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Assembleia reduz em 44% valor do seguro predial

A revisão de contratos administrativos da Assembleia Legislativa, coordenada pelo 1º secretário, deputado Plauto Miró (DEM), garantiu a redução de 44,67% no valor do seguro dos três prédios que abrigam o Poder Legislativo, em Curitiba. No pregão eletrônico n.° 003/2011, realizado no último dia 17, a Assembleia contratou o serviço por 12 meses a um preço de R$ 43 mil, totalizando uma parcela mensal de R$ 3.583,33. Na contratação anterior, ocorrida em 4 de dezembro do ano passado, a Casa pagou R$ 19.425,62 por três meses de cobertura, o que resultou no valor mensal de R$ 6.475,21.
Plauto Miró explica que a redução de gastos têm sido uma das prioridades da atual Mesa Executiva, que assumiu o comando da Assembleia no último dia 1º de fevereiro. “Estamos revisando todos os contratos mantidos pela Casa com fornecedores e prestadores de serviços. Os contratos vencidos estão sendo licitados e todos aqueles que ainda estão em vigor estão sendo renegociados.”
Ordenador de despesas e responsável por um orçamento de R$ 324,4 milhões da Assembleia Legislativa, o deputado lembra que dos 36 contratos existentes na Casa, 18 estão vencidos, sendo que destes, dois foram extintos (prestação de serviços e materiais fotográficos). A Assembleia também economizará com o fim do pagamento de dois contratos que existiam para a remoção de lixo orgânico e que passa agora a ser feita pela Prefeitura de Curitiba.
Entre os contratos ainda vigentes, que foram renegociados e resultaram em mais economia para a Assembleia, há ainda o da Copy-Fax Soluções. Pelo contrato, que ainda vencerá no próximo mês de setembro, a Casa pagava R$ 17.625,00 por mês para uma franquia de 375 mil fotocópias. Como a Assembleia não chega a utilizar tal quantidade, Plauto Miró negociou a redução da franquia, que passou para R$ 7.050,00, com limite de 150 mil cópias mensais.
A abertura de um edital, no último dia 18, também garantirá a redução de custos com a compra de passagens aéreas e terrestres. O serviço passará a ser oferecido pela empresa Web Trip, com desconto de 6,55% sobre as tarifas. O contrato anterior, vencido no último mês de janeiro, era firmado com a empresa Trípoli, que oferecia um desconto de 1% sobre as tarifas e acabou sendo desclassificada no novo processo de licitação, por não atender exigências do edital.
Segundo o 1º secretário, a Assembleia gastou em 2010, R$ 14 milhões com a contratação de serviços, valor que deve ser reduzido este ano . “Essa redução de valores ajudará na economia que a Assembleia pretende atingir. Nossa meta é devolver ao Poder Executivo todo o dinheiro que sobrar nos cofres da Casa. Esses recursos serão mais úteis ao Governo do Estado que poderá usá-los em projetos que atendam a população, principalmente nas áreas da saúde, educação e segurança”, diz.

Fonte: O Portal. PR

Seguro contra incêndio é obrigatório

O artigo 1.346, do novo Código Civil, estabelece a obrigatoriedade do seguro em toda edificação (prédios e condomínios) contra o risco de incêndio ou destruição, total ou parcial. A medida, mais que uma determinação prevista em lei, é uma proteção para os moradores, uma vez que a seguradora se responsabiliza financeiramente pelos danos patrimoniais causados por algum imprevisto. Como a contratação do seguro abrange toda a edificação, ela é válida também para partes comuns e privativas. Assim, segundo o Secovi-SP (Sindicato da Habitação), outras modalidades de seguro existentes na praça são facultativas.

O Secovi esclarece também que, na apólice deve constar com clareza em que condições será indenizado o condomínio ou o condômino em caso de incêndio. O assessor jurídico do Secovi-SP, João Paulo Rossi Paschoal, esclarece que o seguro cobre também a reconstrução das unidades autônomas e, somente se o condômino quiser, poderá fazer um seguro complementar para a sua unidade.

“O seguro é feito de forma global e inclui as áreas comuns e os apartamentos”, reforça Paschoal. Ele afirma que o artigo do Código Civil que trata deste tema entrou em vigor em 2003 e veio disciplinar o assunto, de forma simples e objetiva.
Caso o condomínio esteja em desacordo com a lei, o síndico irá responder pelo não cumprimento da medida. Para Paschoal, isso dificilmente acontece, pois nas assembleias feitas no início do ano, quando são discutidos o orçamento e demais temas de importância, o seguro contra incêndio é sempre colocado em pauta. “A medida deve passar pela assembleia e, para aprová-la, basta maioria simples. Cabe aos moradores fiscalizar se a medida está sendo cumprida sob pena de destituir o síndico, se ela não estiver em vigor”, explica.

O advogado Alexandre Rachkorsky lembra que, como a contratação do seguro é responsabilidade do síndico, ele poderá responder civil e criminalmente caso não o faça: “Sem o seguro contra incêndio, os próprios moradores podem entrar na Justiça contra o síndico diante de uma incidência.” Segundo Paschoal, uma dúvida frequente em relação ao rateio desta despesa é se ela deve ser paga pelo proprietário ou inquilino. “Trata-se de um gasto ordinário e deve ser pago pelo inquilino”, orienta.

Muitas seguradoras acabam se aproveitando desta obrigatoriedade para vender outros tipos de seguro. O alerta do Secovi é para que os condomínios fiquem alertas, pois o seguro contra incêndio é o único obrigatório. “Os demais são facultativos. O condomínio contrata se quiser”.

Rachkorsky adverte para a necessidade e facilidade do serviço de proteção: “É um investimento indispensável e relativamente barato considerando a possibilidade de um sinistro”. Caso os moradores não queiram contratar o seguro contra incêndio, o síndico deve se proteger legalmente registrando em ata de assembleia a opção da maioria em favor da não contratação.

Segurança
No condomínio Parque Residencial João XXIII, em César de Souza, em Mogi, além da obrigatoriedade prevista no Código Civil, a medida faz parte da Convenção do Regulamento Interno, na qual constam várias regras e normas que devem ser cumpridas tanto pelos moradores quanto pelo síndico. Com base nesta convenção, a contratação do seguro contra incêndio é aprovada automaticamente.
O administrador condominial do João XXIII, Marcio Roberto da Silva, lembra que, além do seguro, o condomínio também possui para-raios e faz a manutenção regular dos extintores de incêndio: “Antes de tudo, está a segurança do condômino”. O condomínio João XXIII possui 624 apartamentos e abriga quase 3.000 pessoas.

Fonte : MOGI NEWS

Síndico profissional ganha o mercado

O síndico do prédio onde você mora ou trabalha é aquela pessoa conhecida de todos, com paciência infinita e que sempre arranja tempo para mediar conflitos e resolver pepinos? Pois saiba que essa figura deve deixar de existir em um futuro não muito distante. Empresas que cuidam de absolutamente todos os detalhes que envolvem o funcionamento de um condomínio, da limpeza ao pagamento de contas, estão tomando conta do mercado em todo o país. Em Brasília, existem pelo menos algumas dezenas delas. Além disso, é cada vez mais comum a figura do síndico profissional. Trata-se de alguém que não tem, necessariamente, um vínculo com o prédio a ser gerenciado e assume a tarefa de cuidar de toda a logística dele mediante uma comissão.

A profissionalização e a delegação da administração condominial são coisas tão sérias que, este ano, o Centro Universitário do Distrito Federal (UDF) criou a primeira graduação em gestão de condomínios de que se tem notícia. Com duração de dois anos, o curso nasceu a pedido do Sindicato dos Condomínios Comerciais e Residenciais do Distrito Federal (Sindicondomínio-DF). Delegar a empresas alguns aspectos do gerenciamento da vida condominial não é novidade. A existência de empreendimentos especializados em cuidar da contabilidade, da vigilância ou da limpeza de conjuntos habitacionais ou comerciais data de pelo menos 30 anos.

No DF, há administradoras que estão há 20 anos no mercado. A diferença do passado para hoje é que a atividade de administrar um prédio ou conjunto de edificações, comerciais ou residenciais, vem tornando-se cada vez mais complexa. Outro aspecto é que o ritmo acelerado da vida moderna diminuiu o tempo disponível dos condôminos para se dedicarem com afinco aos interesses dos vizinhos. Tudo isso deu às empresas especializadas a oportunidade de ampliar o leque de serviços oferecidos. Se antes cuidavam apenas das contas ou somente da limpeza e manutenção, hoje vendem pacotes completos de gerenciamento.

A nova situação também abriu caminho para o entendimento de que o síndico precisa ser uma pessoa qualificada. “Hoje a gente tem empreendimentos residenciais de dimensões gigantescas. No Distrito Federal, por exemplo, Samambaia e Ceilândia têm complexos de prédios com parque aquático, espaço gourmet, academia. A manutenção de tudo isso por aquela pessoa leiga que tem um tempinho disponível é impensável. E essa pessoa existe cada vez menos nos dias de hoje. Muitos condomínios têm de lidar com o problema de que ninguém quer ser síndico”, pondera o administrador de empresas Carlos Aguiar, contratado para assumir as funções de síndico no centro de edifícios comerciais Vital Brasil, na 910 Sul.

Aguiar ingressou por acaso no mercado de síndicos profissionais. O administrador, que é dono de uma agência de turismo, era locatário de um espaço no Vital Brasil há alguns anos. Estava insatisfeito com o funcionamento das coisas e envolveu-se com a administração do lugar. Fez cursos de capacitação oferecidos pelo Sindicondomínio -DF e, por fim, já com seu negócio funcionando em outro espaço, começou a desenvolver a atividade paralela de gestor predial autônomo. Agora, planeja investir cada vez mais na nova carreira. Está interessado em uma pós-graduação lato sensu em Facilities Management (Gerenciamento de Facilidades, em tradução livre) oferecida pela Universidade de São Paulo. “É um curso voltado para coisas mais amplas do que a gestão de condomínios. Engloba a logística de hotéis, estádios de futebol e até autoestradas”, explica.

Custos

Por seus serviços como gestor do Vital Brasil, Carlos Aguiar cobra R$ 2,5 mil mensais. A taxa é o pro-labore do gestor condominial. “Faço gerenciamento de contratos com empresa de limpeza, de manutenção, de auditoria contábil. Estou sempre por perto e o trabalho é preventivo. Tem manutenção periódica de tudo. É diferente do condomínio tradicional, onde chama-se alguém para consertar depois que algo estraga. Uma das minhas atribuições é manter o empreendimento valorizado”, afirma. O administrador garante que, com a terceirização, a tendência é baratear e não encarecer a taxa de condomínio. “Há otimização de recursos, economia máxima e desperdício mínimo”, comenta.

Paulo César Guimarães, diretor-geral da Elite Service Administradora de Condomínios, confirma o que diz o gestor. A empresa de Guimarães gerencia 60 condomínios no DF, 90% deles residenciais.

Como Carlos Aguiar, a empresa faz uma ponte entre os condôminos e empresas prestadoras de serviço. De acordo com ele, o pacote via administradora sai cerca de 15% mais barato do que se o síndico fechasse os contratos um a um. “A gente faz todo o trabalho administrativo, o síndico acaba fazendo só a parte social e de atendimento aos condôminos”, explica. A empresa cobra um pro-labore que fica entre R$ 600 e R$ 2,5 mil dependendo do número de unidades habitacionais e tamanho do edifício a ser administrado.

Fonte : Correio Braziliense, 17/07/2010

SAIBA MAIS SOBRE O SEGURO CONDOMÍNIO.

O mercado de seguros se beneficia com o crescimento do setor imobiliário. Com a alta no número de apartamentos e casas vendidos, aumenta também a procura pelo seguro condomínio. Ele funciona de maneira simples: protege contra alguns incidentes, mediante cobrança normalmente dividida entre os moradores.

De acordo com o Bradesco, que oferece o tipo de produto, as contratações subiram 20,3% em 2007. No caso do HSBC, o crescimento gira em torno de 6% ao ano. A demanda pelo tipo de seguro, no entanto, tende a aumentar, devido ao maior acesso da população à casa própria, incentivada pela concessão de crédito.

Por outro lado, o seguro não cresce a taxas tão altas porque tornou-se obrigatório desde 1964. “O síndico pode ser responsabilizado civilmente, se não o fizer”, explicou o diretor de ramos elementares e transportes da Porto Seguro, Adilson Neri Pereira.

Como funciona?

No caso do Bradesco, o seguro pode ser contratado por condomínios residenciais, comerciais ou mistos e cobre desastres naturais, danos elétricos, roubos, ruptura de tubulações, responsabilidade civil de síndico e outros.

Já no HSBC, as principais coberturas são para roubo de valores, desastres naturais (vendaval, raio e outros), quebra de vidros, etc. Além das coberturas para o condomínio, existem as que protegem os moradores: incêndio, furto qualificado, pagamento de aluguel e responsabilidade social.

Quanto custa?

As variáveis que podem influenciar o valor do seguro condomínio são a idade do conjunto de casas/apartamentos, o tipo de seguro (renovação ou novo) e de condomínio: residencial, escritórios ou consultório, além de comercial.

Para que o cliente tenha noção de preços, o Bradesco fez simulação com as seguintes coberturas: incêndio, queda de raio, explosões (de unidades autônomas ou não), responsabilidade civil do condomínio, danos elétricos, desastres naturais (vendaval, granizo etc) e roubo de bens. O valor para o condomínio vertical é de R$ 1.954,86 e sobe para R$ 2.384,38 para o condomínio horizontal.

No HSBC, a cobertura básica – danos elétricos, vidros/anúncios, responsabilidade civil de portões automáticos, condomínio, síndico e roubos – tem valor à vista de R$ 3.649,95 para condomínios horizontais de 20 casas. Para os verticais, no mesmo padrão, o custo é de R$ 2.986,45.

Os valores são diferenciados, mas é preciso analisar quais são as coberturas, garantias e franquias de cada seguro, bem como as necessidades do próprio condomínio. O valor pode parecer alto, mas é dividido entre os moradores, o que faz com que o total pago caia consideravelmente. O pagamento, normalmente, já é incluso no valor do condomínio.

Contratação Para quem tem seguro de condomínio, dependendo do caso, ainda é interessante ter o residencial. De uma maneira geral, como a cobertura condominial se refere apenas à parte externa do conjunto habitacional, é importante contratar uma apólice para garantir proteção aos bens que ficam dentro da casa. Por exemplo: danos em eletrodomésticos em caso de descarga elétrica, ou de roubo.

Dessa maneira, a parte externa fica protegida pelo seguro coletivo e a interna, por um próprio.

Fonte: InfoMoney