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Reservas funcionam como seguro nas crises internacionais, afirma Tombini

Antes de ser questionado pelos senadores, o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, respondeu a uma crítica constante à decisão brasileira de supostamente manter elevadas reservas internacionais. Ele observou que, em momentos de crise, predominam “a aversão ao risco e a fuga para a segurança”. Nesses casos, acrescentou, as reservas internacionais funcionam como um seguro.

Na crise financeira internacional de 2008, o Brasil detinha US$ 205 bilhões, montante que o presidente do Banco Central considerou suficiente para evitar o contágio. O dinheiro foi usado para assegurar aos exportadores brasileiros a liquidez que havia sido interrompida bruscamente em âmbito internacional.

Tombini comparou as reservas brasileiras – de US$ 310 bilhões, ou 15% do produto interno bruto (PIB) – com as de outras economias emergentes. Veja os números citados:

Reservas internacionais (% do PIB)

China

49%

Coreia do Sul

32%

Rússia

33%

Índia

21%

Hong Kong

116%

Cingapura

105%

Djalba Lima / Agência Senado

Fonte : Por Agencia Senado

DPVAT: seguro beneficia 250.000 vítimas em 2010

O acirramento da violência nas estradas durante o carnaval – foram 213 mortos e 2.441 feridos em 4.165 acidentes, segundo balanço da Polícia Rodoviária Federal (PRF) – chama a atenção para um benefício que pouca gente sabe que tem. Todo brasileiro que sofre um acidente de trânsito tem direito a receber uma indenização. O dinheiro vem do seguro obrigatório DPVAT, pago junto com o IPVA anualmente. Pouca gente sabe, também, que o valor do seguro aumentou quase 8% esse ano, enquanto o das indenizações pagas não sofre reajuste desde 2007.

DPVAT, como diz o nome, é o seguro contra Danos Pessoais Causados Por Veículos Automotores de vias Terrestres. Por ser obrigatório por lei (Lei 6.194/74), garante às vítimas de acidentes com veículos o recebimento de indenizações. Em 2010, foram pagas 252,3 mil indenizações, incluindo mortes de condutores, passageiros e pedestres, vítimas de lesões e as despesas médicas em consequência de acidentes.

Em 2011, o Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) reajustou o valor do seguro em 7,83% – automóveis pagaram R$101,16 e as motocicletas R$ 279,27. O governo fica com metade da arrecadação – 5% devem ser investidos em campanhas de segurança no trânsito e 45% vão para o sistema público de saúde. A outra metade vai para as seguradoras.

Por serem reguladas por lei (Lei 11.482/07), as indenizações não sofrem reajuste desde 2007, quando foram fixados os valores atuais: R$ 13.500 em caso de morte, até R$ 13.500,00 em caso de invalidez total ou parcial e reembolso de despesas de assistência médica no valor até R$ 2.700,00.

Antes, as indenizações eram calculadas com base no salário mínimo. “O valor do seguro teve que ser reajustado porque o número de sinistros aumentou consideravelmente nos últimos anos”, explica Ricardo Xavier, diretor-presidente da Seguradora Líder, que representa todas as seguradoras do consórcio DPVAT. O feriadão de carnaval foi considerado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) o mais violento de todos os tempos.

Leia também: Mais carros, chuvas e imprudência causam mais mortes

Pedestres são maiores vítimas – Segundo Ricardo Xavier, a maior dificuldade relacionada ao pagamento das indenizações é que, na maioria dos casos, quem precisa receber não é quem paga o seguro, mas sim pedestres ou passageiros. Em acidentes com carros, por exemplo, 53% das vítimas são pedestres. “Muitas vezes, as vítimas não tem carro, não sabem da existência desse seguro e acabam não entrando com o pedido de indenização”, afirma.

Desde 2009, a Seguradora Líder tenta, através de campanhas publicitárias, conscientizar a população do seu direito de receber o seguro. Mas, segundo Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da associação de consumidores Proteste, muitas pessoas continuam sem saber como agir. Ela lembra que, além de pedir ajuda, é preciso chamar, também, a polícia para fazer o boletim de registro de acidente de trânsito (Brat). “É importante não tirar o carro do lugar e lembrar de pegar uma cópia autenticada do Brat no batalhão da polícia para dar entrada no pedido de indenização junto com outros documentos”, explica.

Ricardo Xavier alerta: para fazer o pedido de indenização não é necessário usar intermediários: “O procedimento é simples e gratuito. O próprio segurado pode reunir a documentação e entregá-la em um dos postos de atendimento. O pagamento é feito em 30 dias em crédito em conta ou poupança bancária”.

A documentação necessária varia conforme o tipo de indenização pleiteada mas, no geral, engloba documentos pessoais de identificação da vítima, Brat, relatórios médicos de atendimento que expliquem a relação de causalidade entre a lesão e o acidente. Em caso de morte, é necessário o atestado de óbito e, em caso de invalidez permanente, o laudo do IML quantificando o grau de invalidez. O prazo para dar entrada no pedido de indenização do Seguro Obrigatório DPVAT é de 3 anos, a contar da data em que ocorreu o acidente.

DPVAT

O QUE É: seguro contra danos pessoais causados por veículos automotores de vias terrestres.

QUEM TEM DIREITO: Todo brasileiro vítima de acidente de trânsito tem direito a receber.

INDENIZAÇÕES: Os valores são fixados por lei, sendo indenização de morte no valor de R$ 13.500,00; indenização de invalidez total ou parcial no valor até R$ 13.500,00 e reembolso de despesas de assistência médica no valor até R$ 2.700,00.

PROCEDIMENTO: Basta recolher a documentação necessária e levar pessoalmente a algum dos postos de atendimento. Mais informações em: www.dpvatseguro.com.br ou http://www.segurodotransito.com.br.

Aumenta o peso do ramo de veículos na receita dos seguros gerais

Outra novidade foi que a receita apurada no ramo ultrapassou, pela primeira vez, o patamar de R$ 20 bilhões no ano passado, atingindo R$ 20,05 bilhões, com incremento de 15% em comparação a 2009.

Já a participação dos chamados seguros patrimoniais vem praticamente andando de lado nos últimos três anos. Era de 19,6% do total dos seguros gerais em 2008; passou para 19,7% no ano seguinte; e ficou em 20,7% em 2010.
Pior ainda tem sido a performance dos seguros de crédito cuja fatia na receita global dos seguros gerais caiu de 1,6% para 1,1% entre dezembro de 2008 e o mesmo mês, no ano passado.
O próprio peso dos seguros gerais no faturamento global do mercado vem sofrendo forte queda nos últimos anos. Primeiro caiu de 38% para 34,6% entre 2008 e 2009 e, depois, chegou a 33,9% no final de 2010.
Em contrapartida, a participação dos seguros de pessoas (incluindo o VGBL, que já responde por 70% da receita desse segmento) cresceu de 41,7% para 47,1% entre 2008 e 2010, enquanto a da previdência (PGBL e outros planos)  caiu de 9,7% para 8,4%.[2]
No mesmo período, o percentual referente ao setor de capitalização permaneceu em 10,6%.

Fonte: C.Q.C.S

Consumidor recorre menos a serviço da Susep para reclamar

Dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep) indicam que 25.904 consumidores recorreram ao órgão para reclamar ou obter esclarecimentos sobre alguma modalidade de seguro, de janeiro a novembro. O número foi 17,5% menor que o contabilizado em igual período de 2009, quando foram atendidas 31.421 pessoas.

O seguro obrigatório de veículos automotores (Dpvat) esteve envolvido em 56,3% do total dos atendimentos feitos pelos técnicos da autarquia no período de 11 meses de 2010. Apesar da expressiva participação, a demanda diminuiu de 18.035 notificações, em novembro de 2009, para 14.595, em outubro último. A queda foi de 19,1%. O Dpvat, contudo, foi responsável por 151dos 671 processos administrativos abertos pela Susep no período, 22,5% do total.

Sobre novembro de 2009, os processos contra esse seguro subiram 37,3%.

Entre as grandes carteiras de seguros, a de veículos foi a única a seguir direção oposta à queda generalizada no atendimento ao consumidor observada até novembro último. O seguro de automóvel apareceu na vice-liderança em queixas, com total de 4.664, o que implicou no avanço de 18,7% sobre janeiro a novembro de 2009. Entretanto, os processos administrativos abertos entre os períodos comparados, na faixa de 80 (12,5% do total), permaneceram estáveis.

Em outra grande carteira, a de vida, as contestações caíram 11,3% em 11 meses, para 3.054 registros. Em contrapartida, continuou sendo o ramo com mais processos abertos: 198 (29,5% do total), número que na verdade diminuiu significativamente sobre ao cumulado até novembro de 2009. A queda foi de 42,3%. A busca de informações sobre as seguradoras do mercado, por sua vez, caiu 33,5%, diminuindo de 1.745 para 1.149 atendimentos.

Em meio à queda das reclamações dos consumidores, o segmento da corretagem de seguros foi outro que andou na contramão. Os dados da Susep apontam aumento de 19,4% até novembro último, para 1.697 atendimentos, contra 1.421 em igual período de 2009. Os planos de previdência complementar aberta estiveram igualmente fora da mão, com as queixas passando de 1.482 para 1.865 entre os períodos comparados. O aumento foi de 25,8%.

Já o setor de títulos de capitalização seguiu a tendência de queda verificada nos ramos de seguros de janeiro a novembro. As reclamações dos consumidores contra as empresas recuaram de 349 para 305. Foram 12,6% menos ocorrências.

Fonte: Jornal do Commercio

Data: 03.01.2011 -