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Clima afeta ramo de seguros e lavouras

São Paulo – Os problemas climáticos enfrentados pelo Brasil neste início de 2012, com excesso de chuvas na no Sudeste e estiagem forte no Sul, já afetaram bastante a produção agrícola e agora atingem também as finanças das seguradoras.

Durante a temporada de chuvas, entre novembro e março, as seguradoras enfrentam todos os anos um aumento de aproximadamente 30% nos sinistros pagos aos proprietários de veículos, indica a Porto Seguro. Outro segmento afetado pela temporada de chuvas é o rural. No residencial o prejuízo não é alto, já que a cobertura raramente é realizada. Diante de eventos inevitáveis, as seguradoras investem em estudos para identificar os locais afetados e realizam investimentos, tanto em equipe como produtos.

Ao final de 2011, o setor de seguros gerais, ou seguros de danos, como também são denominados, cresceu cerca de 13%, projeta a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg). Com 50% do total, as apólices de veículos tiveram expansão de 8%. O diretor-executivo da FenSeg, Neival Freitas, detalha que o maior impacto durante o período de chuvas ocorre neste segmento. “Praticamente todos os proprietários têm a cobertura por alagamentos, deslizamento de terra, queda de árvore, entre outras. Isto porque está inclusa na apólice compreensiva [incêndio, colisão, roubo e alagamento], que é aplicada em 95% dos seguros”.

No que diz respeito aos agricultores do Sul, o governo federal propôs um pacote de socorro aos três estados da região afetados pela seca. A ajuda inclui a renegociação de dívidas dos agricultores, uma nova linha de crédito (no valor de R$ 200 milhões) e R$ 30 milhões para Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná investirem em obras de prevenção.

A principal iniciativa, divulgada ontem, é a possibilidade da prorrogação da dívida rural: os produtores teriam até o dia 31 de julho para começar a pagar as parcelas de contratos de crédito referentes a operações de custeio para a safra atual. Para vigorar, porém, a medida ainda deve passar pela aprovação do Conselho Monetário Nacional (CMN).

Os R$ 30 bilhões liberados pelo governo devem ser divididos entre os três estados (R$ 10 bi para cada um), e poderão ser utilizados somente em obras de prevenção contra futuras estiagens. No Rio Grande do Sul, soma-se à quantia um outro valor, de R$ 19 milhões, para prevenção.

Fonte: Prudential do Brasil

Seguros para pessoas registram alto crescimento

O crescimento e o fortalecimento da economia trouxe, além do aumento do consumo das famílias, uma outra tendência de mercado: o planejamento familiar. Para isso, são inúmeros os produtos disponíveis no mercado. Porém, não há um produto que tenha registrado tanto crescimento quanto os seguros para pessoas.

Segundo dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), somente no primeiro semestre deste ano, a venda de seguros cresceu 13,3% em relação ao mesmo período do ano passado, alcançando R$ 7,4 bilhões.

A região Sudeste é a maior responsável pela receita, 65,6%, seguida pela região Sul, com 17,3%, Centro-Oeste (8,5%), Nordeste (6,6%) e Norte (1,7%). Por modalidade, o seguro de vida individual bateu a marca de R$ 514 milhões, alta de 32,3% na comparação com os R$ 388,3 milhões registrados no mesmo período de 2009. “Foi o melhor resultado dos últimos seis anos”, disse o presidente da Fenaprevi, Marco Antonio Rossi. O levantamento não inclui o plano de caráter previdenciário, por possuir cobertura por sobrevivência.

“O maior volume de vendas de seguros de vida individual deve-se ao aumento de renda e oferta de crédito, principalmente para as classes C e D, que ascenderam e estão tendo mais acesso ao consumo”, disse Rossi. Um exemplo é da funcionária pública Beatriz de Lourdes do Nascimento, 31. Após conquistar a estabilidade no trabalho, ela adquiriu um seguro de vida para o pai, tendo como beneficiários toda a família. “Pago pouco por mês e, na falta do meu pai, não vou precisar me preocupar com dinheiro ou custos com velório”, disse.

A securitária Eliane Peluci, 43, convive com o mercado de seguros e há cinco anos paga seguro de vida para não deixar os filhos, atualmente com 20 e 18 anos, sem qualquer recurso para planejamento familiar pós-morte.

PROFISSIONAL. O consultor de seguros Guilherme Ciarrochi Ferreira, da Mongeral Aegon, disse que as pessoas entre 30 e 45 anos são as que mais contratam seguro de vida. Segundo ele, são pais de família que pensam em deixar recursos quando faltar, ou casais onde ambos trabalham e têm vida ativa, e os profissionais liberais que, aplicam recursos na iniciativa privada para garantir aposentadoria ou uma renda mensal.

No Brasil, a regulação dos seguros de vida é feita pela União. A idade mínima para aderir ao processo é 14 anos. Não há limite máximo, porém, de acordo com a operadora, há um tempo de carência que pode variar de meses há até dois anos. Entre os mais tradicionais tipos de seguro, há o comum e o resgatável. No comum, o pagamento mensal é menor e não há possibilidade de resgate. Já no resgatável, as contribuições são maiores e, indicado para quem pode pagar mais.

Para o economista Antonio Carlos de Azevedo Lobão, o mais importante na hora de contratar um seguro de vida é saber o perfil da seguradora, se tem liquidez e há quanto tempo atua no mercado. (AAN)

Mercado vai atingir a massa

As transformações no mercado de seguros de vida são constantes. Porém, nenhuma delas mexe tanto quanto à possibilidade de regulamentação dos microsseguros que, de acordo com a Superintendência de Seguros Privados (Susep), têm potencial para atingir um público estimado em 100 milhões de pessoas. Já existem algumas iniciativas pioneiras em seguros massificados. No caso da ACE Seguradora, foi criado seguros de baixos valores para moradores do Morro Santa Marta, em Botafogo, no Rio de Janeiro, que foram vítimas das chuvas. A Bradesco Vida e Previdência lançou também neste ano o “Primeira Proteção Bradesco”, que custa R$ 3,5 mensais e garante indenização de R$ 20 mil para cobertura de morte e invalidez. Segundo a assessoria de imprensa do banco, o produto já vendeu mais de 300 mil apólices no país. (AAN)

Fonte :Gazeta Ribeirao

Seguro DPVAT: saiba como utilizá-lo

Vítimas de acidentes de trânsito têm direito a seguro
Flávio Antunes, de Aracaju

DPVAT, você deve estar se perguntando o que é isso, certo? Este é um seguro que lhe indeniza caso você tenha danos pessoais causados por veículos automotores transitáveis em terra, ou seja, o Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de via terrestre (DPVAT) que indeniza vítimas de acidentes ocasionados por veículos que têm motor próprio e andam em terra e asfalto. Não encaixam neste perfil bicicletas, trens, barcos e aeronaves.

O seguro é de exclusividade onde os acidentes tenham caso de morte ou lesões graves e leves. Então pessoas que sofram danos materiais em colisão, roubo ou furto não serão beneficiadas com o DPVAT. Em caso de acidente as situações indenizadas são morte ou invalidez permanente e sob forma de reembolso, despesas comprovadas com atendimento médico/hospitalar.

Emsergipe.com

Você mesmo internauta pode dar entrada nos pedidos de indenização ou reembolso. Para isso basta procurar o Sincor mais próximo, munido dos seguintes documentos: placa do veículo, Boletim de ocorrência, atestado médico, notas fiscais dos gastos, além de RG, CPF, comprovante de resisdência e habilitação. Lembrar que o seguro é obrigatório, pois foi criado pela lei 6.194/74, em 1974.

Flávio Antunes / SN1

O procurador, Fausto Leite, alerta para que as pessoas tomem cuidado com terceiros que queiram se beneficiar com o seguro. “É bom que as pessoas fiquem atentas aos golpistas, pois eles se aproveitam da ingenuidade dos que têm direito ao DPVAT, mas desconhece do seu direito ao seguro, portanto é bom levar um advogado para orientar, mesmo não sendo obrigatório a presença do profissional”, explica.

Fonte : http://emsergipe.globo.com/noticias/?act=visualizar&id=120322&s=sergipe&c=Tr%C3%A2nsito&cidade=aracaju