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União libera seguro desemprego para vítimas das chuvas

São Paulo – Os moradores de Alagoas e Pernambuco atingidos pelas chuvas que receberam a última parcela do Seguro Desemprego entre junho e julho terão direito a duas parcelas adicionais do benefício. A decisão, publicada no Diário Oficial da União de ontem, irá beneficiar, segundo o Ministério do Trabalho, 7.463 trabalhadores dos dois estados.

O Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) vai liberar R$ 8.677.186,00 em benefícios. A ampliação tem previsão legal na Lei nº 8.900, de 30 de junho de 1994, que prevê, em caráter excepcional, o prolongamento do Seguro Desemprego em até dois meses, para grupos específicos de segurados, a critério do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat).

O Governo Federal também aprovou a liberação de Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para cidades do Nordeste atingidas pelas enchentes. O saque do FGTS já foi liberado para moradores do Rio de Janeiro, que foi atingido por fortes chuvas no início do ano.

Em 2008, o Governo Federal ampliou o limite de saque dos recursos do FGTS para titulares de conta vinculada que residiam nos municípios de Santa Catarina que decretaram estado de calamidade pública por conta das chuvas daquele período.

Fonte: Agencia Estado

Nova modalidade de seguro devolve o valor pago, se não utilizado

Contratar um seguro e ainda ganhar o dinheiro de volta em vida parece pegadinha, mas não é. O mercado de seguradoras começa a oferecer modelos que permitem que, se o segurado não utilizá-lo no período contratual poderá receber o valor investido ou resgatar o dinheiro pago com ou sem correção monetária. Essa nova modalidade também será usada quando forem regulamentados no País os microsseguros — modalidade que terá apólices com preços baixos para pessoas excluídas do sistema financeiro.

Atualmente, o sistema de resgate somente pode ser feito no seguro tradicional. O segurado define o valor da indenização a ser paga em caso de morte natural ou acidental. No plano Multiproteção Bradesco, por exemplo, o cliente pode ganhar ao fim do contrato caso não sofra sinistro. A “cobertura por sobrevivência” depende da renda familiar do titular.

Se o consumidor quiser a quantia de R$ 100 mil no período de cinco anos, a prestação será calculada levando em conta esses dados. Antes do final do prazo e após 24 meses de carência, é possível pedir o dinheiro pago de volta. Nesse caso, o valor aplicado será devolvido corrigido. Sem cumprir a carência, o resgate será calculado apenas com base na prestação e no período pago.

POLÊMICA NO SETOR

Segundo o diretor-executivo da Bradesco Vida e Previdência, Eugênio Velasques, a regulamentação do microsseguro vai disseminar esse mecanismo. “Hoje, temos 20 milhões de clientes que pagam menos de R$ 20 por mês de seguro. Isso é a prova concreta que a modalidade já se popularizou”, comemora Velasques.

No setor, obstáculos à oferta de seguros baratos já são enfrentados. Para Luiz Pomarole, vice-presidente de produto da Porto Seguro, cobrança e carga tributária são os maiores empecilhos. “Custa caro imprimir carnê e enviar e débito em conta não serve para quem não é cliente de banco”, aponta. Para Luiz, a solução é embutir a fatura em contas de concessionárias de serviços públicos, como a Light, e cartão de crédito.

O executivo explica que produtos simples podem custar menos, mas o governo precisa adequar a legislação para descomplicar regras e reduzir tributos. Nelsinho Pipoka, empreendedor que entrega pipoca pedida por telefone, elogia. “Com preço baixo, dá para fazer seguro até para meus funcionários. Nunca sabe do amanhã”, afirma.

Contratos a partir de 1 dólar

Seguros de 1 dólar mensal são oferecidos na Índia pela Bajaj Allianz. Quem comandou esse processo foi o indiano Kamesh Goyal, que participou de um fórum internacional de Seguros, promovido pela Allianz Seguros em São Paulo. “São justamente as pessoas com menos recursos que estão mais expostas ao risco, portanto, as que mais precisam de seguro”, enfatiza Goyal.

Na Índia, cerca de 70% da população não tem acesso a nenhum produto financeiro: “É uma imensa oportunidade de negócios, tanto na Índia quando em outros países emergentes”, prevê o executivo indiano.

Seguro de R$ 2,86 por mês garante cobertura de R$ 7 mil

Depois dos seguros de garantia estendida e bala perdida, o mercado trabalha com cobertura para sequestro relâmpago. Por apenas R$ 2,86 mensais, é possível se proteger contra possíveis crimes ao utilizar o caixa eletrônico, por exemplo. A modalidade, do Bradesco Vida e Previdência, conta com cobertura de até R$ 7 mil. Nas contas de luz, aluguel, condomínio e cartão de crédito, também se pode pagar o seguro opcional — residencial ou de vida, por menos de R$ 10 por mês.

Para criar os seguros que cabem no bolso, as operadoras oferecem cada cobertura separadamente como um cardápio. O mercado tem feito pesquisa para identificar as principais preocupações desse público.

“A morte aparece em primeiro lugar. Em seguida, eles se preocupam em ficar sem eletricidade. Na década de 90, 40% das pessoas achavam que não precisavam de seguro. Hoje, o percentual caiu para 5%”, conta Eugênio Velasques, diretor-executivo do Bradesco Vida e Previdência, que tem o Primeira Proteção, por R$ 3,50 mensais e cobertura de R$ 20 mil. Já na Porto Seguro, há produtos a partir de R$ 4 mensais e a indenização chega a R$ 12 mil, com vários benefícios.

“O seguro traz tranquilidade para não deixar a família desamparada. Mesmo que seja um salário mínimo de renda, se faltar desestrutura. Socialmente, é de extrema importância”, diz Roberto Santos, diretor da Azul Seguros e vice-presidente do Sindicato das Seguradoras do Rio. Na Sinaf, a apólice mais em conta sai a R$ 6 mensais, incluindo assistência funeral.

No Rio, a Light oferece seguro residencial por R$ 5,30 mensal e cobre até R$ 20 mil de prejuízos. A Sul América, por exemplo, cobra R$ 3,30 mensais por seu seguro residencial ou R$ 40 por ano.

Fonte: O DIA

Automóveis sem seguro aumentam em ano de crise

No ano em que a economia caiu 2,7%, o número de acidentes com carros sem seguro conhecidos aumentou 5,6%. Mas face a 2005, a diminuição é de 22%

O número de automóveis a circular nas estradas portuguesas sem seguro obrigatório aumentou no ano passado, de acordo com dados disponibilizados no relatório e contas do Instituto de Seguros de Portugal (ISP).

Num período em que a economia portuguesa se contraiu 2,7%, o número de veículos sem seguro cresceu mais de 5%, tendo em conta o número de processos abertos pelo Fundo de Garantia de Automóvel (FGA), mecanismo que é accionado sempre que há um sinistro envolvendo um automóvel não segurado.

Fonte : Jornal dos Negocios, Portugal

Prêmios não garantem bom resultado para Porto Seguro e SulAmerica

segundo trimestre das seguradoras com ações negociadas em Bolsa deve ser regular, segundo projeção da Fator Corretora. Ambas devem registrar lucros inferiores aos apurados no primeiro trimestre, resultado de um impacto negativo da carteira de investimentos, no caso da Porto Seguro, e da alta sinistralidade do segmento de saúde, na SulAmérica.

Os prêmios da Porto Seguro devem somar R$ 1,8 bilhão, puxados pelo crescimento da frota segurada de automóveis. O resultado representa um aumento de 1,9% em relação ao segundo trimestre e de 44% frente aos primeiros três meses do ano passado. No entanto, o impacto do baixo desempenho da carteira de investimentos – que deverá ter retorno inferior a 100% do CDI – deve pesar.

O lucro líquido esperado para a empresa é de R$ 128,6 milhões, nos cálculos da Fator. Esse número representa uma queda de 1,8% na comparação com o período de janeiro a abril deste ano. No entanto, um crescimento de 92,1% em relação ao primeiro trimestre de 2009.

Já a SulAmérica deve ter um retorno de carteira de investimentos próximo a 100%, e o ponto negativo do balanço da companhia deve ser a alta semestralidade de saúde, “afetada negativamente pelo aumento da freqüência dos investimentos”. A empresa deve terminar o trimestre com lucro líquido de R$ 66 milhões, queda de 39,8% em relação ao primeiro trimestre deste ano e baixa de 21,6% na comparação com o segundo trimestre de 2009.

Os prêmios da companhia devem somar R$ 1,9 bilhão, “sobretudo em função do bom desempenho do mercado de trabalho, que impulsionou as vendas e reajustes de preços de planos de saúde coletivos, além do crescimento da frota segurada de automóveis”, explicam os economistas. O resultado significaria um avanço de 1,4% frente ao trimestre anterior e de 5,9% em relação ao mesmo período de 2009.

Fonte : Ig Economia