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Susep quer regulamentar seguro para baixa renda até o final do ano

Embora o microsseguro ainda não exista de fato do ponto de vista legal, a intenção da Superintendência de Seguros Privados (Susep) é regulamentar o projeto até o final deste ano.

A informação foi dada por Alexandre Penner, diretor do órgão, vinculado ao Ministério da Fazenda, responsável pelo controle e fiscalização do mercado de seguros nacional. O microsseguro é uma modalidade de seguro que tem como público-alvo os consumidores de baixa renda, das classes C, D e E. Penner lembrou que algumas iniciativas já vêm sendo criadas com esse objetivo pelas empresas privadas do setor.

“Existe alguma coisa em termos de regulamentação que a Susep pode estar avançando, independente da lei. A gente tem discutido muito isso internamente”, disse Penner. Como o projeto foi bem absorvido pela iniciativa privada, já há a convicção de que esse é um nicho interessante a ser explorado, além do próprio conceito social que o projeto embute, acrescentou ele.

“Mesmo que não esteja na plenitude dele [microsseguro], pelo menos algumas coisas já podem ser trabalhadas. A gente tem discutido a ideia de já criar essa regulamentação. Não seria um ramo específico, como se projetou na lei. Seria como se fosse um produto novo, com alguns padrões”, adiantou.

Penner esclareceu que se forem estabelecidos muito pré-requisitos, “você acaba inibindo a operação do produto”. A Susep tem acompanhado os projetos privados para ver como é feita a aproximação com as pessoas nas comunidades e como é o trabalho de divulgação das campanhas junto à população. A uso de peças de teatro e filmes com essa finalidade, feitos inclusive com personagens da própria comunidade, é um ponto positivo para o microsseguro, avaliou ele.

Penner acredita que o microsseguro é um nicho que deverá ser expandido daqui para frente. “Porque é um nicho rentável, é nobre, está propagando a cultura do seguro”.

O setor aguarda uma definição do Congresso Nacional sobre o Projeto de Lei 3266/08, referente ao microsseguro. A expectativa é que esse produto venha a atender cerca de 40 milhões de pessoas em todo o país.

Fonte: Agência Brasil

Brasileiros desembolsaram mais de R$ 5 bilhões com seguro de autos até maio

SÃO PAULO – Quem possui seguro de veículos desembolsou 15,5% mais entre janeiro e maio com prêmios, de acordo com dados da Susep (Superintendência de Seguros Privados).

Ao todo, os segurados pagaram mais de R$ 5,86 bilhões em prêmios às seguradoras nos primeiros cinco meses deste ano. No mesmo período do ano passado, os segurados desembolsaram mais de R$ 5,07 bilhões.

Somente em maio, a arrecadação com prêmios foi 14,4% maior, frente a maio de 2009. Naquele mês, para ter o carro protegido, os segurados desembolsaram mais de R$ 1,06 bilhão, contra os mais de R$ 1,21 bilhão registrados no quinto mês deste ano.

Sinistros
Com relação aos sinistros pagos pelas seguradoras, eles alcançaram R$ 3,95 bilhões entre janeiro e junho – valor 9,1% maior que o registrado no mesmo período do ano passado, quando o montante chegou a R$ 3,62 bilhões.

Somente em maio deste ano, as seguradoras pagaram R$ 806,35 milhões em sinistros, contra os R$ 728,31 milhões registrados no mesmo mês do ano passado – uma diferença de 10,72%.

Seguros
Considerando todas as categorias de seguros, os dados da Susep mostram que as seguradoras atuantes no Brasil receberam R$ 34,2 bilhões em prêmios nos cinco primeiros meses deste ano, de acordo com dados da Susep (Superintendência de Seguros Privados).

O valor representa quase 20% mais do que a cifra apurada nos cinco primeiros meses do ano passado. Os dados não consideram o seguro saúde, que está sob a jurisdição da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar).

Somente em maio, os prêmios atingiram R$ 6,7 bilhões, com queda de 6,8% frente a abril e alta de 9,3% em relação a maio do ano passado.

Fonte : Infomoney, Por: Camila F. de Mendonça
09/07/10 – 13h43

Tucano critica trem-bala e Segurobrás

A visita do candidato do PSDB ao Palácio do Planalto, José Serra, à capital do Maranhão foi marcada por críticas a grandes projetos de fim de mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Serra afirmou que falta clareza no projeto do trem-bala, cujo edital de licitação foi lançado ontem, e que a criação da Empresa Brasileira de Seguros pode incentivar a corrupção.

De acordo com o presidenciável, o trem-bala é um projeto que não está claro. “Parece que seria tudo do governo, mas é preciso ver se é isso mesmo”, disse, destacando a necessidade de uma avaliação sobre os reais benefícios do projeto. “Podemos gastar R$ 50 bilhões nesse projeto. Mas podemos ligar a soja de Balsas ao Itaqui por muito menos.”

As declarações de Serra foram feitas no mesmo dia em que Lula assinou o edital de licitação do projeto. Durante a solenidade, o governo ratificou a participação do BNDES no financiamento de 60,3% da obra, o que deve representar a disponibilidade de R$ 20 bilhões pelo banco, do total de R$ 33,1 bilhões previstos para o projeto.

Segurobrás. Serra também foi ácido ao ser questionado sobre a possibilidade de criação da Empresa Brasileira de Seguros S.A (EBS), que ocorreria por meio de medida provisória assinada por Lula já nas próximas semanas. “Empresa de seguro é uma área potencialmente de muita corrupção. Fazer uma “Segurobrás” é um risco desse ponto de vista”, pontuou.

Fonte: Wilson Lima, ESPECIAL PARA O ESTADO / SÃO LUÍS - O Estado de S.Paulo

Seguro-fiança representa 29,7% das locações

O seguro-fiança representa 29,7% das garantias usadas nos contratos de locação na cidade de São Paulo nos negócios assinados em abril, dez pontos porcentuais a mais do que em janeiro, segundo dados do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-SP).

De acordo com o presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto, o aumento do seguro-fiança está relacionado à queda da oferta do fiador como garantidor dos contratos: de 47,6% no primeiro mês do ano para 45,3% em abril. Os depósitos também registraram uma queda. Passaram de 32,46% para 24,85% no mesmo período. “É cada vez mais difícil encontrar uma pessoa disposta a ser fiadora”, explica o diretor de Legislação do Inquilinato do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), Jaques Bushatsky.

Na opinião do diretor do Secovi, o fiador ainda é responsável pela maioria dos contratos na capital por pura tradição. “Há dez anos o fiador respondia por 70% dos contratos e hoje caiu para cerca de 50%. Acredito que esse número diminua ainda mais”, afirma Bushatsky.

O gerente de produtos da Porto Seguro, Luiz Carlos Henrique, reforça a análise. “Os inquilinos não conhecem ninguém ou ficam constrangidos em pedir para uma pessoa ser sua fiadora. E o fiador também começou a ter mais noção do risco de perder seu patrimônio e acaba se recusando ou cria obstáculos. Por isso, o seguro é uma modalidade que está crescendo e se firmando como uma alternativa para garantir a locação”, conta ele.

Do lado dos proprietários, o seguro-fiança é a forma mais rápida de receber o valor devido. Se for necessária a realização de um leilão de imóveis ou veículos para o pagamento da dívida, por exemplo, o processo pode demorar até dois anos. No caso do seguro, o pagamento é imediato.

Com a dificuldade de se achar um fiador, resta ao inquilino dois caminhos: depósito ou seguro-fiança. A primeira envolve o pagamento adiantado de três aluguéis e muitas vezes o locatário não dispõe de todo o valor. Já o inconveniente do seguro é o preço. Conforme o presidente do Creci-SP, a apólice anual do seguro varia entre 1 a 1,5 aluguel. E mesmo com o aumento da procura, Viana não prevê queda nos preços.

Fonte : Jornal da tarde,  Gisele Tamamar