24 jun

Contratações cresceram 10% neste ano; para atrair talentos, empresas incluem remuneração variável em seus pacotes

Dificilmente, na porta de uma faculdade, ouvem-se alunos falando de seus planos para conquistar uma posição em uma seguradora. Isso porque o mercado de seguros era, até outro dia, nada atraente. Mas, apresentando crescimento de dois dígitos ao ano, as seguradoras começaram a ter de disputar profissionais e tornar os seus pacotes de benefícios mais atraentes, para poder atrair mão de obra do setor financeiro, que também está aquecido.

“As seguradoras começaram a investir em salários maiores, remuneração variável e plano de carreira”, diz Bernardo Cavour, diretor da Michael Page responsável pelas áreas de seguros, mercado financeiro e jurídico. Segundo ele, o número de contratações nesse mercado aumentou 10% no ano passado e o ritmo promete crescer.

As contratações no mercado de seguros estão tão aquecidas quanto o setor. O faturamento da indústria de seguros representa, hoje, pouco mais de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro – considerado baixo se comparado a países no mesmo nível do desenvolvimento. A expectativa é a de que dobre nos próximos anos, com a expansão da economia e a ascensão das classes mais baixas.

Para dar conta desse ritmo de expansão, as empresas se veem obrigadas a aumentar seus quadros. ”Tem sido uma briga boa por profissionais, que têm custado mais. Do outro lado, os nossos profissionais também têm sido mais assediados pela concorrência”, diz Alexandre Boccia, presidente da Cardif do Brasil, seguradora do BNP Paribas. ” Tivemos um aumento de 10% no quadro neste ano.”

Boccia brinca que talvez tenha sido o único graduando que tenha olhado o segmento como uma opção de carreira ainda durante a faculdade. Formado em administração, entrou no segmento em 1993 em um programa de trainee da seguradora americana digna, que depois teve suas operações vendidas para a Ace.

Mas Boccia é realmente uma exceção. O mais comum é ” cair ” nesse mercado por acaso. Caso de Renato Rodrigues, diretor de Linhas Financeiras da Liberty International Underwriters (LIU), divisão de riscos especiais da Liberty Seguros. Economista formado pela Universidade de São Paulo (USP), começou a carreira no Citibank.

Porta de entrada

Na época, o banco tinha participação acionária na Chubb Seguros, com quem trocava profissionais. Em uma dessas, a seguradora, que tinha planos de incisar uma carteira de linhas financeiras de seguros, estava procurando um profissional jovem, com formação em economia e que tinha inglês fluente. ” Era um pré-requisito da vaga”, lembra Rodrigues (leia mais ao lado). Então com 23 anos e uma experiência de intercâmbio no currículo, ele entrou no segmento.

Foi para os Estados Unidos aprender sobre D&O (seguro de responsabilidade civil para administradores de empresas) e seguro garantia. Voltou, implementou a área no Brasil e, depois, foi convidado para trabalhar nos Estados Unidos. Ficou lá três anos , até ser contratado pela LIU americana para atuar com linhas financeiras no Brasil. ”Gostei do projeto e queria participar do momento de crescimento do mercado de seguros aqui no Brasil”, diz Rodrigues.

Na avaliação de Cavour, da Michael Page, o mercado de seguros é uma das melhores escolhas para o jovem profissional, pois a competição é menor em relação ao mercado de capitais, por exemplo, e está se igualando em termos de benefícios.

Tem sido uma briga boa por profissionais, que têm custado mais.De outro lado, nossos profissionais vêm sendo assediados pela concorrência

Alexandre Boccia, presidente da Cardif
Data: 21.06.2010 – Fonte: Brasil Econômico | Carreiras | BR

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