que o governo tem liberado para subsidiar o seguro. “Desde o ano passado, o governo tem reduzido as liberações e não está claro se o crescimento será de forma sustentada”, diz o diretor. Para 2010, as seguradoras solicitaram R$ 460 milhões do PSR, mas só obtiveram R$ 238 milhões.

Apesar do acelerado crescimento de quase 100 vezes desde 2005, o seguro hoje cobre apenas 11% da área plantada no país.”O fundo vem trazer equidade entre a procura e a oferta do seguro rural, já que a subvenção fez o papel de aumentar a procura pelo seguro”

Data: 31.08.2010 – Fonte: Brasil Econômico | Finanças | BR